Release: Uma história do amor… Com final feliz

Livros "Uma história do amor... Com final feliz"

Livros “Uma história do amor… Com final feliz”

O anseio crescente pelo individualismo vem provocando mudanças profundas nas relações afetivas. Embora a maioria dos casais ignore os sinais de desgaste no modelo atual – “fusão de duas metades” –, o mundo mudou, ou melhor, nós o mudamos e caminhamos para a individualidade. Em Uma história do amor… Com final feliz, lançamento da MG Editores, o psicoterapeuta Flávio Gikovate mostra o quão imaturo é o amor que ainda cultuamos. Ancorado em 40 anos de profissão e no atendimento de mais de 8 mil pacientes, ele afirma que um relacionamento pode sim ser duradouro e compatível com o mundo moderno. Para isso, temos de chegar “inteiros” na relação, aprendendo também a conviver com a solidão.

O que se busca hoje, segundo Gikovate, é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza

o outro pelo seu bem-estar. “A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa que somos uma fração e precisamos encontrar nossa metade para nos sentirmos completos. Essa ‘fusão’ provoca um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher”, explica.

Segundo Gikovate, quando nos sentimos completos e satisfeitos por ser quem somos, aumentamos a possibilidade de sermos bons parceiros. Essa nova postura vai propiciar relacionamentos baseados no que ele chama de “+amor”, sentimento que respeita a individualidade. “Os casais serão unidos mais pela afinidade intelectual, do que pelo aconchego físico, que é que o amor convencional proporciona. É algo parecido com a amizade, em que há respeito pelos prazeres e vontades de cada um”, diz.
Para o psicoterapeuta, o adulto moderno está diante de duas opções, ambas muito melhores do que a relação possessiva do amor convencional: viver só, estabelecendo vínculos afetivos e eróticos mais superficiais; ou formar laços que respeitem a individualidade. “No mundo atual, em que há muita atividade individual e interesses individuais, o amor como remédio não funciona porque é possessivo e exclui a liberdade. Esse amor terá de ser substituído por outra qualidade de relação. Os relacionamentos que vão durar são aqueles que aproximarem duas pessoas inteiras, e não duas metades”, explica Gikovate.

Diante disso, o psicoterapeuta é taxativo: “Se tiver de optar entre o amor e a individualidade, opto pela individualidade”. A maturidade emocional, diz Gikovate, é uma conquista, “você aprende a dar na mesma medida em que recebe”. E isso incluiu trabalhar a individualidade. Gikovate acredita que quem se acostuma a viver vários relacionamentos que não dão certo pode estar insistindo nessa noção de amor antiquada, que não leva em conta que o mundo mudou.

Nessa nova realidade, a mulher tornou-se independente econômica e sexualmente e pôs fim à estabilidade conjugal. Outro fator de mudança é o avanço tecnológico, que criou condições extraordinárias para o entretenimento individual. “Quem ignora esses avanços continua procurando um parceiro que seja o seu oposto para se sentir completo – quando deveria estar em busca de um companheiro de viagem”, afirma.

“Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva”, diz o autor. E dá um exemplo. “Posso jogar tênis sozinho ou em dupla. O que não posso é jogar com um parceiro desleal, ciumento e que queira mandar em mim”. Segundo ele, isso não é ser egoísta, pois o egoísmo se caracteriza pela intolerância à frustração. O independente é capaz de agüentar e superar suas dores.

“Conhecer as sutilezas que acompanham o fenômeno amoroso é uma aventura fascinante. Porém, esse aprendizado precisa ser útil e estar a serviço do aprimoramento individual e dos avanços afetivos na direção da felicidade”, acrescenta Gikovate. “Isso deverá gerar o otimismo daqueles que, mesmo cientes da dimensão real da dificuldade a ser ultrapassada, conseguem vislumbrar a recompensa no fim da estrada”, afirma.

A passagem de uma relação convencional para uma relação de +amor é lenta e progressiva, segundo Gikovate. “Tem um momento em que dói. Um dos dois vai reclamar primeiro do sufoco. O outro vai ficar ofendido, mas vai aproveitar para afrouxar o vínculo também. Momentaneamente há uma crise. Mas casais que se gostam, que se respeitam, que têm afinidade, passam por essa crise. E reconstituem a aliança em termos mais individualizados”, diz o autor.

Há um entendimento definitivo, por exemplo, de que se um não gosta de ópera não tem por que ir com o outro e ficar dormindo durante a apresentação. Se a mulher não gosta de futebol, não tem por que ficar ao lado do marido entediada. “Se um dos dois renunciar a um projeto pessoal pelo amor, dali a dois anos estará com raiva do outro porque abriu mão de seu sonho pessoal. Não pode! Antigamente só um tinha sonho pessoal: o homem. Mas não é mais assim. O mundo mudou e temos de reinventar o processo de relacionamento de longa duração. Por isso, proponho a todos se atualizar.”

Ficha Técnica:

Título: Uma história do amor… Com final feliz
Autor: Flávio Gikovate
Editora: MG Editores
Preço: R$ 37,80
Páginas: 168
ISBN: 978-85-7255-056-7
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: www.mgeditores.com.br

Informações:

Ana Paula Alencar
(11) 4787-1322
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