Dr. Flávio Gikovate

Simpatia, Antipatia, Chatice

Parece evidente que o sucesso profissional, econômico e social de uma pessoa depende muito da sua capacidade de se relacionar bem com os colegas. Acredito que os dois aspectos mais importantes para um relacionamento construtivo sejam: nossa capacidade de não atribuir valor — positivo ou negativo — a nós mesmos sem consulta aos fatos e nossa capacidade de prestar atenção aos outros e dispensar-lhes cuidados e gentilezas. Quanto ao primeiro aspecto, já alertei para os perigos de formularmos opinião a respeito de nós mesmos antes mesmo de saber o que pensam de nós os que nos cercam. Na verdade deveríamos ter uma atitude mais humilde, para não confiar tanto nos nossos julgamentos, especialmente nos que dizem respeito a nós mesmos. Continue Lendo →

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As divergências de opinião nos relacionamentos amorosos

Ao caminhar em terreno minado, todo cuidado é pouco. Conversar sobre temas que podem ofender ou magoar o amado exige sabedoria, serenidade e enorme empatia. Empatia significa a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, mas não com a nossa forma de pensar; não se trata de transportar nossa mente para o corpo da pessoa; trata-se de tentar entender como funciona a sua mente, como é que ela está sentindo, como está se vendo diante de uma dada situação. Além disso, conversar com calma, ponderando as palavras, sem pressa de contra argumentar e sem desconsiderar ou subestimar o sofrimento do parceiro apenas porque saberíamos lidar melhor com aquela situação. [...] Continue Lendo →

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Inveja x Gratidão

O que leva uma pessoa a quem ajudamos muito, que morou em nossa casa por um bom tempo e a quem demos todo o tipo de apoio moral e material, a desenvolver tamanha raiva contra a gente? Ela não deveria ser reconhecida e grata?

Outro dia, lendo a resenha de um livro, o autor citou Cícero (orador e político romano do século I antes de Cristo), que dizia que a gratidão é a maior de todas as virtudes.

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As brigas “normais” dos casais

Sempre me surpreendo quando ouço casais falando que só têm aquelas brigas “normais”. Elas costumam ser ricas em gritos, ofensas leves ou moderadas; isso quando não envolvem algum empurrão ou agressões maiores. As razões são as mais variadas, quase sempre relacionadas com ciúmes, dinheiro ou diferenças de opinião acerca de algum tema pouco relevante. Enfim, os casais brigam por assuntos que talvez devessem ser conversados, negociados, discutidos em tom respeitoso e cada um tentando sinceramente saber o que o outro pensa sobre aquele problema. Continue Lendo →

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O coração tem razões que a razão conhece

Me surpreendo quando penso que a grande maioria dos humanistas e psicoterapeutas se acomodaram diante da ideia de que o amor é um fenômeno mágico que se apossa de nós de uma hora para a outra e sem nenhum fundamento lógico ou racional. Não se empenharam em estudá-lo e o assunto ficou reservado para os poetas. O amor é visto como um tema menor, apesar de ser fonte de enormes sofrimentos para a grande maioria e de grandes alegrias para um pequeno grupo de bem-aventurados que não sabem porque receberam tamanha graça. Continue Lendo →

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Alívio da TPM traz felicidade

É chegada a hora de colocar a síndrome mais temida pelas mulheres – e pelos homens – no divã. Segundo a literatura médica e científica, há mais de 150 sintomas físicos e emocionais diferentes relacionados com o período que anuncia a chegada da menstruação da mulher. A tão falada tensão pré-menstrual ou TPM é frequentemente associada com problemas de humor, ansiedade, depressão, irritabilidade e nervosismo, mas a análise desses sintomas emocionais merece uma reflexão abrangente e aprofundada. Continue Lendo →

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O Que é Ser Livre?

Falar sobre a liberdade é uma das questões mais fascinantes da Psicologia. Usamos muito essa palavra, mas temos dificuldade em conceituá-la. Todo o mundo afirma que quer ser livre, mas pouca gente sabe dizer o que quer fazer com a liberdade.

