Nossas qualidades atraem hostilidade

Crescemos e nos formamos levando em consideração, basicamente, aquilo que ouvimos dos nossos pais e professores.

Por influência deles, somos levados a concluir que é conveniente sermos pessoas boas, esforçadas, trabalhadoras e gentis com os nossos colegas, uma vez que este é o caminho para sermos aceitos e queridos por eles.

Uma das mais desagradáveis surpresas que muitos de nós tiveram ao longo da adolescência reside no fato de que, exatamente por sermos portadores de tais qualidades, somos muito mais hostilizados que amados. A ideia de que o acúmulo de virtudes despertará o amor das pessoas parece lógica, de modo que quase todos se esforçam nesta direção.

Só não agem de modo legal aqueles que não conseguiram o desenvolvimento interior necessário para, por exemplo, controlar seus impulsos agressivos ou renunciar a determinados prazeres imediatos em favor de outros, maiores, colocados no futuro.

Assim, ao longo da vida adulta convivem dois tipos de pessoas: aquelas que conseguiram vencer estes obstáculos interiores e se tornaram criaturas melhores e outras que não foram capazes de ultrapassar estas primeiras e fundamentais dificuldades – e que se esforçam ao máximo para disfarçar suas fraquezas.

As primeiras são as que saíram vencedoras no primeiro combate importante da vida, o de “domesticar” seus próprios impulsos destrutivos, e se transformaram em criaturas portadoras das propriedades humanas que somos unânimes em catalogar como virtudes.

O que acontece? Os perdedores se sentem incomodados e humilhados pelo fato de não possuírem igual capacidade de controle interior.

Este dado é muito importante, pois indica que, independentemente do que digam, os perdedores sabem perfeitamente quais são as virtudes e as apreciam; não aderem a elas porque isto implica em um esforço que não são capazes de fazer.

De todo modo, os perdedores – que adoram desfilar como “superiores” e indiferentes às questões da moral –, por se sentirem humilhados, também se sentem agredidos pela presença daquelas virtudes em uma outra pessoa que não neles próprios.

Comparam-se com o virtuoso, consideram-se inferiores a eles, sentem-se por baixo, irritados com a presença daquelas virtudes que adorariam possuir. A vaidade dos perdedores fica ferida e eles, como têm pouca competência para controlar a agressividade, saem atirando pedras.

É claro que tais pedradas têm de ser sutis para que não denunciem todos os passos do mecanismo da inveja: reação agressiva derivada de suposta ofensa na vaidade daquele que se sentiu inferiorizado por não ter as virtudes que lhes provocaram a admiração.

Sim, porque o invejoso admira muito o invejado; senão seria tudo totalmente sem sentido. Saber que o bandido inveja o mocinho é uma das razões da esperança que sempre tive no futuro da nossa espécie.

A agressividade sutil derivada da inveja nos derruba, entre outras razões, porque ela vem de pessoas que gostaríamos que nos amassem.

Afinal de contas, nos esforçamos tanto para conseguirmos os bons resultados justamente para ter essa recompensa. É difícil para um filho perceber que suas qualidades despertam em seu pai emoções contraditórias: por um lado, a admiração se transforma em inveja, de modo que o pai se ressente da boa evolução do filho.

O mesmo acontece entre mães e filhas, sendo inúmeras as exceções onde a admiração não dá origem à vertente invejosa.

As “agulhadas”, as indiretas e as observações depreciativas e inoportunas próprias da inveja existem de modo muito intenso entre irmãos (eternos rivais), entre marido e mulher, assim como em todas as outras relações sociais e profissionais.

É praticamente impossível uma pessoa se destacar por virtudes ou competências especiais sem ser objeto da enorme carga negativa derivada da hostilidade invejosa.

O mais grave é que não fomos educados para isso, de modo que nos surpreendemos e ficamos chocados ao observarmos esse resultado. A decepção é tal que muitos se desequilibram quando atingem algum tipo de destaque, condição na qual são levados a um estado de solidão – o oposto do que pretendiam.

Uns se drogam e outros tratam de destruir rapidamente o que construíram, de modo a deixarem de ser objeto de inveja.

Tudo isso é, além de triste, inevitável, ao menos no estágio atual do nosso desenvolvimento emocional. Poderíamos ser ao menos alertados por uma educação mais sincera e sem ilusões.

