Dr. Flávio Gikovate

Sexo e Gênero

Toda a história começou em 1949, quando Simone de Beauvoir publicou “O Segundo Sexo”, onde ela diz que “não se nasce mulher; torna-se mulher”. Em outras palavras, a biologia não define tudo o que significa “ser mulher”; existem, pois, o sexo masculino e o feminino, derivados de uma anatomia e fisiologia específicas; existem também os gêneros masculino e feminino, espécies de produção cultural que se faz em torno de cada sexo. Assim, do ponto de vista da tradição, os homens têm que ser mais agressivos, gostar de esportes mais agressivos e competitivos, não devem chorar… as mulheres devem ser mais delicadas, acolhedoras, tolerantes, dedicadas aos filhos… A cada gênero corresponde um determinado tipo de vestuário, corte de cabelo, determinado tipo de gestos e trejeitos. Continue Lendo →

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Sex and Gender

The conversation started in 1949, when Simone de Beauvoir published “The Second Sex,” in which she writes: “women aren’t born, but made.” In other words what it means to “be a woman” is not solely defined by biology. So, not only there are male and female sexes, as determined by anatomy and physiology, but also masculine and feminine genders, which are a social construct. From the standpoint of traditional thought, men are supposed to be more aggressive, enjoy more vigorous and competitive sports, and are not allowed to cry. Women should be delicate, accepting, tolerant and devoted to their children. To each gender, a specific wardrobe, haircuts, gestures and expressions are assigned. Continue Lendo →

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Maldade

Talvez uma boa definição de maldade seja a prática de um ato em que outra pessoa é prejudicada de forma consciente. Ou seja, aquele que pratica a maldade sabe das consequências danosas do seu ato, sabe que se trata do uma ação indevida e a pratica assim mesmo. A maldade se distingue das reações agressivas a que todos nós estamos sujeitos tanto no papel ativo como passivo: quando alguém é agredido existe uma tendência natural para reagir a ela de uma forma ou de outra. A ação agressiva pode ou não ser intencional e não é raro que a reação venha a corresponder a um ato maldoso; porém, houve uma agressão que a antecedeu.

Um exemplo peculiar de reação agressiva é a inveja, não raramente maldosa: uma pessoa se compara com outra, sente-se por baixo e isso provoca uma sensação de humilhação que é vivenciada como agressão; reage a essa suposta agressão de forma sutil e desleal, tentando rebaixar ou diminuir aquele que despertou a inveja. Esse tipo de maldade pode vir a ser praticada por qualquer um de nós. Continue Lendo →

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Cruelty

Cruelty is possibly best defined as an action that will deliberately bring harm others. The perpetrator is aware that what they are doing is wrong and that it will cause pain, yet they do it anyway. Aggressive reactions are not necessarily cruel: we all can, at some point, either have or suffer from one, as it is a natural human reaction, a response to a perceived attack. These aggressions may be intentional, or not, and sometimes are cruel, but these actions are mainly backlash.

Envy often generates an aggressive reaction. When people compare themselves to others and find themselves wanting, they feel inferior and, consequently, humiliated. This humiliation is perceived as a personal attack, and the envious person reacts in subtle, disloyal ways, attempting to take down the person who made them feel that way. Any of us can be a perpetrator or a victim of this kind of behavior. Continue Lendo →

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Jovens Violentos

Os jovens têm falado muito em dinheiro e em pessoas famosas. As moças gostam de sair com os rapazes mais populares, o que tem significado muito variado e pode inclusive querer dizer que tais moços são mais competentes para atividades ilícitas. São frequentes as notícias sobre violências cometidas por jovens de boa condição econômica – e não raramente contra seus próprios pais ou parentes próximos. Na maioria dos casos, o que está em jogo é o dinheiro: eles sempre exigem mais, enquanto seus pais decidem regular a quantia a eles destinada. Sentem-se indignados, como se estivessem sendo roubados! Reagem com agressividade a essa impressão que, claro, não corresponde à realidade. Continue Lendo →