É comum pensar que se pode agir sem impor limites à nossa vontade. Não é meu ponto de vista. Aliás, não tenho muita simpatia pela ideia de que viver bem é não abrir mão de nenhum tipo de desejo. Essa abordagem me parece ingênua e não leva em conta o fato de que, em nossa vida interior, há outras peças tão importantes quanto as do desejo. Continue Lendo →

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Romantismo Imaginário

Sou acusado de subtrair o encantamento do amor desde 1976. Na época, achava, como todo mundo, que ninguém podia ser feliz sozinho e que, portanto, o essencial era acertar na escolha do parceiro. Como essa opção decorre de um ato racional, fui acusado de tentar impor rigor científico a algo que deveria acontecer por meios mágicos, pelas flechadas estabanadas do Cupido. Sou médico e não poeta, portanto meu dever é dissecar os temas que estudo. Analisar os sentimentos não significa menosprezá-los. Continue Lendo →

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Como definir a amizade?

A amizade corresponde a um elo sentimental forte e que surge entre duas pessoas, ao que parece, em função de alguns dos ingredientes que nem sempre estão presentes no processo do encantamento sentimental. A simpatia costuma acontecer mais ou menos rapidamente, um achando graça no modo de ser, de falar, de rir e de pensar do outro e isso é parecido com o que acontece no amor.

As afinidades intelectuais surgem mais ou menos rapidamente à medida que o relacionamento se aprofunda e é a principal causa dessa intimidade crescente que caracteriza esse que talvez seja o encontro sentimental mais maduro e mais distante dos elos sentimentais infantis. Pena não estar presente na maioria das relações ditas amorosas. Continue Lendo →

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Quando os parentes invadem nossa intimidade

- “Família é pra essas coisas” é um tema perigoso, pois permite que nossa privacidade seja devassada, criando situações embaraçosas e impedindo uma relação mais sadia e madura.

Somos educados para distinguir muito claramente os parentes dos amigos e das pessoas em geral. Desde crianças, aprendemos que a família é composta por criaturas sui generis que terão conosco um nível de relacionamento especial, governado por um código próprio, diferente daquele que empregamos no trato com estranhos. Com esses últimos, temos um relacionamento cordial e mais formal, respeitoso e que pressupõe reciprocidade nas atitudes. Por isso, nos ofendemos rapidamente quando somos invadidos em nossa privacidade. Continue Lendo →

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A excitação anal nos homens

O fato é que a enervação do orifício externo do ânus faz com que a estimulação táctil da área provoque importante excitação sexual. Trata-se, pois, de uma zona erógena importante. E mais: a penetração determina a estimulação prazerosa da próstata que pode, por si, provocar a ejaculação. Continue Lendo →

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As Várias Faces da Mentira

Há um momento na vida em que, graças ao domínio de mecanismos sofisticados da inteligência, aprendemos a mentir.

Mentimos jogando com as palavras, contendo gestos, assumindo posturas convenientes – e das quais discordamos – para aliviar tensões. Tentamos esconder aquele traço da nossa personalidade que não nos agrada assumindo uma maneira de ser mais apropriada.

São tantas as possibilidades de escamotear a verdade que o mais prudente seria olhar o ser humano com total desconfiança – pelo menos até prova em contrário. Continue Lendo →

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Concessões, uma forma de evitar atritos

O que leva muitos homens (e mulheres) a aceitar as explicações do cônjuge que chega tarde do trabalho? Não seria mais natural esperar que o companheiro entendesse o nosso cansaço e nos recebesse com carinho redobrado?

Por que nos sentimos na obrigação de participar daquele almoço de domingo com a família se preferíamos ir ao cinema, acordar às 2 da tarde ou encontrar nossos amigos?

Que direito tem o namorado de censurar o comprimento do vestido da namorada? E por que ela concorda em mudar de roupa, interpretando a implicância dele como uma prova de amor?

A reposta a todas essas perguntas é uma só: para evitar atritos com aqueles que amamos. Continue Lendo →

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Educar é preparar para a vida

Um dos filmes mais bonitos e comoventes dos últimos anos, Cinema Paradiso, que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Foi um grande sucesso de bilheteria em muitos países e também no nosso. Quase todas as pessoas que conheço choraram em algumas partes do filme. A cena que provocou lágrimas no maior número de espectadores é aquela na qual o velho, que é o pai espiritual e sentimental do rapaz, que lhe ensinou quase tudo o que sabia da vida até então, diz a ele que se prepare para partir do vilarejo rumo à cidade grande: “Vá e não olhe para trás; não volte nem mesmo se eu te chamar”. O pai manda embora o filho adorado e “ordena” a ele que vá em busca do seu caminho, do seu destino, dos seus ideais. Continue Lendo →

