Dr. Flávio Gikovate

Só o justo é forte e livre

O generoso se vicia em receber elogios decorrentes de sua capacidade de abrir mão do que lhe pertence em favor de outras pessoas. Como os elogios nos fazem muito envaidecidos, nos empurram na direção de buscarmos quantidades cada vez maiores de elogios semelhantes. Na prática, as pessoas generosas vão ficando muito dependentes da avaliação positiva dos outros, de modo que passam a tolerar mal a dor relativa à desaprovação das pessoas. De uma forma progressiva vão se tornando obrigadas a agir de acordo com o que os outros esperam delas para não terem que passar pela humilhação relacionada com a crítica. A pouca tolerância à crítica torna as pessoas generosas muito dependentes do meio exterior e, de repente, portadoras de um novo tipo de fraqueza. Sim, porque não conseguem agir em benefício próprio nem mesmo quando isto está mais do que justificado e quando é esta a vontade delas. É interessante observar que uma das coisas que mais ofende um generoso é ser chamado de egoísta! Continue Lendo →

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O corpo odeia a intromissão da razão

Não deixa de ser curioso observarmos a existência de uma certa luta de poder entre a mente e o corpo, que tenta de todas as formas manter seu direito a uma existência autônoma, livre da influência da razão – que procura mandar em tudo. Essa parte da vida interior, que pensa, ouve, fantasia e faz planos também gostaria muito de interferir sobre o funcionamento do nosso corpo. Quando tenta, quase sempre sai perdendo. Continue Lendo →

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As Várias Faces da Mentira

Há um momento na vida em que, graças ao domínio de mecanismos sofisticados da inteligência, aprendemos a mentir.

Mentimos jogando com as palavras, contendo gestos, assumindo posturas convenientes – e das quais discordamos – para aliviar tensões. Tentamos esconder aquele traço da nossa personalidade que não nos agrada assumindo uma maneira de ser mais apropriada.

São tantas as possibilidades de escamotear a verdade que o mais prudente seria olhar o ser humano com total desconfiança – pelo menos até prova em contrário. Continue Lendo →

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Os Desenganados e os Enganados

Não sei se ainda hoje se fala assim, mas até há alguns anos se dizia, a respeito de alguém que estivesse gravemente enfermo, que ele estava desenganado. Ou seja, que estava à beira da morte. Quanto mais penso mais acho curioso o fato de usarmos a palavra “desenganado” quando nos referimos a uma pessoa que vai morrer, já que isso vai acontecer a todos nós.

Desenganado é aquele que já sabe que vai morrer, ao passo que aqueles que gozam de boa saúde, que ainda não sabem que vão morrer, são os “enganados”.

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É legítimo lutar por amor?

Experimentamos uma sensação dolorosa de humilhação quando a pessoa que está nos interessando não dá sinais de ter achado tanta graça em nós quanto nós nela; ou então não se mostra tão disponível por estar vivenciando algum outro vínculo amoroso. Mais grave ainda é a sensação de rejeição, quebra do elo amoroso associado à humilhação – ofensa grave à vaidade – quando se é abandonado e “trocado” por outra pessoa. Surge, em boa parte das criaturas, o desejo de reaver aquela relação a qualquer custo. As pessoas gostam de dizer que estão lutando para reaver o parceiro amado. Porém, penso que se trata de algo bastante diferente: o resgate do vínculo corresponderia a uma espécie de vitória sobre eventuais rivais e, em certo sentido, o fim da sensação de humilhação. Continue Lendo →

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O casamento é necessário?

O casamento é uma sociedade civil que pode ser constituída como consequência de um encontro amoroso. Não foi sempre assim e não creio que venha a ser forçosamente assim no futuro.

Acredito que será crescente o número de casais que estabelecerão elos amorosos que não se encaminharão na direção da sociedade conjugal. O principal objetivo destes vínculos afetivos será o usufruto dos prazeres do convívio intelectual, afetivo e sexual. O casamento será uma das opções e não mais a meta ansiada por todos e o coroamento do amor. Continue Lendo →

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Por que temos tanto medo de falar sobre dinheiro?

Na origem, o dinheiro era um simples intermediador de trocas de mercadorias utilizado para simplificar a transação entre bens de diferentes valores e qualidades. Foi uma ideia excelente e que facilitou muito a vida das pessoas.

Com o passar dos séculos, transformou-se num valor em si mesmo, gerando o gosto, em muitas pessoas, de acumulá-lo; isso com o intuito inicial de se precaver contra qualquer tipo de escassez ou adversidade futura. Possuir uma boa quantidade de reservas passou a ser a meta de muita gente e os que tiveram sucesso nessa empreitada passaram a ser objeto de múltiplas emoções. Assim, o dinheiro se associou a emoções íntimas e a outras que os mais ricos provocam nas outras criaturas. Continue Lendo →

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Nota sobre o falecimento do Dr. Flávio Gikovate

Dr. Flávio Gikovate no jardim de seu consultório.