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Young and Violent

These days, young people talk a lot about money and famous people. Girls want to go out with the popular boys; popularity can have several different meanings, and in some cases, even that they’re good at illicit activities. Again and again, we see in the news violent crimes that were committed by affluent young people, frequently against their parents or close relatives. More often than not, it’s about money, because their parents finally decided to cut them off; these kids feel cheated out of something they believe belongs to them – even if it doesn’t – and their reactions can be vicious. Continue Lendo →

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Sobre estar sozinho…

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar. Continue Lendo →

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On Being Alone…

This new millennium hasn’t just brought technological advances; romantic relationships have also gone through a deep transformation, and revolutionized the concept of love. What people want these days is a relationship that fits into our times, in which there is individuality, respect, joy and pleasure in each other’s company. People in relationships no longer depend on one another for their well-being. Continue Lendo →

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Respeite a si mesmo e ganhe autoestima

Só existe autoestima quando uma pessoa vive de acordo com suas ideias, sem ofender o código de valores que ela construiu ao longo da vida. Uma pessoa para quem a honestidade é fundamental poderá ficar rica se aceitar suborno, mas sua autoestima cairá, inevitavelmente. Não é possível alguém gostar de si mesmo, ter um bom juízo de si, se estiver agindo em desacordo com seus princípios. Continue Lendo →

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Respect Yourself and Build up Your Self-Esteem

Only people who live in accordance to their own ideals, and don’t break the moral code they built for their lives can have self-esteem; if honesty is an essential virtue to a person, while they might become rich if they accept a bribe, their self-esteem will plummet. A person can’t have a good opinion, nor like themselves, if they act against their own principles. Naturally, just as different social groups have different sets of values, so do people. Continue Lendo →

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Como aceitar as diferenças

Tenho tentado mostrar como nosso relacionamento com as outras pessoas é, na realidade, uma espécie de monólogo no qual esperamos encontrar no outro um espelho de nós mesmos.

Isso só ocorre porque somos inseguros e toleramos mal as diferenças de opinião – que nos deixam em dúvida sobre nossas próprias posições – e nos lembram a condição de solidão, da qual tentamos fugir o tempo todo. Continue Lendo →

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Educar é preparar para a vida

Um dos filmes mais bonitos e comoventes dos últimos anos, Cinema Paradiso, que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Foi um grande sucesso de bilheteria em muitos países e também no nosso. Quase todas as pessoas que conheço choraram em algumas partes do filme. A cena que provocou lágrimas no maior número de espectadores é aquela na qual o velho, que é o pai espiritual e sentimental do rapaz, que lhe ensinou quase tudo o que sabia da vida até então, diz a ele que se prepare para partir do vilarejo rumo à cidade grande: “Vá e não olhe para trás; não volte nem mesmo se eu te chamar”. O pai manda embora o filho adorado e “ordena” a ele que vá em busca do seu caminho, do seu destino, dos seus ideais. Continue Lendo →

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Não sabemos lidar com divergências

Uma das contradições mais graves que carregamos é esta: gostamos de ser únicos e originais, mas esperamos que todos pensem como nós e até que sintam o que sentimos. Nossa imagem de liberais e democratas vai por água abaixo assim que enfrentamos uma opinião divergente sobre os temas mais banais – um filme que amamos ou uma música que detestamos. De futebol à religião, expressamos essa intolerância: queremos que as pessoas não só creiam no mesmo deus, mas que o concebam da mesma forma.

Do ângulo da razão, desconfiamos dos que se mostram diferentes, de todos aqueles com quem não nos identificamos e das coisas que não compreendemos. Do ponto de vista emocional, não toleramos as diferenças porque nos fazem sentir sozinhos, desamparados. Uma simples divergência sobre um assunto irrelevante pode causar a separação de duas pessoas, especialmente se elas acreditam sinceramente nos seus pontos de vista e têm a convicção de que estão certas. Continue Lendo →

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O erro de educar ensinando amor incondicional

É fácil compreender as razões pelas quais quase todos nós nos perdemos como educadores. As descobertas da psicanálise acerca da importância dos primeiros anos de vida nos deixaram com muito medo de provocar traumas irreparáveis em nossos filhos. Preferimos, então, errar por falta de rigor do que por excesso de rigor. Para não “traumatizarmos” as crianças, passamos a temer até mesmo decepcioná-las e frustrá-las, coisa que elas percebem como fraqueza e tratam de abusar de nossa insegurança. Continue Lendo →

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O Que é se Colocar no Lugar do Outro?