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O corpo odeia a intromissão da razão

Não deixa de ser curioso observarmos a existência de uma certa luta de poder entre a mente e o corpo, que tenta de todas as formas manter seu direito a uma existência autônoma, livre da influência da razão – que procura mandar em tudo. Essa parte da vida interior, que pensa, ouve, fantasia e faz planos também gostaria muito de interferir sobre o funcionamento do nosso corpo. Quando tenta, quase sempre sai perdendo. Continue Lendo →

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Pelo direito de ser diferente

A questão do amor e da liberdade esbarra com mais um curioso obstáculo, que são os condicionamentos culturais. Tenho sido bastante claro no sentido de afirmar que não acredito tanto nas pressões externas quanto a maior parte das pessoas, que falam da sociedade e suas imposições como se fosse uma espécie de bicho-papão de nossa infância. Porém existem vários hábitos criados pelos agrupamentos humanos, aos quais nos familiarizamos desde pequenos, que se transmitem por gerações ao longo dos séculos e aos quais parece que temos de nos ajustar sem reflexão ou contestações. É como se fosse inexorável tal caminho. Numa cultura como a nossa, o traço mais característico desses hábitos — especialmente aqueles ligados à vida amorosa — é sua tendência homogeneizadora; isto é, todo mundo tem de viver da mesma maneira, cumprindo o mesmo tipo de ritual. Continue Lendo →

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Quando falar é agredir

Há opiniões discrepantes em relação às pessoas que são muito cuidadosas e delicadas quando expressam seu ponto de vista, especialmente sobre temas polêmicos. Alguns as julgam falsas e hipócritas, pois escolhem as palavras com o intuito de agradar o interlocutor. Resultado: desconfia-se de sua sinceridade.

Outros, porém, pensam de forma diferente. Acham que são espíritos mais atentos, preocupados em não ser invasivos e grosseiros. Tomam cuidado, sim, porque não gostariam, em hipótese alguma, de magoar a pessoa com a qual estão conversando. Continue Lendo →

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Respeite a si mesmo e ganhe autoestima

Só existe autoestima quando uma pessoa vive de acordo com suas ideias, sem ofender o código de valores que ela construiu ao longo da vida. Uma pessoa para quem a honestidade é fundamental poderá ficar rica se aceitar suborno, mas sua autoestima cairá, inevitavelmente. Não é possível alguém gostar de si mesmo, ter um bom juízo de si, se estiver agindo em desacordo com seus princípios. Continue Lendo →

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Respeite o meu direito de não querer te ouvir ou ver

O fato de alguém querer muito a nossa atenção não nos obriga a aceitar sua aproximação. Ao insistir em seu objetivo, mesmo que nos ame, ela estará sendo prepotente e egoísta.

Um senhor me acusou de desrespeitoso e mal-educado. Motivo? Não quis falar com ele ao telefone. Não o conheço, sabia que ele queria fazer críticas — “construtivas” — ao meu trabalho. Não me interessei em saber quais eram.

Uma colega me conta que sua mãe lhe diz: “Sua amiga de infância esteve aqui e está louca para revê-la. Quando posso marcar o encontro?” Minha colega não tem interesse em saber como está essa pessoa, nem deseja reencontrá-la. Continue Lendo →

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Uma Pessoa Verdadeiramente Forte

A gente costuma ouvir que uma pessoa é forte, que tem gênio forte, quando ela reage com grande violência em situações que a desagradam. Ou seja, a pessoa de temperamento forte só está bem e calma quando tudo acontece exatamente de acordo com a vontade dela. Nos outros casos, sua reação é explosiva e o estouro costuma provocar o medo nas pessoas que a cercam. Talvez essas pessoas sejam responsáveis por chamar o estourado de forte, porque acabam se submetendo à vontade dele. Ele é forte porque consegue impor sua vontade, quase sempre por conta do medo que as pessoas têm do seu descontrole agressivo e de sua capacidade para fazer escândalo. Continue Lendo →

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Os Desenganados e os Enganados

Não sei se ainda hoje se fala assim, mas até há alguns anos se dizia, a respeito de alguém que estivesse gravemente enfermo, que ele estava desenganado. Ou seja, que estava à beira da morte. Quanto mais penso mais acho curioso o fato de usarmos a palavra “desenganado” quando nos referimos a uma pessoa que vai morrer, já que isso vai acontecer a todos nós.