A história do psiquiatra e psicoterapeuta Flávio Gikovate não acaba aqui. Suas ideias, projetos, livros, vídeos, artigos vão permanecer para além de sua existência.

Estamos de luto sim, porém firmes no propósito de continuar levando seus ensinamentos adiante, usando seu imenso acervo, como era o seu desejo.

Faremos uma pausa nesse fim de semana, mas na segunda-feira retomaremos os posts nas redes sociais e os projetos em andamento. Essa é a melhor homenagem que poderíamos fazer.

Agradecemos as incontáveis mensagens de apoio e as manifestações de carinho. Elas só reforçam a convicção de que temos de continuar.

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Uma Pessoa Verdadeiramente Forte

A gente costuma ouvir que uma pessoa é forte, que tem gênio forte, quando ela reage com grande violência em situações que a desagradam. Ou seja, a pessoa de temperamento forte só está bem e calma quando tudo acontece exatamente de acordo com a vontade dela. Nos outros casos, sua reação é explosiva e o estouro costuma provocar o medo nas pessoas que a cercam. Talvez essas pessoas sejam responsáveis por chamar o estourado de forte, porque acabam se submetendo à vontade dele. Ele é forte porque consegue impor sua vontade, quase sempre por conta do medo que as pessoas têm do seu descontrole agressivo e de sua capacidade para fazer escândalo. Continue Lendo →

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A excitação anal nos homens

O fato é que a enervação do orifício externo do ânus faz com que a estimulação táctil da área provoque importante excitação sexual. Trata-se, pois, de uma zona erógena importante. E mais: a penetração determina a estimulação prazerosa da próstata que pode, por si, provocar a ejaculação. Continue Lendo →

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Concessões, uma forma de evitar atritos

O que leva muitos homens (e mulheres) a aceitar as explicações do cônjuge que chega tarde do trabalho? Não seria mais natural esperar que o companheiro entendesse o nosso cansaço e nos recebesse com carinho redobrado?

Por que nos sentimos na obrigação de participar daquele almoço de domingo com a família se preferíamos ir ao cinema, acordar às 2 da tarde ou encontrar nossos amigos?

Que direito tem o namorado de censurar o comprimento do vestido da namorada? E por que ela concorda em mudar de roupa, interpretando a implicância dele como uma prova de amor?

A reposta a todas essas perguntas é uma só: para evitar atritos com aqueles que amamos. Continue Lendo →

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Pelo direito de ser diferente

A questão do amor e da liberdade esbarra com mais um curioso obstáculo, que são os condicionamentos culturais. Tenho sido bastante claro no sentido de afirmar que não acredito tanto nas pressões externas quanto a maior parte das pessoas, que falam da sociedade e suas imposições como se fosse uma espécie de bicho-papão de nossa infância. Porém existem vários hábitos criados pelos agrupamentos humanos, aos quais nos familiarizamos desde pequenos, que se transmitem por gerações ao longo dos séculos e aos quais parece que temos de nos ajustar sem reflexão ou contestações. É como se fosse inexorável tal caminho. Numa cultura como a nossa, o traço mais característico desses hábitos — especialmente aqueles ligados à vida amorosa — é sua tendência homogeneizadora; isto é, todo mundo tem de viver da mesma maneira, cumprindo o mesmo tipo de ritual. Continue Lendo →

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Quando falar é agredir

Há opiniões discrepantes em relação às pessoas que são muito cuidadosas e delicadas quando expressam seu ponto de vista, especialmente sobre temas polêmicos. Alguns as julgam falsas e hipócritas, pois escolhem as palavras com o intuito de agradar o interlocutor. Resultado: desconfia-se de sua sinceridade.

Outros, porém, pensam de forma diferente. Acham que são espíritos mais atentos, preocupados em não ser invasivos e grosseiros. Tomam cuidado, sim, porque não gostariam, em hipótese alguma, de magoar a pessoa com a qual estão conversando. Continue Lendo →

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Respeite a si mesmo e ganhe autoestima

Só existe autoestima quando uma pessoa vive de acordo com suas ideias, sem ofender o código de valores que ela construiu ao longo da vida. Uma pessoa para quem a honestidade é fundamental poderá ficar rica se aceitar suborno, mas sua autoestima cairá, inevitavelmente. Não é possível alguém gostar de si mesmo, ter um bom juízo de si, se estiver agindo em desacordo com seus princípios. Continue Lendo →

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Respeite o meu direito de não querer te ouvir ou ver

O fato de alguém querer muito a nossa atenção não nos obriga a aceitar sua aproximação. Ao insistir em seu objetivo, mesmo que nos ame, ela estará sendo prepotente e egoísta.

