Respeite o meu direito de não querer te ouvir ou ver

O fato de alguém querer muito a nossa atenção não nos obriga a aceitar sua aproximação. Ao insistir em seu objetivo, mesmo que nos ame, ela estará sendo prepotente e egoísta.

Um senhor me acusou de desrespeitoso e mal-educado. Motivo? Não quis falar com ele ao telefone. Não o conheço, sabia que ele queria fazer críticas — “construtivas” — ao meu trabalho. Não me interessei em saber quais eram.

Uma colega me conta que sua mãe lhe diz: “Sua amiga de infância esteve aqui e está louca para revê-la. Quando posso marcar o encontro?” Minha colega não tem interesse em saber como está essa pessoa, nem deseja reencontrá-la.

Uma filha atende o telefone e diz ao pai: “Fulano quer falar com você”. O pai responde: “Diga que não estou”. “Mas ele diz que quer muito falar com você.” O pai: “Sim, mas eu não quero falar com ele!”

Afinal de contas, quem está com a razão? Aquele que se sente ofendido por não ser ouvido ou recebido? Ou quem se acha com o direito de só receber as pessoas que lhe interessam?

Quem faz questão de colocar sua opinião tem direito a isso ou é prepotente por achar que o outro tem que ouvi-lo, apenas porque ele está com vontade de falar? Ou é egoísta e desrespeitoso aquele que só fala e recebe as pessoas que lhe interessam ou quando está com vontade?

Acho fundamental tentarmos entender essas questões aparentemente banais, uma vez que elas são parte das complicadas relações no cotidiano de todos nós. Elas envolvem questões morais e dos direitos de cada um. Tratam do que é justo e do que é injusto.

Acredito que é direito legítimo de cada um falar ou não com qualquer outra pessoa. O fato de ela querer muito nossa atenção não nos obriga a aceitar sua aproximação. E isso independe das intenções de quem deseja o convívio.

Posso, se quiser, recusar a aproximação de uma pessoa, mesmo que ela venha me oferecer o melhor negócio do mundo. E o fato de uma pessoa me amar também não a autoriza a nada! Não pode, apenas por me amar, desejar que eu a queira por perto. Ao forçar a aproximação com alguém que não esteja interessado nisso, a pessoa estará agindo de modo agressivo, autoritário e prepotente.

As belas intenções não alteram o caráter prepotente da ação. Na verdade, egoísta é quem quer ver sua vontade satisfeita, mesmo se isto for unilateral. Ele não está ligando a mínima para o outro.

O mesmo raciocínio vale para as pessoas amigas. Não tem o menor sentido eu ir à casa de um amigo para dizer-lhe o que penso de uma determinada atitude sua que não me diz respeito, mesmo que eu não tenha gostado ou aprovado. Ele não me perguntou nada! Ainda que goste muito de mim, talvez não queira saber minha opinião. Talvez não deseje saber a opinião de ninguém! É direito dele.

Pode também acontecer o contrário: a pessoa desejar a minha opinião e eu me recusar a dar. Aí é o outro quem tem de respeitar o meu direito de omissão. Não cabe a frase do tipo: “Mas nós somos tão amigos e temos que dizer tudo um ao outro”. É assim que, com frequência, se perdem bons amigos. É preciso ter cautela com o outro, com o direito do outro. Não basta ter vontade de falar. É preciso que o outro esteja com vontade de ouvir.

Nós nos tornamos inconvenientes e agressivos quando falamos coisas que os outros não estão a fim de ouvir. Raciocínio idêntico vale também para as relações íntimas — entre parentes, em geral, e marido e mulher, em particular. Nesses casos, o desrespeito costuma ser ainda maior. As pessoas dizem e fazem tudo o que lhes passa pela cabeça. É um perigo. Elas não param de se ofender e de se magoar. Acreditam que, só porque são parentes, têm o direito de falar tudo o que pensam, sem se preocupar como o outro irá receber aquelas palavras.

Toda relação humana de respeito implica a necessidade de se imaginar o que pode magoar gratuitamente o outro. É necessário prestar atenção no outro, para evitar agressões, mesmo involuntárias.

Quando as pessoas falam e fazem o que querem, sem se preocupar com a repercussão sobre o outro, é porque nelas predomina o egoísmo ou o desejo de magoar.