Desenganado é aquele que já sabe que vai morrer, ao passo que aqueles que gozam de boa saúde, que ainda não sabem que vão morrer, são os “enganados”.

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When Words Are an Act of Aggression

There are differing opinions about people who express their point of view in a careful and gentle manner, especially when the subject is controversial. Some will say these people are fakes and hypocrites, because they choose their words to please other people; as a result, their honesty is doubted.

Others, however, don’t agree with this assessment. They believe that these people are just more attentive and shy away from intrusiveness and asperity. Yes, they are careful with their choice of words, because they wouldn’t ever want to hurt other people. Continue Lendo →

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A Truly Strong Person

We often hear that strong-willed people, who react forcefully when displeased, are strong. However, strong-willed people are only calm and peaceful when everything goes according to their wishes. At any other time, they react explosively and their outbursts can be scary; maybe those who are afraid of them are the ones responsible for calling out-of-control people strong, because they always submit to their will. Headstrong people are considered strong mainly because they impose their will on others, usually through fear of their anger and their ability to create drama. Continue Lendo →

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Respect My Right to Not Want to Interact with You

Just because someone wants our attention, it doesn’t mean we have to give it to them. It’s an arrogant and selfish attitude to insist on an unwanted interaction, even when coming from a place of love.

A man said I was disrespectful and rude. Why did he say such a thing? Because I didn’t want to talk to him over the phone. I don’t know him; all I knew was that he wanted to make “constructive” criticism of my work, but I couldn’t care less about it.

A colleague tells me that her mother said: “Your childhood friend came over and she can’t wait to see you! When can we schedule a meeting?” My colleague has no interest in knowing how this person is, or in meeting her again. Continue Lendo →

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Respect Yourself and Build up Your Self-Esteem

Only people who live in accordance to their own ideals, and don’t break the moral code they built for their lives can have self-esteem; if honesty is an essential virtue to a person, while they might become rich if they accept a bribe, their self-esteem will plummet. A person can’t have a good opinion, nor like themselves, if they act against their own principles. Naturally, just as different social groups have different sets of values, so do people. Continue Lendo →

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Amor é Amor e Sexo é Sexo

Aprendemos que sexo e amor são componentes de um mesmo instinto. Não penso assim. O amor corresponde à agradável sensação de aconchego que sentimos quando próximos de uma criatura especial. É exatamente o que sente a criança no colo da mãe, nosso primeiro objeto do amor: a dor derivada da sensação de desamparo e de incompletude que todos sentimos desde o momento do nascimento se atenua nestes momentos de reencontro. Isto nos dá prazer. O amor adulto é idêntico ao infantil. Amor é paz e harmonia ao lado de uma criatura muito especial e única. Não existe, pois, amor por si mesmo. Continue Lendo →

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Love is love, sex is sex

We are told that sex and love are part of the same instinct; I disagree. Love is a pleasant sensation of comfort we feel when we’re close to a special person. It’s what a child feels on their mother’s lap, everyone’s first object of love. The pain that comes from the vulnerability and incompleteness we all feel from the moment we are born decreases during these moments, giving in to pleasure. Love is exactly the same in childhood and adulthood. Love is peace and harmony next to a very special and unique person. There’s no such thing, therefore, as loving oneself. Continue Lendo →

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For the Right to Be Different

Love and freedom encounter another peculiar barrier, which is cultural conditioning. For the record, I’ve been very clear in stating that I don’t believe that external pressure is as strong as most people do; they speak of society and its impositions as if it were a boogeyman straight out of our childhood. Nevertheless, human groups create habits that are transmitted from generation to generation, throughout the centuries, and people become used to them from childhood; it just seems they have to adjust, without thought or dissension, as if these mores were inescapable. In cultures such as ours, the strongest characteristic of these social habits, especially when it comes to romantic relationships, is the tendency to homogenize—everyone is expected to live in the very same way and follow the very same rituals. Continue Lendo →

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É possível ser feliz sendo pobre?

4 de outubro de 2016 por Flávio Gikovate | 0 comentários

É uma questão extremamente relevante porque trata das relações existentes entre dinheiro e felicidade.