Um senhor me acusou de desrespeitoso e mal-educado. Motivo? Não quis falar com ele ao telefone. Não o conheço, sabia que ele queria fazer críticas — “construtivas” — ao meu trabalho. Não me interessei em saber quais eram.

Uma colega me conta que sua mãe lhe diz: “Sua amiga de infância esteve aqui e está louca para revê-la. Quando posso marcar o encontro?” Minha colega não tem interesse em saber como está essa pessoa, nem deseja reencontrá-la. Continue Lendo →

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When Words Are an Act of Aggression

There are differing opinions about people who express their point of view in a careful and gentle manner, especially when the subject is controversial. Some will say these people are fakes and hypocrites, because they choose their words to please other people; as a result, their honesty is doubted.

Others, however, don’t agree with this assessment. They believe that these people are just more attentive and shy away from intrusiveness and asperity. Yes, they are careful with their choice of words, because they wouldn’t ever want to hurt other people. Continue Lendo →

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A Truly Strong Person

We often hear that strong-willed people, who react forcefully when displeased, are strong. However, strong-willed people are only calm and peaceful when everything goes according to their wishes. At any other time, they react explosively and their outbursts can be scary; maybe those who are afraid of them are the ones responsible for calling out-of-control people strong, because they always submit to their will. Headstrong people are considered strong mainly because they impose their will on others, usually through fear of their anger and their ability to create drama. Continue Lendo →

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Respect My Right to Not Want to Interact with You

Just because someone wants our attention, it doesn’t mean we have to give it to them. It’s an arrogant and selfish attitude to insist on an unwanted interaction, even when coming from a place of love.

A man said I was disrespectful and rude. Why did he say such a thing? Because I didn’t want to talk to him over the phone. I don’t know him; all I knew was that he wanted to make “constructive” criticism of my work, but I couldn’t care less about it.

A colleague tells me that her mother said: “Your childhood friend came over and she can’t wait to see you! When can we schedule a meeting?” My colleague has no interest in knowing how this person is, or in meeting her again. Continue Lendo →

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Respect Yourself and Build up Your Self-Esteem

Only people who live in accordance to their own ideals, and don’t break the moral code they built for their lives can have self-esteem; if honesty is an essential virtue to a person, while they might become rich if they accept a bribe, their self-esteem will plummet. A person can’t have a good opinion, nor like themselves, if they act against their own principles. Naturally, just as different social groups have different sets of values, so do people. Continue Lendo →

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Amor é Amor e Sexo é Sexo

Aprendemos que sexo e amor são componentes de um mesmo instinto. Não penso assim. O amor corresponde à agradável sensação de aconchego que sentimos quando próximos de uma criatura especial. É exatamente o que sente a criança no colo da mãe, nosso primeiro objeto do amor: a dor derivada da sensação de desamparo e de incompletude que todos sentimos desde o momento do nascimento se atenua nestes momentos de reencontro. Isto nos dá prazer. O amor adulto é idêntico ao infantil. Amor é paz e harmonia ao lado de uma criatura muito especial e única. Não existe, pois, amor por si mesmo. Continue Lendo →

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Love is love, sex is sex

We are told that sex and love are part of the same instinct; I disagree. Love is a pleasant sensation of comfort we feel when we’re close to a special person. It’s what a child feels on their mother’s lap, everyone’s first object of love. The pain that comes from the vulnerability and incompleteness we all feel from the moment we are born decreases during these moments, giving in to pleasure. Love is exactly the same in childhood and adulthood. Love is peace and harmony next to a very special and unique person. There’s no such thing, therefore, as loving oneself. Continue Lendo →

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For the Right to Be Different

Love and freedom encounter another peculiar barrier, which is cultural conditioning. For the record, I’ve been very clear in stating that I don’t believe that external pressure is as strong as most people do; they speak of society and its impositions as if it were a boogeyman straight out of our childhood. Nevertheless, human groups create habits that are transmitted from generation to generation, throughout the centuries, and people become used to them from childhood; it just seems they have to adjust, without thought or dissension, as if these mores were inescapable. In cultures such as ours, the strongest characteristic of these social habits, especially when it comes to romantic relationships, is the tendency to homogenize—everyone is expected to live in the very same way and follow the very same rituals. Continue Lendo →

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É possível ser feliz sendo pobre?

4 de outubro de 2016 por Flávio Gikovate | 0 comentários

É uma questão extremamente relevante porque trata das relações existentes entre dinheiro e felicidade.

Vivemos em uma sociedade que teoricamente vende a ideia de que a felicidade tem a ver com o luxo, o consumismo e as coisas materiais, mas a harmonia interior, os bons amigos, o bom convívio afetivo e social, as atividades físicas e intelectuais não dependem do dinheiro.

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