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  • Livia Costa de Souza

    vejo muitos relacionamentos onde pais e maes tem a ajuda da ciência , com viagra ou remédios para que tenham filhos ou namorados depois dos 50…Minha dúvida é : como os filhos que nascem fazem quando tem 20 anos e os pais 70 ? os filhos estao começando a entrar no mercado de trabalho para ter sua independência, a mesma independência que nos permite ter filhos aos 50 … Qual a saída para uma pessoa que tem 20 anos conseguir realizar-se profissionalmente e ainda cuidar dos pais ? É justo abandoná-los ou ficar debaixo da saia deles até o último suspiro ?

  • Pingback: Mercúrio em Aquário |()

  • Fernando Araújo Bagno da Silva

    Outro post que em mim é um tapa na cara. Me vi fazendo exatamente o que foi dito no texto com a minha esposa e familiares. Mais um para me fazer pensar cá com meus botões. Ótimo texto!

    • Loló

      Estou nessa agora, a Pessoa vive ligando e procura de todas as formas para contato, o caso está tão grave que vive me seguindo igual Twitter …. Evito o máximo , mais não se manca. Não posso falar o que penso senão vai sair difamando por aí, não me importa com com as fofocas, o problema é que pelo jeito terei ela próxima, está comprando uma casa menos de 100 m da minha,. Terei que ficar evitando e pondo limites a cada dia. Ela literalmente quer viver Proxima…… Estou em um beco sem saida. Deixando bem claro que a situação chegou a essa altura ,pq dei ouvido,tentei fazer minha parte de ouvinte, ajudar no que preciso. Então descobri que minha atenção nunca era suficiente , sempre ela quer mais, liga qualquer hora , folgada ao extremo. Peguei pânico dela.

      • maria

        maria tem uma pessoa no meu trabalho que tem que dar palpite e tudo eu nem peço a palpite pra ela mas não adianta não falo com finjo que ela não e nada ela e um purgante

  • Paulo Cavalcanti

    Você deve ser um amor de pessoa.

  • Margareth

    Muito bom! Passo por situações semelhantes, às vezes sendo prepotente – querendo falar o que me vem à telha – e por outras egoísta, por não querer ver ou ouvir o que não me interessa. No segundo caso não acho que é um defeito… no primeiro sim, então vou me policiar.

  • Susane

    Ridículo isso. Vivemos em sociedade. Tomara que ao precisar de um médico ele esteja com vontade de te ver…

    • Rita

      a relação a que se refere o texto não entra no âmbito da relação médico-paciente… Esta relação é de necessidade. O texto fala de relações emocionais…Não leia o texto como uma equação matemática..,Abstraia…

      • Josacra

        E relações emocionais não são necessárias?

        • Michelle Freire

          São sim. Mas não são obrigatória.

        • Michelle Freire

          Relações emocionais são necessárias sim, mas é como ele aponta no texto, não somos obrigados a tolerar o que não podemos e não queremos. Diferente de um profissional que se prepara para aquilo, tem estudo para atender aquela situação e está sendo pago para executar a tarefa colocada pelo fato de ter sido procurado em função do seu conhecimento profissional. Já, uma relação familiar ou social requer mais o básico do bom senso. Tipo: Não vou exigir um tratamento “psicológico” a uma tia só porque ela é querida e carinhosa, ela não é obrigada a isso até porque isso pode afetar a vida dela. Não vou obrigar um primo a me pagar as contas só porque ele tem dinheiro e é rico. Não vou ficar enchendo os horários da minha mãe pra cuidar dos meus filhos só porque ela é desempregada e é minha mãe. e assim vai… bom senso na comunicação e nas relações. Aí entra o abuso, não é o que estamos apenas falando, é o que queremos com aquilo que estamos falando. Um direito do outro sim de aceitar ou não, poder atender ou não. E temos que ter o mínimo de compreensão e entendimento.

          • Bianca Dantas Silva

            Ja disseram q eu Devo veja bem devo ir a um psicologo eu discordo totalmente. Quem manda muito algo esconde

    • Otavio

      O médico provavelmente estará com vontade de ganhar seu dinheiro e desempenhar seu papel como profissional, criando também uma reputação como tal sempre que trabalha e cumpre o que se dispõe . Tem também outro fator, que é o juramento de hipócrates, que os médicos realizam ao se formar . Portanto não ha com o que se preocupar em relação a isso, o médico irá atender sim (lembrando também que não existe apenas um médico no mundo, caso algum esteja indisponível em determinado momento ) .

      http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Historia&esc=3 .

