O Homem Sexualmente Livre

Por em 08/02/2016

Numa avaliação inicial, pode parecer que o homem livre é aquele que mantém intimidades eróticas com todas as mulheres possíveis, que não se sente comprometido com nenhuma delas e que busca o sexo no maior número de circunstâncias possíveis. Penso que este é o típico escravo do machismo, o que não tem nem uma gota de liberdade.

O homem livre mesmo do ponto de vista sexual é aquele que fracassa em paz! Em determinadas circunstâncias objetivas – ou subjetivas – pode acontecer dele se perceber sem ereção diante de uma mulher atraente, condição de enorme constrangimento e vergonha para a maioria. Não entrará em pânico e nem irá se considerar um doente por causa disso. Tratará de buscar as razões para o surgimento da inibição e não se sentirá julgado – e reprovado – por sua parceira em virtude do ocorrido. É portador de uma autoestima bastante sólida, de modo que pode se manter sereno numa condição como esta.

O homem livre não se obrigará a quase nada e muito menos a manter relações sexuais com quem não lhe interessar; não irá se sentir diminuído por causa disso. Não ficará apreensivo e com medo de ser visto como “gay” nem pela mulher e nem pelos amigos – de quem a maioria dos homens esconde seus fracassos. Não se sente rebaixado, uma vez que para ele não existe a ideia de que “macho que é macho” tem que…

O homem que estou descrevendo se sente liberto de outros mandamentos do machismo: não precisa ser bom de briga, não tem vergonha de gostar das artes e ter uma forma de ser e pensar mais delicada. Não se sente sob julgamento e muito menos que seu valor como ser humano depende de sua performance sexual. Não vive se comparando com os outros homens para saber se está na média, abaixo ou acima dela, quanto ao tamanho do seu pênis, a frequência de suas relações sexuais etc.

Em uma palavra, o homem livre é um “desencanado”. E como são raros os que vivem de acordo com estes preceitos, que não sentem que estão perdendo alguma coisa por terem uma vida sexual seletiva e apenas em concordância com sua vontade. Estes sim é que deveriam ser objeto de inveja e não os que se veem constantemente pressionados a tomar medicamentos para ativar ainda mais a competência erótica, sempre com o objetivo de melhorar sua imagem perante as mulheres em geral e os amigos em particular.

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