As relações, no futuro, serão mesmo do tipo “poliamor”?

A expressão “poliamor” é mal utilizada atualmente. Na realidade, ela substitui um termo antigo, do fim dos anos 60, que referia-se ao que se chamava de “casamento aberto”, ou seja, um relacionamento afetivo estável que permitia uma certa liberdade sexual com outros parceiros. Assim, o termo correto seria “polissexo”.

Fazia muito sentido numa época em que as pessoas vinham de uma educação e cultura repressoras, onde muitas haviam casado cedo, algumas moças ainda virgens enfrentando a experiência do casamento, inexperientes sexualmente e, portanto, vinham com alguma frustração a respeito da sua história sentimental e sexual.

O “amor livre” acompanhava a sensação de resgatar momentos importantes da vida, que as pessoas haviam perdido, com a possibilidade de não romperem os vínculos sentimentais e conjugais já estabelecidos.

A ideia mostrou-se ineficaz à época, será que hoje faz algum sentido resgatá-la?

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