    • Thereza Brito

      médicos sao pagos para te ver, é uma situação totalmente diferente nao acha???

  • Nathalie Nascimento

    Dr.!!! Obrigada! não sou sua paciente, mas o sr. ajuda muito! O que é f…. nessa sociedade é a gente ter que AGRADAR a todos, quando na verdade não temos que agradar ninguém que não nós mesmos. O que é imprescindível para convivência pacífica e civilizada numa sociedade é respeito e educação (sem falar em bons modos e bons valores né?). Muita gente não sabe distinguir os conceitos e ainda vem agredi-lo aqui. Não gostou não lê amigo, ninguém está te obrigando. Só a gente sabe da vida da gente. Ninguém pode dar palpite do que não sabe. Do que não vivencia…aaah mas a galera aaaaama dar palpite sobre a vida dos outros! AMA, vive disso! Aliás, acredito que por isso novela seja sucesso nesse país. Pessoal quer ter quem odiar e quem amar, e que seja fictício porque quando forem pegos falando mal de alguém, dizem que estão falando da novela. AHAM, sei. Muitos só ficam felizes com o seu fracasso, quando você está mal, passando por dificuldades, sofrendo. Elas só fingem que te ajudam, mas se você prestar atenção elas nunca estão realmente lá pra você, nunca. Agora quando você está bem, no seu trabalho, vida amorosa, saúde, feliz no geral, as pessoas te odeiam. A inveja é f… Cara, por isso eu falo, você só tem que fazer o que você gosta e não dar satisfações pra ninguém. Quem te ama vai entender e te apoiar. Quem te odeia vai tentar te tirar do seu caminho porque não quer o seu sucesso. E eu lamento por essas pessoas, elas devem ter um buraco negro de insatisfação dentro delas e por isso só são felizes diminuindo os outros, para se enaltecerem de alguma forma. Em vez de se espelharem no amigo e se esforçar para conseguir o mesmo, não, vão lá e começam a por defeito, desmerecer. São infelizes e tem preguiça de buscar a felicidade, de ser melhores. Eu sinceramente não tenho paciência com gente oportunista, interesseira, falsa, folgada, preguiçosa..etc. Com essas pessoas eu realmente sou grossa, eu corto, dou resposta atravessada. É uma escolha, porque não as quero NUNCA perto de mim, não quero ser amiga, não quero ser colega, não quero favor e também não vou fazer nenhum favor. Agora, eu sou sempre muito educada com todos e por isso me dou ao luxo de ser grosseira quando necessário. Viver em sociedade é complicado mesmo…

  • Cristina

    A comunicação de que voce esta incomodando nem sempre é evidente. Muitas coisas nao ditas ás vezes incomodam mais do que as faladas. Acho que o dialogo resolveria essa questão…cada um dizer como se sente em relação ao que o outro faz ou diz é melhor.

  • Luiz Guilherme Prats

    Seu texto me incomodou bastante. Muito embora reconheça que todos têm o direito de não querer ver ou ouvir algo ou alguém, penso que, no limite, tal comportamento nos leva ao beco sem saída da ausência de solidariedade entre as pessoas.
    Se, nos momentos que pensamos em dividir algo com alguém, ou dividir uma angústia ou dúvida, encontramos na maior parte das vezes, um comportamento abertamente individualista (não se trata de egoísmo), o sentido de se importar com os outros, de ter empatia com nosso semelhante, no médio e longo prazo, vai por água abaixo.
    Não sei. Não tenho resposta para este tema. Talvez por isso tenha me gerado desconforto. Reconheço o direito, mas penso em suas conseqüências práticas.

  • Estranha

    Aquele que não quer ouvir também é egoísta, afinal, só pensa em seu desejo, o de não querer ouvir, falar ou dar atenção ao outro e assim o executa sem ponderar ” o que pode magoar gratuitamente o outro”.

  • Pingback: De utilidade pública. | Viviane Costa()

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  • Para mim, você só confirma o que colocou no começo do texto. Que é desrespeitoso e mal educado… E até entre um pouco em contradição, onde fala que quer ter o direito de não falar ou ver alguém, mas diz que tem que pesar as atitudes para não magoar o próximo. Pouco não, MUITO contraditório.

