A mulher sexualmente livre: a de verdade

Tenho insistido no fato de que a indústria pornográfica tem nos imposto um modelo de mulher que está fundado no fingimento. Elas têm um comportamento sexual que, mesmo falso, seria o dos sonhos dos homens: aceitam todo o tipo de prática, têm uma postura geral de submissão (ajoelham-se para fazer sexo oral neles), dão demonstrações ruidosas de prazer, especialmente quando são penetradas. Isso tanto na penetração vaginal como anal. Dizem várias vezes que estão gozando, de modo que estariam tendo orgasmos fáceis em qualquer destas circunstâncias. A submissão chega ao extremo quando elas oferecem a face para que os homens ejaculem.

Não dão sinais de estarem tendo prazer tão intenso quando são os homens que fazem sexo oral nelas. Isso parece ser apenas uma das preliminares, e que acontece sempre de forma um tanto rápida (exceção talvez ao sexo oral que elas fazem neles, mais demorado e cheio de sofisticações).

É tudo muito diferente da vida real, onde homens e mulheres gostam muito dos prolongados beijos na boca, das carícias manuais por sobre a roupa, da descoberta delicada e pausada das partes dos corpos que vão se mostrando aos poucos. Tudo sempre intercalado com beijos na boca e também em outras partes da cabeça e pescoço.

A realidade é que a grande maioria das mulheres se excita mais facilmente por meio da estimulação do clitóris do que da penetração vaginal ou anal. Os beijos mais ardentes são parte essencial do processo de entrar no clima erótico. São o sinal de que se pode ir adiante. É o modo como o tom romântico caminha para o erótico, completamente diferente. Sim, porque o erótico é mais grosseiro, mais rude, mais “mamífero” e um pouco mais vulgar. Isso é verdade também na realidade e é assim que tem que ser porque a atmosfera romântica encaminha mais na direção da ternura do que do tesão.

A descrição que faço certamente está prejudicada pelos meus olhos masculinos e pelos erros que cometo na empreitada de tentar penetrar na forma como sente uma outra pessoa – e tão diferente, ao menos neste aspecto, como é a mulher do homem. Mas a impressão que tenho é a de que as mulheres de verdade e que são verdadeiramente livres do ponto de vista sexual vão, aos poucos, se entregando à excitação que toma conta delas à medida em que são tocadas. As mulheres são muito sensíveis aos estímulos tácteis, de modo que aquelas que não têm medo e nem freios de outra ordem (ligados, como regra, ao desejo de controlar a relação) vão entrando num clima de entrega, de se deixarem perder naquele amontoado de sensações. Vão se abrindo. Isso pode ou não vir acompanhado de manifestações ruidosas, sendo fato que um volume maior de ruídos não indica obrigatoriamente maior intensidade de sensações.

As mulheres são particularmente sensíveis à estimulação clitoridiana justamente porque lá se encontram terminações nervosas em grande concentração, o que provoca a máxima intensidade da excitação determinada pelos estímulos tácteis. O mesmo não acontece durante a penetração vaginal, órgão essencialmente reprodutor e pobre em terminações nervosas (se a vagina fosse muito inervada, as dores do parto seriam insuportáveis, já que nesta ocasião terá que passar um feto cujo diâmetro da cabeça é de cerca de 15cm). É claro que existem estímulos eróticos que derivam de aspectos simbólicos e não apenas da estimulação nervosa. Assim, uma mulher pode gostar de se sentir penetrada – possuída, como se dizia antigamente – pelo homem que ela gosta.

Este é o momento para reafirmar que todo este processo de se descontrair e de se descontrolar, de se entregar de corpo e alma à estimulação sexual, costuma acontecer apenas quando a mulher está transando com um parceiro que seja pessoa amada; ou então, amiga e conhecida o suficiente para que possa se estabelecer um clima de confiança e segurança a ponto dela se soltar da forma que descrevi. Assim, ainda que o amor não participe intensamente da hora da transa, o fato do parceiro sexual ser o objeto do amor e da confiança aumenta muito as chances de uma mulher conseguir a proeza de se deixar levar por sua excitação sexual.