Uma das operações psíquicas mais sofisticadas que aprendemos, lá pelos 7 anos, é esta, de tentarmos sair de nós mesmos para imaginar como se sentem as outras pessoas. De repente podemos olhar para a rua num dia de chuva e imaginar – o que, de certa forma, significa sentir – o frio que um outro menino pode passar por estar mal agasalhado.

Nossa capacidade de imaginar o que se passa é como uma faca de dois gumes. Continue Lendo →

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Quando falar é agredir

Há opiniões discrepantes em relação às pessoas que são muito cuidadosas e delicadas quando expressam seu ponto de vista, especialmente sobre temas polêmicos. Alguns as julgam falsas e hipócritas, pois escolhem as palavras com o intuito de agradar o interlocutor. Resultado: desconfia-se de sua sinceridade.

Outros, porém, pensam de forma diferente. Acham que são espíritos mais atentos, preocupados em não ser invasivos e grosseiros. Tomam cuidado, sim, porque não gostariam, em hipótese alguma, de magoar a pessoa com a qual estão conversando. Continue Lendo →

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Quando os parentes invadem nossa intimidade

- “Família é pra essas coisas” é um tema perigoso, pois permite que nossa privacidade seja devassada, criando situações embaraçosas e impedindo uma relação mais sadia e madura.

Somos educados para distinguir muito claramente os parentes dos amigos e das pessoas em geral. Desde crianças, aprendemos que a família é composta por criaturas sui generis que terão conosco um nível de relacionamento especial, governado por um código próprio, diferente daquele que empregamos no trato com estranhos. Com esses últimos, temos um relacionamento cordial e mais formal, respeitoso e que pressupõe reciprocidade nas atitudes. Por isso, nos ofendemos rapidamente quando somos invadidos em nossa privacidade. Continue Lendo →

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Respeite o meu direito de não querer te ouvir ou ver

O fato de alguém querer muito a nossa atenção não nos obriga a aceitar sua aproximação. Ao insistir em seu objetivo, mesmo que nos ame, ela estará sendo prepotente e egoísta.

Um senhor me acusou de desrespeitoso e mal-educado. Motivo? Não quis falar com ele ao telefone. Não o conheço, sabia que ele queria fazer críticas — “construtivas” — ao meu trabalho. Não me interessei em saber quais eram.

Uma colega me conta que sua mãe lhe diz: “Sua amiga de infância esteve aqui e está louca para revê-la. Quando posso marcar o encontro?” Minha colega não tem interesse em saber como está essa pessoa, nem deseja reencontrá-la.

Uma filha atende o telefone e diz ao pai: “Fulano quer falar com você”. O pai responde: “Diga que não estou”. “Mas ele diz que quer muito falar com você.” O pai: “Sim, mas eu não quero falar com ele!”

Afinal de contas, quem está com a razão? Aquele que se sente ofendido por não ser ouvido ou recebido? Ou quem se acha com o direito de só receber as pessoas que lhe interessam? Continue Lendo →

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Ter ou Não Ter Filhos?