    • Vinicius Goncalves

      Certamente você já passou por essa situação de não querer ver ou falar com alguém em determinado momento, o problema está no seu egocentrismo, você sempre tem desculpas válidas e justas para esses momentos, e quando alguém não quer falar ou ver você as desculpas mesmo que sejam as mesmas que por vez você usa, nunca serão nada. Afinal sempre somos mais importantes que os outros.
      Desculpe pela dureza, às vezes temos de ser franco e duro para levar a uma reflexão construtiva.

  • angel

    Acredito que há uma linha muito tênue em questão ao egoísmo. onde começa o meu e termina o seu? me parece que tudo se torna egoísmo.” o que quero é o que você não quer , o que você quer é o que não quero”. e se eu aceitar e se a pessoa aceitar? Altruísmo ?!. ela aceitou meu egoísmo e eu aceitei seu egoísmo.
    tá aí onde começa um e termina o direito do outo ? quando as duas concordarem ?

    • Ramon Soares

      Termina e começa na vontade: quero falar com você e não quero falar com você. hahahah

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  • sandra

    Essa educação é mais formal entre vocês médicos
    Entre nós não funciona mesmo por que não temos o mesmo
    modo de pensar e agir se eu fizer isso pra uma amigo tenho
    certeza que não irá entender e a amizade irá terminar pois estarei
    sendo mais egoísta que ele em agir assim . abraços

    • Ramon Soares

      Não entendeu nada! hahaha

  • Ricardo L Santos

    Quem faz uma análise superficial do texto, tem a tendência de não concordar, e até considerar o autor do texto uma pessoa orgulhosa, arrogante e insensível, mas se repararem a verdadeira mensagem do texto, perceberá que o texto fala justamente do direito sagrado de cada um poder avaliar e decidir a sua vida, é lógico, todos admiram as pessoas que estão sempre prontas para ajudar e ouvir, porém, isto que é admirado em termos gerais, na vida cotidiana e analisando cada caso, perceberemos, não é tão simples assim, é justamente por vontade própria, e não por imposições que os atos se tornam mais valiosos, e observando desta forma, concordo com a posição do artigo, sem falar que em determinados casos, a mesma pessoa que exige o direito de ser ouvido, não recebe mais a mesma atenção, porque já abusou da generosidade do outro.

  • Milena_Stancini

    Boa Tarde,
    Com seu texto pude observar minhas atitudes perante minha família. (Eu gosto de conversar e eles não). Me mudei para outro Estado, do RJ par ao ES, e tb após morar dois anos sozinha ,voltei a morar com a família e em outro Estado. Após seis meses (acredito que as adaptações e o preenchimento do tempo, aos poucos vamos nos acertando . Com o respeito do espaço de todos e maneiras de pensar e agir diferentes..agora estou mais calma.. Tenho muito que amadurecer! Obrigada pelos ensinamentos e entendimento!

  • Thiago Ribeiro

    Luiz Guilherme Prats, Concordo Absolutamente Contigo, Somos seres Sociais e apesar de também reconhecer tal direito, suas consequências são sempre catastófricas.

  • TAIRES

    É achei o seu texto meio arrogante para uma pessoa pública , colunista e apresentador de um programa em rádio , porque tu deves ter alguns fãs pessoas que crê e acreditam no que você fala , mais duvido depois que lerem essa besteira que o DR. dono da razão escreveu vai querer consultar contigo e ouvir o que você
    fala no seu programa de radio , deve ser um ótimo profissional de humor maravilhoso né ?

    • Cristina

      Nossa que falta de bom senso ! Vc pode até não concordar com o Dr. mas daí a julgar como besteira o q ele falou é no mínimo acreditar q a “dona da verdade” e arrogante é você.