Toda ilusão trará uma desilusão!

A maior parte das pessoas jamais imaginou, por exemplo, o volume de problemas e de decepções por que passam as moças mais belas, especialmente quando isso se associa a uma inteligência sofisticada e a uma formação moral requintada.

São portadoras daquelas virtudes que mais aparecem e encantam a todos. São, por isso mesmo, objeto de uma hostilidade inesperada e enorme. Ficam totalmente encurraladas e quase nunca sabem como sair da situação a não ser destruindo algumas de suas propriedades.

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  • Lu

    Puxa, isso é realmente o que acontece. É muito triste passar por isso, pois passamos a adolescência tentando construir e, quando notamos, somos alvo de hostilidades e excluídos de alguns círculos de amizade…

  • Pingback: Mauricio Serafim » Blog Archive » Leituras de 19.09.2013()

  • José

    Fui acusado por uma diretora de “ter facilidade de me expressar pela palavra, segundo ela, eu tenho o dom da palavra. Disse ainda que por isso eu manipulo as pessoas” Sou professor e ela que é diretora quando pega um microfone para falar aos alunos, gagueja, fica repetitiva e quase nunca usa de um português correto, normalmente se expressa muito mal… Pensei que um professor teria sempre que saber usar as palavras e principalmente ter o dom de manipular para poder ensinar os seus alunos da melhor maneira… A diretora se revoltou contra mim que tenho duas filhas adolescente lindas e bem educadas, enquanto ela tem um filho drogado e uma filha que deu a luz na adolescência e hoje ela é quem cria o neto… e não é que este texto tem mesmo razão…

  • Carina

    Todas estas palavras fazem-me sentido. Ainda assim, acredito que vale a pena marcarmos a diferença pela positiva e mantermos as nossas virtudes.
    Obrigada pela partilha.

  • Listada

    Há quem se aproveitando das circunstâncias, disfarce inveja destrutiva e interesses pessoais, com defender e proteger uma suposta vítima indefesa, de uma suposta pessoa má, quando nem mesmo houve solicitação feita pela ”vítima”, que demonstra não aprovar esse tipo de comportamento. Ou seja a pessoa em questão acaba sendo mais vítima dos ”defensores” do que da pessoa ”má”, combatida. Mas a vaidade dos que querem se mostrar melhores, donas da ”verdade” e da ”razão”, parece desconsiderar essa simples visão.
    Ainda sobre o tema inveja: Tbem a maldade de gente, que para se vingar da própria inveja sentida,se valendo da vulnerabilidade de algumas situações, desonestamente coloca a pessoa invejada na condição de invejosa.
    Tanta hipocrisia, opressão,perda de tempo que por bem pouco nos tornamos reféns de julgamentos, condenações e perseguições, dos que poderiam gastar esse tempo com atos mais relevantes para sociedade,em prol de causas nobres. Ou simplesmente cuidar da própria vida, que o bem seria bem maior para si e para o próximo, nestes tempos de assustadora exposição que a tecnologia propicia a qquer pessoa, ao alcance de apenas alguns touchs.

    • Lara

      Perfeito!!!!! Enfim, texto mais perfeito nunca vi!!!!

  • Dani Oliveira

    Gostei muito de ler sobre esse assunto, pois me ajudou a esclarecer uma situação que me deixou deprimida: na avaliação do final do ano, ouvi da minha chefe que “meu trabalho é bom, mas eu “apareci” muito e isso incomodou outras pessoas que trabalham comigo”. Triste isso, uma vez que trabalhei tanto, a ponto de adoecer para ouvir isso de um líder, cuja missão deveria ser impulsionar as pessoas a crescerem e desenvolverem seu potencial e não limitá-los e castrá-los.

    • Andréa

      Na cabeça da sua chefe você é uma ameaça… por isso ela te desmerece… pra detonar com a sua autoestima…

  • Li o texto, leio bastante os artigos publicados nesta página. Muito contundente me pareceu a explanação das idéias, porém algo me incomodou bastante: A palavra perdedores. Muito provavelmente esse incomodo se deve ao fato de eu fazer parte do grupo dos perdedores e confesso, tenho me esforçado em adquirir virtudes e, definitivamente não hostilizo pessoas (pelo menos é o que eu creio). A questão aqui é que o artigo me pareceu muito maniqueísta: de um lado os com virtudes, do outro os desprovidos de virtudes (condenados à essa condição). Será que não existiriam matizes entre um grupo e outro? Devo ter esperança de superar minha imaturidade emocional ou estou,de fato, condenada à desgraça de não alcançar virtudes (que tenho consciência já deveria tê-las adquirido). Me desculpe, leio e gosto muito dos vídeos e artigos. Só que este… Me decepcionou! Mesmo os comentários, eu já fui hostilizada e não considero que tenha sido por inveja, me parece uma conclusão muito precária!