Acredito que algumas mulheres aprendam a lidar com sua sexualidade de uma forma tão serena e segura que consigam se deixar “embriagar” pela excitação erótica mesmo com um parceiro que mal conhecem. Porém, são poucas. Aliás, são poucas as mulheres que querem efetivamente aprender a serem assim: tão donas de si e de sua sensualidade. A maioria prefere mesmo o relacionamento com parceiro sentimental. Isso tem a ver também com o que acontece no final, quando homens e mulheres saem deste estado de êxtase solitário (sim, porque a intensidade erótica muito intensa nos faz presos a nós mesmos e sem condição de olhar muito para o parceiro) e sentem muito prazer em encontrar a seu lado aquele a quem amam.

É bom registrar com ênfase que o vazio relacionado com o fim da relação sexual talvez seja até maior no homem que na mulher. Ou seja, os rapazes que evitam o sexo sem compromisso estão mesmo é pensando no buraco no estômago que irão sentir no final.

Enfim, o que quero passar é que a mulher sexualmente livre “viaja” corajosamente em suas sensações de excitação, experimenta ou não orgasmos (o que não é tão importante quanto se pensa) e depois gosta mesmo é de “aterrisar” no ombro do companheiro querido.

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  • Denis

    Queria muito que as mulheres comentassem aqui suas opiniões e experiencias a respeito do texto.

    Na visão masculina, o sr está totalmente certo, ao menos por minha experiência pessoal e a de TODOS os meus amigos q me relatam quando conversamos. Fica um imenso vazio pós-orgasmo quando transamos apenas por conta do desejo sexual. Quanto menor a afinidade, maior o vazio, o arrependimento, a vergonha, a vontade de ir embora imediatamente.

    E aí que entra o álcool. Aliás, antes da relação, é claro. já tive experiencia com prostituta e foi um fiasco. Nem mesmo a alta performance profissional compensou o pós orgasmo. E não compensa pra ninguém. Já conversei com amigos íntimos, e todos confessam a mesma coisa quando estamos a sós. Claro que quando estão todos juntos é o maior fingimento, como se aquilo fosse um estilo de vida e motivo de orgulho. Todo mundo quer contar vantagem em público. Vaidade em primeiro lugar.

    Concluo que homens pegadores são extremamente infelizes por prática de relacionamentos casuais, talvez viciem nessa zona de “desconforto” (termo q o sr utiliza muito) e acaba se tornando mesmo um estilo de vida, porém, um estilo de vida infeliz, que só funciona “anestesiando” o consciente.

    Uma coisa tão óbvia, mas parece q para muitos é incompreensível, é que um simples “papai e mamãe” com alguém que gostamos muito, é incomparavelmente melhor que todas as posições do kamasutra feito pela melhor profissional existente, mas que não temos intimidade.

    Mulheres, se manifestem!

    O maior público do Dr. Gikovate é feminino, então por favor, comentem aqui, não precisam se identificar. Coloquem apenas a idade, isso é muito importante saber.

    • Adriana

      Adorei o artigo e o seu feedback, Denis.
      O Dr. Flávio fez uma ilustração muito precisa do que ocorre comigo, e, também no meu círculo de amigas, conforme relatos. Por mais que seja possível “aprender” a separar completamente desejo de ternura, muitas de nós não querem de fato fazê-lo, mesmo após nos conhecermos bem, mesmo sabendo aquilo que nos agrada. A sensação que experimento é que quando há desejo a satisfação da entrega só é recompensadora quando nos sentimos íntimas e seguras com o parceiro, ou, melhor ainda, quando já existe amor. Deste modo quando sinto desejo por um “desconhecido” isso se “transforma” em uma vontade grande de conhecer aquela pessoa, de me tornar íntima dela.

      Ah tenho 37 anos.