  • Simone Calenzani

    Uma coisa é agir assim quando não se tem sentimento envolvido.
    A questão é polêmica. As pessoas precisam falar e também serem ouvidas. Um bom exemplo, seria um casal de namorados…..ambas as partes têm que ceder, mas existe um momento em que algo não sai do jeito do outro e a parte que se sente contrariada, simplesmente pega suas coisas e vai embora, não querendo dar e ouvir explicações. Querendo ficar sozinho e repetindo “respeite o meu direito de ficar só”! E o direito do outro saber o que se passa?
    Será que sempre um lado tem que se submeter a vontade e o tempo da pessoa que se envolveu? Acho que, esse É um tipo de gente egoísta e prepotente. Pessoas que pensam somente em si próprias, que não desencolvem um olhar carinhoso para os outros. Claro que em ambas as partes cabe o limite é o respeito.Mas aquele que deseja fazer somente suas próprias vontades, deveriam viver em uma ilha, isolados de tudo e todos.

  • Alex Mello

    Seu texto também me incomodou. Quer saber o porquê? Se sim, deixe seu comentário. Para você, as pessoas que dão suas opiniões sem ser solicitadas são grosseiras. Então deixe seu comentário se quiser que eu exponha aqui mais um texto construtivo. Se não quiser, é direito seu! E no pensamento de quem quer falar diz: Desumilde, não quis nem saber meu conselho e não se vê face ao abismo! Vai se ferrar! Note, não é um desejo meu. Não é praga rogada. É a previsão do futuro! Eu sei e afirmo: “Flávio Gikovate vai se ferrar.”. Mas afirmo em meu pensamento porque ele não quer ouvir nem um aviso!

  • Flávia Fiaschi

    Mto bom Dr.! Acho q respeitar o espaço das pessoas é fundamental. Infelizmente vivemos numa sociedade de pessoas, estas sim, egoístas, que não compreendem as vezes uma fase de nossa vida que precisamos nos recolher, ou um momento delicado, ou até assuntos delicados dos quais ainda não estamos prontos para nós deparar e quando as pessoas chegam com opiniões mto “verdadeiras” pode ser até falta de respeito, por não respeitar o tempo e escolha de cada um.
    Sinto falta desse espaço meu, mas estou construindo a medida que me torno mais madura.
    Mais uma x, adoro seus textos!!!

  • Rodrigo

    Concordo com o texto. Muitas pessoas, inclusive familiares nos levam a exaustão por nos “obrigar” a ouvir aquilo que insistem em dizer. Quando alguém diz: Eu tenho direito de falar como eu quiser! usando um tom agressivo e ditatorial, pra mim essa pessoa que pode ser até seu pai ou sua mãe, deixa ter “direito” e passa a ser abuso. Nós podemos falar sim, não é proibido, mas se invadirmos o limite do outro perdemos o nosso direito, independente de quem somos para aquela pessoa (pais, avós, irmãos…)
    O direito deve ser usado de forma consciente, ninguém tira o direito do outro, apenas quem “faz mal uso de seu direito de falar” com certeza perderá o direito de ser ouvido. A vida é uma via de mão dupla e devemos respeitar o limite dos outros.

    • Daniela Reis

      Usou a palavra certa: “limite”.

    • Amara Costa

      O pior é não poder falar nada….
      ja pensou?A pior exaustão é ficar em silencio…
      Ja viveu o silencio de chegar em casa e não poder dizer nada?

  • sandra

    Também penso que, ninguém tem obrigação de falar com ninguém.
    Eu mesmo falo se tenho vontade. É que o ser humano é hipócrita. Muitas vezes, se faz por valer seus interesses”. Quando estamos precisando de algo que o outro pode nos oferecer, nossos interesse grita forçosamente,
    é aquele velho e notável comportamento que quando não interessa mais vai o buscar em outro, e isso fica forçado.

  • Ualdo Francisco Goncalves

    Concordo plenamente com o texto,porem é sim um conceito complexo de mias fácil compreensão não só entre os médicos,mais entre uma parcela da sociedade de maior nível intelectual e uma parte que realmente tem o dom de compreender esses tipos de situações.
    Na verdade estamos falando do egoismo, que junto com o ciúme, talvez seja os sentimentos mais cruéis inerente ao ser humano ao tentar me aproximar de uma pessoa essa pessoa tem todo o direito de recusar mesmo que minhas intenções sejam as melhores do mundo mais ela recusar sem ao menos me ouvir acho uma grande prepotência e egoismo dela. E se eu força a aproximação seria uma grande prepotência e egoismo da minha parte.
    O fato é que: para cada ação existe uma reação (Newton) e ao contrário do que muita gente pensa ação e reação nunca se anulam elas tem valores iguais porem causam efeitos diferentes. Por exemplo: A pessoa em questão deve me achar insistente,prepotente,inconveniente,chato… E eu a principio achei ela egoísta e perversa por não permitir de forma alguma de sermos ao menos bons amigos sem antes ouvir uma palavra do que tinha a dizer.