  • Debora Mel Urbi Et Orbi

    Leio
    e gosto muito dos artigos e videos publicados. Neste achei contundente a
    explanação de idéias, porém algo me incomodou: a palavra perdedores. Muito provavelmente por eu fazer parte deste grupo (embora confesso estar desconfortável nesta condição e tenho feito esforços em me superar). Achei um tanto quanto maniqueísta dividir um grupo dos virtuosos hostilizados e do outro lado o grupo dos sem virtudes e invejosos. A pergunta é : Estarei eu condenada `a ser perdedora? Ou será que não haveriam matizes entre um grupo e outro? Mesmo nos comentários… Eu mesma (perdedora) já fui hostilizada e não considero que tenha sido por inveja… Por outro lado (sei que sou invejosa-nada doentio que tome conta da minha mente o tempo todo), mas não hostilizo ninguém (pelo menos é o que creio). Grata pela oportunidade e espaço para me expressar.

    Débora D´Pádua

  • Andréa

    Acho que pela primeira vez eu li algo que me ajudou a entender o porquê de tanta hostilidade pela qual já passei tantas vezes na vida e que talvez ainda passe… Do meu último emprego, eu saí traumatizada, tamanha a rejeição que eu sofri, mesmo tendo respeitado todo mundo, tendo sido solidária, séria e competente naquilo que me cabia executar…

  • Andréa

    Magnífico esse seu artigo! Nunca vi nada tão verdadeiro… Você definiu a realidade de uma forma estupenda.

  • Me vi no penúltimo parágrafo… Sou engenheira de software, bilingue, empresária bem sucedida, bem casada e mãe… E foram pouquíssimas as pessoas que encontrei que não quiseram me destruir ou minar o que conquistei e tenho por pura inveja e despeito…

    Obrigada pelo texto. É sempre muito bom saber que errado e estranho são os outros. 🙂

  • Andréa Siqueira

    Nossa!!! Nunca me identifiquei tanto com um artigo!
    Já sofri tantas injustiças e já fui tão perseguida tanto na vida pessoal quanto na profissional que eu achava que eu tinha algum problema… até ler esse artigo e me dar conta que problemas são os outros quem tem… os invejosos(as).
    Em vários momentos da minha vida, tanto na adolescência, quanto depois de adulta, sempre tinha alguém tentando me destruir, me desmoralizar (injustamente), enfim, tentando minar com a minha força, com a minha resistência…
    No meu penúltimo emprego, eu pedi demissão, literalmente, porque a convivência se tornou insustentável. Eu fui excluída pelo grupo, porque eu não bebo, não fumo, não falo besteiras, não participo de orgias, enfim… porque sou uma mulher séria, que tem compostura… Saí de lá traumatizada…
    Felizmente, fui recepcionada com todo respeito e carinho na universidade em que hoje dou aulas de direito. Afinal, nem tudo está perdido, né? E em algum lugar, nós que temos compostura, cabemos e somos valorizadas…

    • Campeao

      convivo com esta situação de maldade; ofensas, rejeição e indiferença
      desde muito cedo, com grande dimensão social inclusive na família,o comportamento é um fator muito importante para construir limites e
      se proteger e pra isto terapia com um bom psicólogo ajuda!
      é muito difícil lidar com isto! uma sensação de solidão muito grande!
      tenho muitas tristezas e decepções,contudo posso dizer que tenho muitos momentos felizes comigo mesmo e venho de certa forma obtendo importantes conquistas!!

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  • Helen

    A hostilidade á a materialização, é a consequência da inveja,que se mantém inexorável e age de forma intrínseca o ser. Brota nas entranhas. Indiscutivelmente, aqueles que se destacam de maneira positiva, seja em que área for, e pelo motivo que for, desperta esses tipos de sentimento e consquentemente, comportamento hostil nos que não venceram suas lutas internas e insistem em ocupar o medíocre espaço da inveja. Os que permanecem nesta posição, suspiram exalando, e lá no íntimo, pensam acerca do que está sendo invejado: o defeito dele é simplesmente existir.