    • Julia

      Sexo pra mim, só com quem tenho muita afinidade, afeto, confiança… Já ‘fiquei’ com alguém por quem não tinha nenhum amor, mas tinha admiração e atração, e ainda assim, o que restou depois foi um vazio aterrador, uma vontade de sair correndo, e nem olhar pra trás, embora o ‘durante’ até tenha sido bom.
      Quando a gente não ama, o ‘depois’ é muito ruim. Assim como quando a gente gosta de alguém que não nos ama, esse alguém também consegue fazer do ‘depois’ algo desagradável. Porque a gente quer se aconchegar no abraço daquele homem que nos é tão querido, tão desejado e o que ele quer, é sair correndo dali. Isso também dá uma sensação de vazio horrível.
      Quanto à questão do estímulo clitoriano, então, acho que sou uma exceção, porque, eu adoro abraço, adoro beijo, e adoro penetração vaginal. Meu orgasmo é vaginal… Manipular o meu clitóris me dá gastura. E quanto à prática de sexo anal, não consigo acreditar que alguma mulher tenha prazer nisso. Sinto nojo só de pensar. Não tenho a mínima curiosidade de saber como é… pensar nisso não me excita, me enoja.

      • Denis

        Julia, uma experiencia que tive com minha ex-namorada, é que depois de uns anos de namoro eu queria muito fazer sexo anal, pois nunca tinha feito. Depois de meses de negociação, sacrifícios para fazer merecer, nós tentamos. Na primeira vez, por mais cauteloso q fui, causou um desconforto, no início principalmente. Mas embora seja desconfortável, não foi aquele horror que ela pensou que seria. Ela tbm não gostava de estimulo clitoriano, parecia ter aversão e eu só fui entender isso muito tempo depois que terminamos, achava q ali era um estimulo 100% bem vindo, mas realmente, nem todas as mulheres gostam.
        Depois que fizemos o primeiro anal, eu vi que não era tudo aquilo que os homens falavam que era. E tentamos uma segunda vez depois de alguns dias, causou menos desconforto no inicio, e durante foi estável, mas nao que chegasse ao ponto de agradá-la. Certo dia, estávamos nos acariciando, e eu nem fazia questão de fazer sexo anal mais, sabia que não era legal pra ela, e tbm não era tão excepcional e melhor q o vaginal, eu podia viver sem isso tranquilamente, mas precisava ao menos experimentar uma vez. Eis q surge um imprevisto, pois quando iriamos transar, lembramos q ela não poderia, pois estava se recuperando de uma infecção urinária. Então ela simplesmente disse que faríamos anal. E eu ainda perguntei se ela realmente queria isso, e ela disse que sim. No inicio sempre causa um pouquinho de desconforto, porem, muito tolerável, e isso só nos primeiros minutos, depois fica estável. E para minha surpresa ela estava com a respiração ofegante e gostando, mesmo sem estimulo clitoriano. Ela não chegou ao orgasmo. Mas sentia prazer. Eu sei pelos meus amigos, que isso não é comum. Acredito que depende muito do homem para que isso ocorra de forma agradável.

        • Julia

          Interessante a sua resposta. Sincero.
          Mas sabe que até essa infecção urinária que ele teve deve ter sido culpa da relação anal, não sabe?
          Sexo anal é precursor de diversas infecções, tanto no homem quanto na mulher. Principalmente nas mulheres, porque a vagina é um órgão interno, quente e úmido e propício à proliferação de bactérias. E a uretra feminina é muito curta. As bactérias existentes no intestino contaminam o pênis e vão parar na vagina e uretra da mulher caso façam sexo vaginal após o anal.. ou caso escorra secreção da relação anal para a vagina.
          Sem falar que vocês homens também ficam mais sujeitos a pegar doenças, infecções, e sair passando isso para outras… porque a maior parte das relações ainda acontece sem camisinha…
          Enfim… já li dezenas de artigos sobre isso pra tentar entender os pedidos do meu namorado e pensar se cedo ou não… se experimento ou não… mas só consigo sentir nojo… e pior, daí fico com medo de transar com ele e pegar uma doença… porque já fico achando que ele está fazendo isso com outras, sem camisinha…
          Já terminei um relacionamento por causa disso e estou a beira de terminar outro…

