As relações, no futuro, serão mesmo do tipo “poliamor”?

A expressão “poliamor” é mal utilizada atualmente. Na realidade, ela substitui um termo antigo, do fim dos anos 60, que referia-se ao que se chamava de “casamento aberto”, ou seja, um relacionamento afetivo estável que permitia uma certa liberdade sexual com outros parceiros. Assim, o termo correto seria “polissexo”.

Fazia muito sentido numa época em que as pessoas vinham de uma educação e cultura repressoras, onde muitas haviam casado cedo, algumas moças ainda virgens enfrentando a experiência do casamento, inexperientes sexualmente e, portanto, vinham com alguma frustração a respeito da sua história sentimental e sexual.

O “amor livre” acompanhava a sensação de resgatar momentos importantes da vida, que as pessoas haviam perdido, com a possibilidade de não romperem os vínculos sentimentais e conjugais já estabelecidos.

A ideia mostrou-se ineficaz à época, será que hoje faz algum sentido resgatá-la?

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  • tarcizio

    gostei muito , ate antes do video eu pensava diferente

  • claudia young

    Gostei muito do vídeo. Fiquei envolvida dois anos com uma pessoa que defende ser um poliamorista, e foi, de fato, uma relação superficial, sem amizade ou companheirismo. Quando o desejo sexual era saciado, a sensação de vazio e solidão era enorme! Também acho que o poliamorismo é uma bobagem, e não tem futuro em uma sociedade onde a prática sexual se inicia cedo e onde podemos nos separar e iniciar uma relação amorosa a qualquer momento.

  • Lucas

    Penso que os relacionamentos abertos são possíveis sim, ao
    contrario de que pensa o Flavio. Não pregamos a extinção do ciúme e sim sua
    administração. Podemos amar quantas pessoas pudermos e se relacionar
    sexualmente com elas, ou não. Ao contrario do que dizem do poliamor, tem que ter envolvimento emocional, o que não pode ter é exclusividade (não só sexual quanto sentimental). Tenho relações livres há alguns anos e o comprometimento que tenho com essas pessoas é muito maior do que quando tive um relacionamento monogâmico. Enfim, ele pode achar que não, mas com o advento da individualidade crescente esse tipo de relacionamento se torna a melhor opção.

  • Guest

    Com todo respeito, mas o senhor tem uma completa desinformação do que é poliamor. Se informe antes de criticar e levar a maioria das pessoas a um julgamento precipitado sobre o que realmente é a tal relação.
    http://rederelacoeslivres.wordpress.com/essencial/

  • Binho Vianna

    Flávio acho que as vezes você se contradiz pois se as pessoas são cada vez mais bissexuais, como podem se contentar anos a fio com uma pessoa apenas? Acho que também falou mais do ponto de vista feminino que tem muito maior dificuldade de separar sexo de amor e compromisso, pois todos os sexos casuais que fiz foram muito bons! as vezes até quis namorar a pessoa e ela não mas jamais me arrependi de ter tido aquelas experiências!
    O problema principal é que ainda somos muito condicionados a ter posse do outro ou se envolver no sexo e isso entra em conflito com nossas paixões por tanta gente né? Solução para isso não sei bem, mas entrar numa relação logo de começo poliamorosa pode ser uma solução para muita gente, pois já começa assim antes de haver ciúme forte e como hoje a bissexualidade está cada vez mais aceita, esse fator ajuda bastante a dar certo esse tipo de relação. Swingers ao meu ver é apenas uma tentativa meio frustrada de ter um relacionamento poliamoroso numa época que ainda está pouca aceita relacionamentos não monogâmicos.