  • Michelle Andressa

    Gostei muito do texo porque no fim das contas pra mim ele se resume a respeito. Sinto isso quando tô cansada, sem tempo pra nada aí chega um amigo(a) q quer conversar mas não tá nem aí pra o fato do canssaso tá me matando. TB sinto isso quando aquela pessoa me pede uma opinião mas na verdade só quer q eu repita a dela e fica com raiva se eu não penso igual. Sinto isso TB quando alguém vem meter o bedelho onde não é chamado e ainda parece ficar com raiva se não gosto da opinião ou pela groseiria q se mete em minha vida. Vida em sociedade é respeito, e TB é o respeito de calar,de apenas ouvir ou de se distânciar. Para as pessoas q respeitam de verdade seus semelhantes não é difícil endenter o tempo texto, mas quem não aceita ser contrariado em opiniões e quer atenção “pra agora” é mais dificil se perceber egoístas em tais situações.

  • Andreia

    E onde está a paciência, benevolência com o próximo? Todos nós temos sim responsabilidades com aqueles que convivem conosco. Não é a toa que a individualidade impera neste mundo.

  • Caroline Nagao

    Perfeito! Infelizmente quando uma pessoa tenta viver com liberdade de consciência de dizer sim ou não, querer ou não algo, perante a sociedade ela será considerada egoísta e, quase sempre o lado que quer impor a sua vontade sobre a nossa acaba sendo visto como vítima, como a pessoa que merece o nosso respeito e, nesse caso, respeito é compreendido como você aceitar o que a pessoa impõe para você, mesmo que acabe não respeitando o direito de o outro dizer sim ou não…

    Ter liberdade de escolha ainda é compreendido como um tabu, mas acredito que o respeito é uma lei obrigatória sobretudo quando se trata de respeitarmos a nós mesmos. Para me harmonizar com essa situação tive que entender que sempre teria alguém para julgar de forma negativa o fato de eu de dizer não e da mesma forma quando eu reclamasse sobre me sentir sufocada ou incomodada com esse tipo imposição, a mesma pessoa me culparia dizendo que eu que dei liberdade para que isso acontecesse… Dessa forma, para viver com liberdade de consciência e me respeitar, descobri que o melhor que eu tinha a fazer era entender que cada um teria o seu julgamento, sempre haverão pessoas para criticar e o melhor que eu deveria fazer era me respeitar independente do que o outro fosse pensar.

    Fazendo uma análise de ambos os lados, acredito que haja sofrimento para a pessoa que tem uma expectativa sobre o outro e o outro não pode atender, isso certamente provoca sofrimento para o outro lado que pode querer o espaço dele ou agir em conformidade com o que ele sente e se sentir forçado a corresponder a expectativa do outro e viver sufocado por não poder fazer sua escolha e não criar expectativas em cima de outra pessoa é o melhor caminho para ambos os lados.

  • Angelica

    Qual a terapia (técnica) recomendada para ajudar quem quer muito falar com alguém que não quer falar. A sensação de lixo ou de ser menor do que um verme é terrível e o tratamento com outra terapeuta não está ajudando a tirar a angústia e inconformismo. O direito dos outros deve ser respeitado por isso temos que lutar contra nossa vontade, mas as vezes se torna difícil suportar um desprezo gratuito.Preciso urgente de um trabalho técnico adequado. Atenciosamente, Angélica.

  • Anita Malone

    adorei

  • Tecnus S.

    O texto tem uma certa razão,mas, tem uma dose de egoísmo e individualismo.
    Tem que haver bom senso e às vezes ceder e não apenas fazer a própria vontade.

  • gisele2015

    Nada pior que alguém querendo vir te dar lição de moral. A atitude já mata qualquer eventual mensagem que a pessoa possa ter para você.