    • Lena

      Sou uma mulher diferente em alguns aspectos…. Sou casada amo meu marido e faço tudo que gosto e deixo ele livre de preconceitos em nosso mundo de amor (somente nos dois)adoro fazer sexo oral com ele, adoro ver suas expressoes de desejo e tesão, isso me excita que chego a gozar várias vezes , na verdade acho que é um gozo só muito intenso. Me masturbo muito. E gosto de sexo anal também, em dias especiais….. Sabe o que melhor? Encontrei um homem que adora fazer carinho, a todo momento e eu sei receber, isso nos estimula a fazer amor todos os dias . ele diz que eu sou demais… Na verdade ele me faz a mulher verdadeira e sempre durmo em seus braços com a perna encoxando ele.

    • Lena

      Tenho 42 anos

  • Maria Clara Spinelli

    muito bom!
    muito obrigada.

  • Keli E Marcelo

    É…não está de todo errado, mas erra muito, principalmente no determinismo.
    Falando por mim, não sinto vazio em transas casuais. Separo sexo de relações afetivas e minha infelicidade é não poder unir ambos de forma determinada.
    A penetração é muito mais prazerosa (principalmente a anal) sim que estímulo clitoriano. A diferença está no homem com quem transo. Quando têm pênis com uma glande larga, um tamanho relevante, uma grossura e rigidez desejável, pareço que vou morrer. Mas isso é minoria. E, depois de muitos parceiros (tenho relacionamento estável e isso não me impede de ter experiência com outros homens), passei a escolher parceiros sexuais por características étnicas e corporais. É minha vida sexual e cansei de idealismo. Julgo pelas aparências e não tenho errado assim.
    Estou com quase 30 anos, tive uma vida de casada por 5 anos. Achava que eu era frígida. Nada, eu adoro transar, sempre gostei, mas nunca com o mesmo cara, tampouco com qualquer um.
    E sei que cada mulher, sendo honesta consigo mesma (com a sociedade elas dificilmente são), têm suas peculiaridades ou talvez identidade com meu relato.

  • Andrea

    “Enfim, o que quero passar é que a mulher sexualmente livre “viaja” corajosamente em suas sensações de excitação, experimenta ou não orgasmos (o que não é tão importante quanto se pensa) e depois gosta mesmo é de “aterrissar” no ombro do companheiro querido.” Flávio Gikovate.

  • Leyla

    Doutor, por gentileza, penso que meu namorado é gay, mas ainda fico na dúvida. Ele não faz sexo oral em mim a não ser que eu peça e é bem rápido nas preliminares. Frequentemente o questiono, mas ele diz que não sabe explicar o motivos e coisas do tipo. Certa vez mencionou que não é que não gostasse, mas que tinha preguiça. Em resumo: vive se esquivando e, no final, não se justifica. Ele também não me beija muito na boca, só na hora do sexo, mas porque eu insisti muito com ele sobre isso, dizendo que beijar era um dos meus carinhos preferidos… enfim… já disse a ele que estou insatisfeita e que o vejo como egoísta ou até mesmo gay, mas ele afirma que isso é um absurdo. Eu já fui mais que clara, e ele não me conforta com as palavras, que são muito evazivas… Por fim, ele admira muito homens musculosos, faz musculação e tem o ego que chama atenção. Certa vez, por exemplo, estávamos num motel, eu bastante excitada para me exibir para ele, deixá-lo excitada e seduzido, mas o rapaz simplesmente deitou na cama, se olhou no espelhou do teto e me pediu para tirar fotos dele. Claro, depois fizemos sexo, ele gozou, fizemos mais sexo, ele gozou… Embora não apresente problemas de ereção, não me convenço de que ele de fato sinta desejo sexual por mim já que, como ele mesmo disse, gosta mesmo é da penetração (e de receber sexo oral, o que ele disse que aceitaria ficar sem desde que não tivesse que me tocar lá embaixo… nem de tocar ele gosta). O que pensa, Doutor?