É incrível, mas até hoje os casais que decidem não ter filhos são olhados com desconfiança, como se estivessem traindo a sociedade e a espécie humana. O argumento que sustenta as críticas – e atinge principalmente a mulher – é o da necessidade de satisfação do instinto materno: “só mesmo uma mulher muito desalmada não tenderia a exercer seus impulsos naturais.” Assim se manifestam as pessoas que seguem os passos de nossos ancestrais, sem nunca refletir sobre o modo como devemos conduzir nossas vidas. Continue Lendo →

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Uma Pessoa Verdadeiramente Forte

A gente costuma ouvir que uma pessoa é forte, que tem gênio forte, quando ela reage com grande violência em situações que a desagradam. Ou seja, a pessoa de temperamento forte só está bem e calma quando tudo acontece exatamente de acordo com a vontade dela. Nos outros casos, sua reação é explosiva e o estouro costuma provocar o medo nas pessoas que a cercam. Talvez essas pessoas sejam responsáveis por chamar o estourado de forte, porque acabam se submetendo à vontade dele. Ele é forte porque consegue impor sua vontade, quase sempre por conta do medo que as pessoas têm do seu descontrole agressivo e de sua capacidade para fazer escândalo. Continue Lendo →

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Individualismo não é Egoísmo

Individualismo é uma palavra que provoca polêmicas e mal-entendidos.

Penso que, quando isso acontece, é porque o termo está sendo usado com múltiplos significados, o que desencadeará emoções diferentes de acordo com o modo como cada um o entenda.

Individualismo é palavra que determina juízo negativo quando é usada como sinônimo de egoísmo. Continue Lendo →

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Vaidade, Importância e Utilidade

A reflexão sobre a interferência da vaidade no modo como avaliamos as pessoas e as funções que elas exercem na sociedade merece especial consideração.

No nosso ambiente cultural, as pessoas consideradas importantes são as que conseguem se destacar, chamar a atenção sobre si. O destaque, sabemos, é gerador de um prazer erótico muito valorizado e não são poucas as pessoas que consideram este tipo de conquista como a grande fonte de felicidade. É importante ressaltar que, se isso for verdade, a grande maioria da humanidade está condenada à infelicidade eterna, a arder de inveja e a buscar meios moralmente pouco legítimos para alcançar algum tipo de notoriedade.

O destaque tem muito pouco a ver com a efetiva utilidade daquela dada pessoa na vida em sociedade. Continue Lendo →

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Palestra Sexualidade Sem Fronteiras

8 de agosto de 2013 por Flávio Gikovate | 1 Comentário

Embora no século XX o surgimento da psicanálise e a revolução sexual tenham contribuído para aumentar as discussões em torno da sexualidade, poucos avanços ocorreram de fato nesse campo da existência humana.

Preocupados com o desempenho; o número de relações sexuais por semana; a quantidade de orgasmos; a competência; a exuberância; homens e mulheres se perderam.

Regras, dicas e normas se acumulam sem que percebamos que liberdade e obrigação definitivamente não combinam quando o assunto é sexo.

No livro Sexualidade sem fronteiras, lançamento da MG Editores, Flávio Gikovate propõe um novo paradigma no que se refere à sexualidade.

O primeiro passo é entender que o caráter lúdico do erotismo desvincula o sexo do compromisso social. É o clima lúdico que deve prevalecer nas relações sexuais.

Cada um de nós deve escolher e vivenciar os tipos de carícia — consentida — que mais lhe agradarem; cada um de nós deve ser livre para (re)direcionar nossos interesses eróticos da forma como bem nos aprouver.

Só assim os rótulos se tornarão descabidos e desnecessários, e em vez de falarmos em hétero, homo, bissexualidade etc. falaremos em sexualidade — e sem fronteiras.

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Ser, Ter, Parecer, Aparecer

Em 1976, Erich Fromm publicou um livro cujo título, “Ter ou Ser”, indicava que estava em curso uma mudança fundamental. As alterações nos valores culturais acompanham, em geral com certo atraso, as que acontecem no plano dos avanços da tecnologia – especialmente quando eles estão diretamente ligados ao cotidiano da maioria dos cidadãos. Nosso “habitat” vem mudando drasticamente principalmente a partir da II Grande Guerra. Nós, humanos, interferimos continuadamente sobre o ambiente que nos cerca; depois temos que nos adaptar às mudanças que nós mesmos provocamos. Por vezes, levamos um susto com o que nos acontece, como se não fôssemos nós os causadores de tudo! Continue Lendo →