  • Michelle Freire

    Achei importante essa observação e de um grande exame… Li mais de uma vez para poder absorver melhor o que o autor deseja passar e isso me remeteu a algo que entra dentro desse direito que ele aponta no texto. Se a gente quer ser ouvido e o outro não quer, de fato algo incomoda ele, é um direito dele sim, porque até mesmo o rejeitar é uma comunicação sentimental. Cabe a pessoa que quer ser ouvida buscar avaliar de forma está se comunicando, o que deseja realmente sobre essa comunicação e o que é bom para ambos os lados, isso pode mudar as reações e podemos ser sim falar e ser ouvidos, desde que estejamos bem intencionado. Só de ler alguns comentários já deu pra ver o tipo de comunicação que as pessoas forçam ter por conta de uma cultura que ainda traz com ela alguns pontos que podem ser mudados dentro de uma educação do lar. E no testo ele não fala que a pessoa não deve escutar a outra, só está colocando o exame no direito de não querer falar, porque ninguém é obrigado a algo que pra ela naquele momento não está no seu interesse, talvez até mesmo na capacidade dela de poder entender e fica aquela perda de tempo; Um querendo obrigar o outro a a escutar e o outro até mesmo obrigado, pode escutar, mas qual será o efeito se ele não está querendo, nenhum, tempo perdido apenas e outros problemas compostos disso. Desde pequenos somos criados a achar que temos que ouvir tudo e ficar quietos por não entender nada ainda porque somos pequenos, e as vezes os próprios pais não se entendem tão bem e nem sabem realmente do que estão falando e por vezes uma criança está percebendo melhor algumas coisas. As percepções corretas não vem com a idade, vem com um exame e uma busca de aprendizado com algo, as vezes as pessoas só crescem e continuam em seus conflitos internos sem entender o porque. Por isso na minha casa faço um diálogo diferente, onde as pessoas aqui buscam se comunicar de forma mais educada e consciente. E não é esse educado apenas em falar licença, por favor, desculpa, não é apenas isso, até porque é bem fácil usar essas palavras, tem gente que fala o que pensa e depois que o outro demonstra que não gostou, pede desculpa e pronto, nem examina direito o que causou com aquilo e o porque falou realmente aquilo, achando que apenas pedir desculpas resolve tudo. Essa comunicação “educativa” é bem mais fina e requer bem mais autoconhecimento, pois tratamos o outro da mesma forma que nos tratamos internamente, e se podemos observar melhor isso a gente não só conhece o outro como se conhece também em uma atitude e uma conversa. Acho válido o texto sim, porque eu tenho o direito de não querer ouvir, mas isso não tira a oportunidade do outro buscar se comunicar de forma mais saudável para que um dia eu possa ouvi-lo e entende-lo. Uma comunicação mais consciente, mas nem todos ainda entende como isso funciona por conta da gente ainda achar que só existe o lado de cá e não tem o lado de lá, não aceitando acrescentar mais informações e ampliar a percepção das coisas em sua volta. Em suma, cada um fala aquilo que tem dentro e o outro não é você para aceitar tudo, mas pode compreender e aceitar o que lhe faz bem e crescer como pessoa.