    • Denis

      É muito provável que ele seja gay. Se ele admira homens no nível de modelos fitness, é praticamente certeza. Se for no nível de fisiculturismo, homens extremamente musculosos sobre-humano, como Ronnie Coleman, aí ele gosta mesmo de admirar para ficar igual. Não conheço nenhum gay ou mulher que curtam homens no nível de fisiculturismo. Para os homens é apenas referência de onde se quer chegar. Querer tirar fotos num motel não passa de narcisismo, o que já é de se desconfiar. Ele deve ter ficado excitado vendo ele mesmo. Faça um teste. Vá num motel e veja filme pornô gay. Você terá que convencê-lo de que isso te excita. Não pode parecer que você está desconfiada dele. Se ele ficar com uma leve curiosidade ou não reclamar em voz alta como se você o tivesse insultando, bingo!

      Conheço gays que não se assumem e mantém relações com mulheres, por medo de serem rejeitados pela preferencia sexual. Conheço caras da academia onde treino, que fazem artes marciais, e que mesmo contando, ninguém acredita, pois não se encaixam naquele esteriótipo de gay, que a gente por equívoco, acha que devem ser. Uma vez na academia chamei um colega que tinha certeza que era gay, mas fingia que não, comecei a falar de mulher, de sexo oral na vagina, bem detalhado, e ele não conseguiu esconder a cara de nojo, deu uma desculpa e saiu. Depois de alguns meses ele resolveu assumir e já estava namorando. Talvez pela novela que ajuda a não parecer algo absurdo.

      • Leyla

        Denis, não sei se vc recebeu meu comentário, por isso faço novamente.

        Obrigada pela resposta. Bem, meu namorado gosta do biotipo fisiculturista, como arnold e ronnie.

        Eu gosto bastante de sexo, faço anal, oral, me excito facilmente, mesmo não gostando muito do sexo com ele. Isso porque a relação sexual fica mais na simples penetração, sem beijos quentes (ele beija mal, com a boca aberta, difícil explicar). Vou tentar ver um filme gay com ele, então. Estamos juntos há dois anos e meio e ele sabe q já vi filme gay masculino, sabe que sou muito interessada por sexo, que tenho sonhos eróticos e tudo mais.

        Uma coisa que me intriga é o fato de ele se excitar quando me vê nua, ou tirando a roupa, colocando um pijaminha, por exemplo. Um gay seria capaz de ter ereção ao ver uma mulher nua? Ele sempre se excita ao me ver nua, então fico nesse paradoxo! Ele não toca minha genitália com as mãos ou os lábios, mas se excita com minha nudez!

        Obrigada!

        • Denis

          Ele no motel se olhando no espelho e pedindo pra tirar fotos me lembra muito a cena do filme Um Psicopata Americano, em que o personagem faz a mesma coisa, só que ele mesmo tira suas fotos. Agora fico na dúvida, talvez seja narcisista, apenas. Mas a questão principal, independente se ele é gay, bi ou hetero, é se isso está te prejudicando e quanto. Dá pra continuar assim?! Ele foi bem claro ao dizer que abriria mão de um sexo oral para nem tocar em sua vagina. Tem que pesar na balança, não adianta pensar que um dia ele possa mudar de ideia. Muito provável que não. E acho que se ele não se sente bem em tocar sua vagina, forçá-lo a isso é um ato egoísta de sua parte, tbm. Ele me pareceu justo em dizer q abre mão de vc fazer um sexo oral nele. Tudo em prol de continuar com você. Mas não é por isso que você tem que abrir mão também. Se isso for importante e muito significante para você, o jeito é trocar de namorado.

  • Fernanda

    Concordo que a indústria pornográfica espalhe uma visão da mulher tendo prazer muito distinta do que realmente é.