Vivemos em uma sociedade que teoricamente vende a ideia de que a felicidade tem a ver com o luxo, o consumismo e as coisas materiais, mas a harmonia interior, os bons amigos, o bom convívio afetivo e social, as atividades físicas e intelectuais não dependem do dinheiro.

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Nota sobre o falecimento do Dr. Flávio Gikovate

Dr. Flávio Gikovate no jardim de seu consultório.

A história do psiquiatra e psicoterapeuta Flávio Gikovate não acaba aqui. Suas ideias, projetos, livros, vídeos, artigos vão permanecer para além de sua existência.

Estamos de luto sim, porém firmes no propósito de continuar levando seus ensinamentos adiante, usando seu imenso acervo, como era o seu desejo.

Faremos uma pausa nesse fim de semana, mas na segunda-feira retomaremos os posts nas redes sociais e os projetos em andamento. Essa é a melhor homenagem que poderíamos fazer.

Agradecemos as incontáveis mensagens de apoio e as manifestações de carinho. Elas só reforçam a convicção de que temos de continuar.

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Por que temos tanto medo de falar sobre dinheiro?

Na origem, o dinheiro era um simples intermediador de trocas de mercadorias utilizado para simplificar a transação entre bens de diferentes valores e qualidades. Foi uma ideia excelente e que facilitou muito a vida das pessoas.

Com o passar dos séculos, transformou-se num valor em si mesmo, gerando o gosto, em muitas pessoas, de acumulá-lo; isso com o intuito inicial de se precaver contra qualquer tipo de escassez ou adversidade futura. Possuir uma boa quantidade de reservas passou a ser a meta de muita gente e os que tiveram sucesso nessa empreitada passaram a ser objeto de múltiplas emoções. Assim, o dinheiro se associou a emoções íntimas e a outras que os mais ricos provocam nas outras criaturas. Continue Lendo →

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O casamento é necessário?

O casamento é uma sociedade civil que pode ser constituída como consequência de um encontro amoroso. Não foi sempre assim e não creio que venha a ser forçosamente assim no futuro.

Acredito que será crescente o número de casais que estabelecerão elos amorosos que não se encaminharão na direção da sociedade conjugal. O principal objetivo destes vínculos afetivos será o usufruto dos prazeres do convívio intelectual, afetivo e sexual. O casamento será uma das opções e não mais a meta ansiada por todos e o coroamento do amor. Continue Lendo →

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É legítimo lutar por amor?

Experimentamos uma sensação dolorosa de humilhação quando a pessoa que está nos interessando não dá sinais de ter achado tanta graça em nós quanto nós nela; ou então não se mostra tão disponível por estar vivenciando algum outro vínculo amoroso. Mais grave ainda é a sensação de rejeição, quebra do elo amoroso associado à humilhação – ofensa grave à vaidade – quando se é abandonado e “trocado” por outra pessoa. Surge, em boa parte das criaturas, o desejo de reaver aquela relação a qualquer custo. As pessoas gostam de dizer que estão lutando para reaver o parceiro amado. Porém, penso que se trata de algo bastante diferente: o resgate do vínculo corresponderia a uma espécie de vitória sobre eventuais rivais e, em certo sentido, o fim da sensação de humilhação. Continue Lendo →

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Só o justo é forte e livre

O generoso se vicia em receber elogios decorrentes de sua capacidade de abrir mão do que lhe pertence em favor de outras pessoas. Como os elogios nos fazem muito envaidecidos, nos empurram na direção de buscarmos quantidades cada vez maiores de elogios semelhantes. Na prática, as pessoas generosas vão ficando muito dependentes da avaliação positiva dos outros, de modo que passam a tolerar mal a dor relativa à desaprovação das pessoas. De uma forma progressiva vão se tornando obrigadas a agir de acordo com o que os outros esperam delas para não terem que passar pela humilhação relacionada com a crítica. A pouca tolerância à crítica torna as pessoas generosas muito dependentes do meio exterior e, de repente, portadoras de um novo tipo de fraqueza. Sim, porque não conseguem agir em benefício próprio nem mesmo quando isto está mais do que justificado e quando é esta a vontade delas. É interessante observar que uma das coisas que mais ofende um generoso é ser chamado de egoísta! Continue Lendo →

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