  • Michelle Freire

    Achei importante essa observação e de um grande exame… Li mais de uma vez para poder absorver melhor o que o autor deseja passar e isso me remeteu a algo que entra dentro desse direito que ele aponta no texto. Se a gente quer ser ouvido e o outro não quer, de fato algo incomoda ele, é um direito dele sim, porque até mesmo o rejeitar é uma comunicação sentimental. Cabe a pessoa que quer ser ouvida buscar avaliar de que forma está se comunicando, o que deseja realmente sobre essa comunicação e o que é bom para ambos os lados. Isso pode mudar as reações e melhorar a comunicação, e assim podemos ser ouvidos da forma que tanto desejamos, desde que estejamos bem intencionado. Só de ler alguns comentários já deu pra ver o tipo de comunicação que as pessoas ainda forçam ter com outras, tudo isso se deve à essa cultura, que ainda traz com ela alguns pontos que podem ser melhorados e mudados dentro de uma educação e comunicação que se inicia no lar. No texto ele não fala que a pessoa não deve escutar a outra, só está colocando o exame do direito da pessoa de não querer escutar, porque ninguém é obrigado a algo que pra ela naquele momento não está no seu interesse, talvez até mesmo na sua capacidade no momento de poder entender, e entra aquela perda de tempo; Um querendo obrigar o outro a a escutar e o outro até mesmo obrigado, pode escutar, mas qual será o efeito se ele não está querendo? nenhum! Apenas um tempo perdido, sem falar em outros problemas compostos que podem surgir por conta disso. Desde pequenos somos criados a achar que temos que ouvir tudo e ficar quietos por não entender nada ainda porque somos pequenos, sendo que as vezes os próprios pais não se entendem tão bem, nem sabem realmente do que estão falando e por vezes uma criança está percebendo melhor algumas coisas porque estão observando mais. As percepções corretas não vem com a idade, vem com um exame e uma busca de aprendizado com algo, as vezes as pessoas só crescem e continuam em seus conflitos internos sem entender o porque. Por isso na minha casa faço um diálogo diferente, onde as pessoas aqui buscam se comunicar de forma mais educada e consciente. E não é esse educado apenas em falar licença, por favor, desculpa, não é apenas isso, até porque é bem fácil usar essas palavras, tem gente que fala o que pensa e depois que o outro demonstra que não gostou, pede desculpa e pronto, nem examina direito o que causou com aquilo e o porque falou realmente aquilo, achando que apenas pedir desculpas resolve tudo. Essa comunicação “educativa” é bem mais fina e requer bem mais autoconhecimento, pois tratamos o outro da mesma forma que nos tratamos internamente, e se podemos observar melhor isso a gente não só conhece o outro como se conhece também em uma atitude e uma conversa. Acho válido o texto sim, porque eu tenho o direito de não querer ouvir, mas isso não tira a oportunidade do outro buscar se comunicar de forma mais saudável para que um dia eu possa ouvi-lo e entende-lo. Uma comunicação mais consciente, mas nem todos ainda entende como isso funciona por conta da gente ainda achar que só existe o lado de cá e não tem o lado de lá, não aceitando acrescentar mais informações e ampliar a percepção das coisas em sua volta. Em suma, cada um fala aquilo que tem dentro e o outro não é você para aceitar tudo, mas pode compreender e aceitar o que lhe faz bem e crescer como pessoa.

  • bianca

    Eu tenho problemas assim com parentes e nao sei como agir.

  • Daniela Reis

    Polêmico, mas verdadeiro. A gente se acostuma errado quando acha que alguém sempre tem que estar disponível para nós. As vezes podemos estar sufocando a pessoa. Tem que encarar certas situações com leveza, sem forçar nada, sem culpar o outro, sem cobrar.

  • Dirce Pinheiro

    Fiquei viúva e sogra mora comigo..nao consigo escutar nada q ela fala…sinto culpa..mas não me identifico..aliás nunca houve identificaçao…perdidinha nesse assunto…mas a respeito.só

  • Thereza Brito

    Eu nao poderia concordar mais com o texto! Mas infelizmente vivemos em uma sociedade onde você eh visto como um doente se pensar dessa forma embora para mim doente é quem acha que eu tenho que falar, gostar, aturar só porque tem algum tipo de sentimentos por mim.

  • Mel

    Ótimo texto, é uma reflexão necessária numa sociedade hipócrita na qual subentende-se que todos têm a obrigação de estar sempre disponíveis para o outro, sempre prontos e dispostos a ajudar e a doar de si, seja na forma de tempo, atenção, apoio emocional, etc. O problema é que cada um tem seus próprios problemas, seus fantasmas pessoais e limitações, e muitas vezes o indivíduo simplesmente não tem condições emocionais, psicológicas ou mesmo físicas de lidar com as questões alheias ou processar as opiniões do outro, mesmo que bem intencionadas. Ao invés de nos sentirmos desprezados ou magoados com o “descaso” dessa pessoa, é importante lembrar que ela pode estar passando por um momento difícil, de questionamentos, introspecção e até mesmo enfrentando questões existenciais que estejam consumindo seu tempo e sua energia emocional. Talvez ela sequer esteja dando conta de si mesma, e deve ter o direito de escolher se afastar ou se recusar a nos dar atenção.

  • Maria das Dores

    Discussão interessante, o doutor fai fazer falta.

  • Akahoshi Palmer

    Muito bom o texto, mostra o quanto nosso “gostar” é ególatra. Cultura ocidental: eu, eu, eu, self, self, self… Ajudou-me bastante

  • Amara Costa

    Bom:como lidar com alguem que não quer que fale nenhuma palavra nem com ele e nem com ninguém?
    Cuido dos meus pais e um dos dois não quer que eu fale nem um monossilabo……