    Em relação ao prazer sexual romântico, acredito que em suma, seja herança de uma sociedade que estimula a nós, mulheres, condições menos amplas de prazer, como forma de perpetuar o patriarcado. Sexo PODE não ter a ver com amor. Mas amor é importante e quando não temos um objeto de desejo afetivo, romântico, podemos diminuir nossas capacidades de sentir prazer sexual. Dessa forma, poderíamos ter um par romântico e outro sexual, para talvez suprir o tal vazio, digo isso, claro, ignorando os fatores da imposição monogâmica.que sofremos. Me considero uma mulher sexualmente liberta, ou talvez menos presa. Vejo o prazer da maior parte de mulheres como eu – digo, sem imposições sociais/religiosas que falem por elas – ligados a fantasias muito mais diversificadas e amplas do que romantismo. Sugiro que os rapazes, conversem com amigas, ou até mesmo conhecidas virtuais, que gostem de sexo e possam mostrar isso. Vão notar que fantasias comuns em mulheres envolvem muito sexo com desconhecidos, BDSM, ,etc. Coisas que até mesmo são muito mais trash do que o que vemos nos filmes pornos mais populares, feitos para o público masculino. Ainda não decifrei o ponto de partida do que sentimos por esse tipo de fantasias. (esse video fala mais a respeito >>http://www.youtube.com/watch?v=-Zx_8V7HnIc) Talvez um escape do preconceito social que nos obriga a sermos românticas o tempo inteiro. Enfim, desculpem se fugi do contexto. Paz e luz à todos.

  • Julia

    Por que os homens acham que todas as mulheres gostam que friccionem o clitóris? Tem que ter sensibilidade pra perceber se está agradando ou não quando toca… Eu não gosto… Meu prazer, meu orgasmo é essencialmente vaginal e detesto quando meu parceiro não percebe que quando tiro a mão dele do meu clitóris e a coloco na entrada da vagina e insiste em me tocar no clitóris é porque não gosto. Incomoda, irrita… causa desconforto.

  • Michelly Bianchi

    Gosto de tudo no sexo, mas só consigo “desencanar” com quem tenho afinidade e confiança. Tem que ter corpo e mente envolvidos para conseguir me soltar das amarras externas e internas. Aí sim se torna prazeroso e o orgasmo apenas um detalhe de um enorme conjunto de sensações. Parabéns ao dr pelo texto! Tenho 31 anos.

  • Carolina Castro

    Nossa perfeita essa explanação do Dr. Flavio…sinceramente estava me sentindo um “peixe fora d’água” em relação a esse tema. Pensava: será que só eu não curto essa história de sexo com vulgaridade??? e as outras mulheres me diziam que é bom…é legal…p/ mim isso é “fuga”…não conseguem sexo com a amor e carinho, aceitam sexo vulgar mesmo.

  • Leyla

    muito obrigada, Denis. Já havia lido sua resposta, voltei aqui para reler e aproveito para dizer que gostei muito de suas duas respostas.

  • daniele costa

    Flávio me desculpe mas de que mulher vc está falando??? existem mulheres e mulheres e eu me excito demais xom a penetração em chupar ajoelhada e levar esperma na cara desculpa ae mas eu sou submissa porque gosto e quero!!!!

  • Lalai

    Uma parte enorme dos homens não sabe estimular o clitóris de maneira correta, daí muitas odeiam, porque dói. São rápidos demais, com força demais, de fato é preciso ensinar o parceiro e que este realmente se importe com o prazer da companheira. Sem dúvida estar segura com o parceiro é essencial para a melhor desenvoltura da mulher no ato sexual. Realmente ao escolher um parceiro, romântico ou não, escolho e tendo a acertar, quando encontro alguém que tenha sensibilidade, que saiba ouvir, que seja carinhoso, que se importe com o que você tem a dizer. Muitos homens são narcisistas demais nas relações, estão preocupados com o próprio pênis, tem dificuldades de expressar carinho, ainda que estejam afetivamente envolvidos.

  • Lara

    Generalizou demais, difícil assumir que tem mulher que gosta dar…
    A mulher sempre tem que estar “apaixonadinha”… oooh frágil ego masculino

  • claudio

    Se é como o doutor diz, por que tem mulheres que deixam homens que tem essas qualidades citada pelo senhor e se apaixona por um canalha (sexualmente falando) que agente sabe que vira a mulher pelo o avesso na hora do sexo?