  • Paula

    Minha mãe me inveja tanto, que pelas minhas costas ela grita aos quatro ventos que queria que eu estivesse morta. Eu sou jovem e bonita (ela idosa e nunca se cuidou), terminei minha faculdade (ela não), estou casada há 18 anos (ela separada), eu nao tenho filhos e posso viajar (ela fez 3 filhos e segundo ela isso estragou a vida dela), me cuido e vou ao medico (ela morre de medo de descobrir um cancer e nunca vai), ela é alcoolatra, fumante compulsiva, anda feito uma mendiga (tendo muitas roupas boas) e depressiva. Até se eu pinto as unhas ou apareço com uma blusa velha (mas que ela ache bonita) ela vai pensar que eu ganhei na megasena e nao quis contar pra nao dividir. Ela fica doente vendo as pessoas progredirem enquanto ela vive deitada na cama fumando e reclamando da vida. Acho até que é um caso de psicopatia porque ela consegue fingir descaradamente que ama os filhos, mas pelas costas faz joguetes pra empurrar um contra o outro. Ganha muito bem (1 pensao e 1 aposentadoria, deve dar uns 3500) e tem a cara de pau de pedir 10 reais pro vizinho alegando que está passando fome porque os filhos a abandonaram. Ela mente compulsivamente e minha vida sempre foi um inferno desde criança. Ninguém merece ter a propria mãe como seu pior inimigo. Só um desabafo.

  • Sheila

    Acredito que não haja pessoas sem nenhuma qualidade, o que existem são pessoas que não conhecem ou desvalorizam suas próprias qualidades, supervalorizando as de outrem… A saída seria descobrir e dar o devido valor às próprias qualidades!

  • Rangel

    Bom dia! Paula!

    Partindo da consideração que o que vc escreveu tem um fundo de fato, isto é,
    que vc não teria exagerado (ou super-dramatizado) devido ao grande sofrimento
    que vc passou (e talvez, ainda passe) dia e noite… na relação com sua
    “genitora”… eu gostaria de lhe dizer, se me permite, que vc não é a
    única pessoa nessa situação.

    Com respeito ao seu relato, digo-lhe que tem muitas outras pessoas com
    histórias parecidas com a sua… e que sofreram terrivelmente na mão de uma mãe
    “negativa” ou de um pai “negativo”… e sofreram desde
    criança… e esse sofrimento sem trégua, continuo, repetitivo… leva o filho
    ou a filha a um estado de doença psicológica (diversas, cada caso é um caso).

    E seria um verdadeiro milagre não ficar doente psicologicamente tendo tido uma
    “programação emocional” num ambiente familiar de transtorno psíquico.
    Esse tipo de família são as fabricantes de pessoas portadoras de transtorno psíquico
    que vemos aumentando em numero nos consultórios dos psiquiatras, psicólogos
    e terapeutas.

    Meu processo de transtorno psíquico começou aos 5 anos com uma surra que
    “quebrou algo dentro do meu inconsciente” e de lá pra cá
    “ficou” fácil para meu genitor e minha genitora fazerem a lavagem
    cerebral em minha criança e no meu adolescente… tornando-me uma pessoa totalmente
    diferente de minha própria natureza, eles não somente me castraram sexualmente
    e psicologicamente, isso era pouco… eles me “demonizaram”… eles
    me “ensinaram” que eles eram o bem e eu era o mal.

    Eu sei hoje que isso é muita “loucura”, e é mesmo, a loucura de meus
    genitores porque são pessoas psiquicamente enfermas.

    E são do tipo que sentem grande prazer em adoecer a mente dos outros.

    Paula! O meu pai e a minha mãe foram os piores inimigos que tive na minha
    vida… eles fizeram de tudo para destruir minha sexualidade e minha
    individualidade, e tambem, qualquer tipo de relação saudável de minha alma com
    Deus… ou com qualquer outro ser humano… eu só tinha “direito” de
    me relacionar com eles dois… eles expulsavam meus coleguinhas quando eu era
    criança… para eu ficar só… eles falavam mal e “detonavam” a
    imagem de minhas namoradas sem conhece-las para eu ficar só… eles me
    criticavam e me invalidavam o tempo todo de que eu só tinhva capacidade de
    ganhar “salario minimo pelo resto da vida”… e até ao suicidio eles
    me incentivaram mais de uma vez…. (é muita loucura para um pai e uma mãe).

    Eu leve dos 5 anos de idade ate os 45 anos para conseguir entender o que
    acontecia comigo… porque eu tinha “tantos problemas psicologicos,
    emocionais e sexuais”… porque eu não me sentia um ser humano natural…
    ate que um dia… o meu Eu Superior (o divino em nós) me presenteou com uma
    convite de fazer um curso onde a pessoa “mata simbolicamente” o
    proprio pai e a propria mãe… e eu embarquei nesse curso como sendo a ultima e
    unica tabua de salvação antes de enlouquecer de vez…. (eu já tinha feito
    dezenas de cursos de autoconhecimento, terapia com psiquiatra, com psicólogo,
    com hipnologo, com xamã, com curandeiro, com rezadeira, com religiões, e tudo
    que pudesse me dar uma LUZ no fim do tunel porque o “inferno mental”
    dentro da minha cabeça não dava tregua, eu não tinha uma gota de paz interior,
    nada… mas nem por isso eu fazia mal a outras pessoas, ao contrario, eu
    escolhi ficar em paz com todos a minha volta porque a “guerra” dentro
    de mim já era mais do que suficiente para me ensinar que RESPEITAR O OUTRO é o
    começo de uma vida feliz, faltava somente uma coisa: MATAR MEU PAI E MATAR
    MINHA MÃE E RECONQUISTAR O MEU PROPRIO RESPEITO POR MIM MESMO).

    Nessa epoca eu já era pai de um menino lindo de 10 anos que busquei educar de
    um modo diferente do que meus genitores fizeram comigo… e mesmo assim…
    mesmo tendo essa intenção bem clara, as vezes, eu me pegava fazendo as mesmas
    coisas (era a minha programação mental)… e isso me causava grande tristeza
    por não se capaz de dar ao meu filho o amor que EU QUERIA DE VERDADE DAR A ELE,
    e que eu nunca recebi de meu pai nem de minha mãe.

    Eu queria dar ao meu filho um AMOR POSITIVO!

    Foi então, que conheci nesse curso “transformador de almas e
    mentes”… conheci a CHAVE QUE ME LIBERTOU e ME DEVOLVEU A MIM MESMO… eu
    nasci de novo, reprogramei minha criança interior (ser emocional), reprogramei
    meu adulto (ser racional) e descobri a maravilhosa e real RELAÇÃO INTIMA com
    meu SER ESPIRITUAL INTERNO (meu Eu Superior, o divino em nós, o ESPIRITO SANTO
    em nós).

    O nome desse curso chama-se PROCESSO HOFFMAN DE QUADRINIDADE

    Eu fiz o curso em CANELA – RS, mesmo morando no RJ, eu quis viajar para a
    região Sul porque o curso tem turmas pequenas, é um curso
    “artesanal”, se dá muita atenção aos alunos porque as turmas tem no
    maximo 8 alunos, enquanto outros cursos desse tipo tem 20, 30, 40, 50, 60,
    etc… alunos.

    Voce, leitor(a) desse comentario, que se acha uma pessoa sofredora, uma mulher
    “mal-amada”, sem amor, sem ninguem… um homem
    “enfraquecido”, sem força interior, sem sucesso pessoal nem nas
    pequenas coisas que vc tenta fazer, sem coragem de olhar-se no espelho e dizer
    que voce não tem forças para levantar a cabeça e olhar para o céu e dizer: eu
    posso! eu vou conseguir!

    Então, saiba que tem mais 6 bilhoes de seres humanos no planeta na mesma
    “canoa” que voce… saiba que eu levei 40 anos buscando a mim
    mesmo… desde os 15 anos de idade busquei terapias e cursos de
    autoconhecimento, terapias, cursos alternativos diversos, retiros espirituais e
    exercicio da Caridade com o proximo… levei 40 anos buscando QUEM ME ROUBOU DE
    MIM… até que um dia… DEUS me revelou… e eu encontrei os meus algozes
    terriveis… aqui dentro da minha propria cabeça… dois “demonios”
    chamados: papai e mamae.

    E Deus me deu sabedoria e amor para “desadotar e desprogramar” toda a
    “obra maligna” que esses dois “demonios” fizeram em minha
    mente, e com a ajuda de Deus eu consegui me (con)vencer de que EU POSSO ME AMAR
    E SER FELIZ COMIGO MESMO!

    Graças a Deus!

    Quem quiser “matar simbolicamente (de “verdade” psicologica) o
    proprio pai e a propria mãe, FAÇA ESSE CURSO e voce vai descobrir UMA NOVA
    REFERENCIA INTERIOR o que levara voce a uma NOVA ATITUDE em sua vida, em todos
    as areas, em todos os momentos… vc vai conquistar o que vc vem buscando a sua
    vida inteira… vc vai conquistar SUA PAZ INTERIOR.

    Funcionou para mim e para milhares de pessoas, eu indico, eu testemunho: EU
    NASCI DE NOVO!

    Retomei a minha relação com o meu pai e minha mãe de “carne e osso” e
    a primeira coisa que eu fiz foi: ESTABELECER LIMITES BEM CLAROS, uma FRONTEIRA
    EMOCIONAL bem demarcada, com um “alarme interno” de invasão emocional
    sempre ligado, em “on” para qualquer tentativa por parte do
    “inimigo”.

    E hoje tenho paz com meu papai e minha mamãe, eles vivem lá na casa deles, e eu
    vivo cá na minha casa.

    Eu não tenho esperança nenhuma de um dia ter uma relação saudavel e aberta com
    eles dois… eu não me iludo… eles são pessoas muito, muito doentes
    psicologicamente, e eu preciso encarar esse fato de frente, mas não preciso
    fazer com eles o que eles fizeram comigo: invalidar a alma deles.
    Não.

    Eu descobri um modo saudavel de me relacionar com eles, simplesmente, eu aceito
    eles do jeito como eles são.

    Eles lá, e eu cá.

    Cada um na sua Individualidade!

    Eu vivo a minha vida e deixo eles viverem a deles.

    Eu tenho paz com meu pai e minha mãe, desse jeito… com um bom distanciamento
    saudavel!!!

    Foi o jeito que encontrei para “sobreviver” na relação com eles.

    E deu certo.

    Obs. Aviso: esse curso tem um investimento elevado, mas se voce conversar com o
    Instrutor, o CONDE, ele parcela para voce. E voce não vai deixar de fazer o
    curso por causa disso, basta voce conversar com ele, ok?

    Quem sabe chegou a sua hora de encontrar-se com VOCE MESMO, de tornar-se o seu
    proprio pai amoroso, e sua propria mãe compreensiva… a sua criança interior
    vai agradecer, tenha certeza disso!!!

    A prova disso que escrevi: EU SOU FELIZ porque eu me reprogramei, sou um homem
    “processado” e por isso EU TENHO PAZ!!!

    E a minha paz interior é a minha felicidade.

    Rangel, Homem Feliz, 46 anos

    pai de familia feliz

    (estado civil: separado e feliz)
    (estado emocional: integrado consigo mesmo e namorando alguem da minha sintonia positiva)
    agricultor
    funcionario publico

  • kelly

    Nunca li um post tão interessante na vida ..Parabéns …

  • Príncila Batista

    Sinceramente eu não acredito que exista uma classe exclusiva de pessoas invejosas, é um sentimento negativo que pode surgir em todos nós, por que venhamos e convenhamos, todos somos de carne e osso.
    Além disso o correto a se fazer é quando se sentir que está crescendo a sementinha da inveja reprimir com energias positivas pra pessoa que pode ser vitima desse mal.
    Comigo funciona assim, ao invés de invejar eu coloco na cabeça que ver quem eu amo progredir deve me deixar feliz

  • Marcelo Abraão

    Parabéns pelo texto, apesar de terminar de forma dramática, talvez pelo fato de sempre esperarmos um final feliz ou uma mensagem motivacional, que as vezes nos enganam, mas em outrora é um balsamo para as nossas vidas. Gostei do texto, e isso explica o do porque que muitas pessoas “solenes” são sim “marginalizadas” e deixadas de lado nas interações e convívios pessoais. As pessoas “solenes” são diretamente confiadas a posições de liderança, que acentua ainda mais o seu isolamento. Eu me pergunto as pessoas querem a desordem, será que a entropia irá prevalecer contra o bom senso?

  • Sophia Magdalene

    é uma pena que a grande maioria, ainda insiste em “comparar os diferentes”; isto é um contrassenso e uma prova de involução espiritual e intelectual.
    Somos maravilhosamente Únicos!
    Texto maravilhosamente Único!

  • Aparecida Christofenn

    Nossa só eu sei o que passo. Em empresas, na rua onde moro, em casa com minha própria mãe e fora os ex colegas de escola e faculdade. Não é fácil.

  • Giselle

    Muito obrigada pelo texto. Já sofri muito sem saber o que estava acontecendo com as pessoas a minha volta, principalmente no trabalho e na família. Nunca me olhei no espelho e me achei invejável. Ao contrário, sempre acreditei que qualquer um que se esforçasse poderia chegar onde eu cheguei. O meu erro estava em não entender exatamente isso. Muita gente não está disposta a se esforçar e eu represente justamente a prova viva de onde o esforço é capaz de levar. Como eu me debati com a agressividade sutil! Que, justamente, por não ser explícita, me confundia e me doía ainda mais… Minha única alternativa foi me afastar. Fazer novos amigos. E aprender, com muito esforço, a aceitar a solidão e a ser feliz com ela. Pelo menos, não me surpreendi quando percebi que essa minha característica também foi motivo de inveja! rsrs No momento, me esforçando para me socializar mais sem sofrer tanto…

    • Sophia Magdalene

      bem vinda ao time Giselle!
      apenas, seja bem seletiva na sua ressocialização e busque apenas coexistir com os seus semelhantes…o Universo vai dizer quem são eles.
      Paz&Luz no seu Caminho.
      Sophia

  • Professora Margarete

    meu pai tem inveja de mim. A primeira coisa q ele me disse qdo minha mãe morreu foi “agora vc não manda mais nada aqui, quem manda sou eu, eu q vou fazer tudo”. Então eu finalmente entendi que para ele eu tinha poder demais (por fazer de tudo, saber tudo, enquanto ele é preguiçoso e só quer ver tv). Meu psicólogo, no passado, já tinha me falado que meu pai me via como uma ameaça.

  • Roberson Müller

    Li, entendi e gostei do seu comentário, Debora, pois ele é bem baseado e contundente. Acredito, entretanto, que o autor não quis segregar pessoas em dois grupos totalmente opostos, pois isso seria, de certa forma, questionar a sagacidade dele, mas por uma questão até de, digamos, “tempo e espaço disponíveis”, essa divisão possa ter sido ilustrada de uma maneira mais simples e maniqueísta, como você mesma disse. Longe de mim querer defender algum “erro” do autor, mas acredito que em uma conversa ou em um texto mais longo, veríamos que, ao expressar sua opinião de forma mais elaborada, ele explanaria aquilo que, de certa forma, todos nós percebemos: Somos parte dos dois lados. Se por um lado somos “vencedores” em relação a nossas qualidades, por outro lado, e ao mesmo tempo, podemos ser “perdedores” ao invejarmos uma qualidade que, vista nos outros, não temos. Eu, ao menos, partilho dessa visão. Ninguém é completamente “santo” ou “demônio”, completamente “vencedor” ou “perdedor”. Somos ambos, ao mesmo tempo.

  • Tiana

    Concordo plenamente com o texto. No meu caso foi porque eu e meu marido nos dávamos muito bem em todos os sentidos, e isso incomodava várias pessoa inclusive da família dele, pois essas pessoas viviam um casamento de fachada. Aí começaram a levantar calúnias e difamações de todo gênero, para nos desmoralizar e acabar com nosso casamento. Acabou sim , mas não por causa da maldade delas, e sim por ele ter contraído uma doença muito grave, e veio à falecer. E isso é complicado porque essas pessoas, depois começam a querer transformar suas vítimas em algozes. Agora é o que estão fazendo comigo, vá entender um negócio desse?

  • Claudia

    Aí meu Deus!Não acredito que li isso!

  • Claudia

    No meu caso, foi a minha mãe e meu marido meus piores inimigos. Ambos não podiam ouvir elogios sobre mim. Achava que eles tinham a obrigação de me amar pelas minhas qualidades, assim como fazia com eles. Eu era tão bonita, inteligente, boa postura. Hoje estou 20kilos acima do meu peso, nem comecei minha faculdade que tanto sonhava, e minha autoestima destruída, nunca mais tenho agradar mais ninguém, a não ser a mim mesma. Espero me recuperar de todo esse estrago em minha vida.

  • trilhas sonoras da peridot

    o ser humano é uma droga. sofro esse tipo de coisa desde muito tempo

  • lero lero

    Gostei do texto mas tenho solução. O cristão competente deve se acostumar à solidão e se espelhar em Cristo. Essa solidão nos conecta com Deus. O cristão competente e de família também deve se unir a outros cristãos com o fito de obter controle do poder político. A autoridade (poder da caneta) deve ser uma meta para o cristão competente.

  • PS

    Esse texto é esclarecedor. Já tive experiências na minha vida pessoal acadêmica e profissional que se encaixam perfeitamente no texto.
    O problema é que de uns tempos para cá estou revoltando com as pessoas que me perseguem. Antes eu era a antíada exemplar, a colega de sala que fazia tudo pela turma, a profissional que fazia alem do que era minha obrigação e por ai vai. Fazia tudo, não para puxar saco, pois inclusive esse é um dos meus maiores problema, o não conseguir puxar saco. Eu fazia tudo de bom grado, pois eu gosto de fazer, de ajudar e principalmente de agilizar as coisas para mim e consequentemente para todos os envolvidos.
    Porém sempre tive um perseguidor, que implica comigo do nada e sem motivos aparentes e por muito tempo fico tentando relevar e tentar entender o que fiz para essa pessoa está assim comigo. E como citei no começo, o problema é que agora eu estou explodindo. Vou relevando, relevando até que chega uma hora que explodo e começo a debater com a pessoa, questionando qual o problema dela comigo, qual o motivo de tanta pegação no pé sendo que eu faço tudo direito, nunca me atraso, não sou de faltar ao trabalho, ajudo sempre meus colegas em tudo que eu posso e etc.
    Ai resumindo, estou desmotivada e quero sair da onde estou, pois a mulher do RH me pegou para cristo. Exemplo do que aconteceu, tem mais ou menos um ano que ela vem pegando no pé e agora piorou muito. Ela diz para mim que não pode usar fone, mas todo mundo usa e ela não fala nada, só fala comigo. E detalhe, não está tendo serviço para fazer e quando tem eu nunca deixo para depois, faço tudo o mais rápido possível, pois sei que cliente nenhum gosta de esperar. Ai dessa ultima vez eu respondi ela com o mesmo tom que ela falou comigo e isso deu muitoooooooooo problema, pois ela fez eu assinar um aviso de demissão e eu disse que assinaria só na presença do meu superior e discutimos feio e ela mentindo na minha cara todas as atitudes que ela vem tendo comigo nesse ultimo ano. Resumindo é isso. Mais desabafei que tudo. Desculpe-me o tamanho do comentário, mas acho que ninguém vai ler mesmo. Mas se ler, obrigada.

    • JOTA PE

      eu li

  • André Novais

    Fui constantemente apedrejado e difamado na academia em que dava aulas de ginástica, um ano depois de pedir demissão vejo fotos de pessoas usando as roupas especiais em lançamentos, roupas das quais somente uma loja em SP vende.
    Na época a academia possuía pouco mais de 3000 mil alunos e quase 1500 eram meus, somente eu tinha dois estagiários. Hoje é o que te a gerente tinha inveja de mim por isso não levava aos superiores o caos que os demais professores faziam mim, quando na verdade me admiravam.
    Quando sai mais de 200 alunos cancelaram seus planos ativos alegando a minha saída.
    Infelizmente eu não pude aguentar, mas é bom saber que o que sentem é um problema mal resolvido deles e não meu.

  • Professora Margarete

    poxa… me ajudou demais!!!!
    Eu sempre desconfiei que era objeto de inveja por mil coisas e características. Qdo a gente é pequena dá um sorriso singelo, mas hoje vejo quanta inveja já havia nas cabeças familiares. É bem como ele diz aqui: “A agressividade sutil derivada da inveja nos derruba, entre outras razões, porque ela vem de pessoas que gostaríamos que nos amassem.”
    Eu não estou nem aí com a do vizinho, mas a de casa é um pesadelo.

    Então tenho que me reeducar pq eu deveria estar já esperando essas reações, seria o ideal.