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O consumismo da elite é desespero – Revista Época Negócios

“O consumismo da elite é desespero”

O psiquiatra Flávio Gikovate fala sobre as angústias da elite que frequenta seu consultório e o estresse do mundo moderno


9 mil pacientes atendidos, 1 milhão de livros vendidos e programa na cbn (Foto: João Mantovani)

Flávio Gikovate não tem um divã. Quando um paciente chega ao consultório dele, num dos endereços mais caros de São Paulo (a Rua Estados Unidos, nos Jardins), encontra primeiro uma fachada de cimento queimado com portas altas de correr. Depois, pode tomar café na recepção térrea, entre um jardim interno envidraçado e telas coloridas de Claudio Tozzi. Na hora da consulta, sobe por uma escada sem paredes laterais até a sala do psiquiatra e se senta: ou num sofá, ou numa poltrona bem confortável de couro preto. Mas divã, como no nome de seu programa semanal na rádio CBN (No Divã do Gikovate), não tem. “Sempre trabalhei assim, prefiro olho no olho”, diz. Talvez seja o olho no olho, talvez seja o método da “psicoterapia breve” e a promessa de alta em seis meses – que faz com que ele atenda 200 pacientes por ano. Fato é que Gikovate se tornou o confidente de alguns dos empresários e executivos mais bem-sucedidos do país. Nesta conversa, ele fala sobre a gastança dos brasileiros ricos, a cabeça do bom líder e outros temas atuais, mas de um ponto de vista diferente. Ou você já tinha ouvido que a culpa do consumismo é da pílula anticoncepcional?

Dinheiro anda comprando mais felicidade ou infelicidade?
Esses dias Continue Lendo →

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A Inveja nas Relações Íntimas

Ninguém gosta muito de pensar que possa sentir inveja, muito menos de alguém que lhe seja bem próximo. Porém, a realidade nos ensina exatamente o inverso: o sentimento ocorre mais frequentemente entre os que têm convívio íntimo.

A inveja deriva da nossa tendência a nos compararmos: nos sentimos diminuídos, humilhados, quando alguém tem algo a mais que nós. Ela costuma ser mais intensa quando consideramos que o outro não deveria ter mais, pois é da mesma faixa etária, da mesma origem social… Continue Lendo →

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Solidão também é bom

O pavor da solidão é algo presente em muitos de nós por razões que nem sempre são muito consistentes. Em primeiro lugar, ela costuma estar associada à dor que sentimos nos primeiros tempos depois de uma separação amorosa. É claro que nos habituamos ao aconchego que deriva de uma união, mesmo que problemática.

A dor derivada da ruptura não corresponde à solidão e sim a uma tristeza que deriva da transição de uma condição para a outra. A solidão corresponde ao estágio posterior, ou seja, ao modo como vivemos depois de ultrapassar Continue Lendo →

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Muitos homens têm medo de mulheres fortes

A grande maioria dos homens só se sente confortável ao lado de uma mulher que eles consideram mais fracas – ou menos – do que eles. Os critérios para esta avaliação são subjetivos e dependem da hierarquia de cada um.

A maioria gosta de ter controle financeiro sobre as suas mulheres, condição na qual sentem menos medo de serem abandonados. Muitos gostam de se sentir mais inteligentes, mais preparados e cultos, afora, é claro, a superioridade física. Continue Lendo →

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Como definir maturidade emocional?

Penso que a maturidade emocional se caracteriza pelo atingimento de um estado evolutivo no qual nos tornamos mais competentes para lidar com as dificuldades da vida e por isso mesmo com maior disponibilidade para usufruir de seus aspectos lúdicos e agradáveis.

Talvez a principal característica da pessoa madura esteja relacionada com o desenvolvimento de uma boa tolerância às inevitáveis frustrações e contrariedades a que todos nós estamos sujeitos. Tolerar bem frustrações não significa não sofrer com elas e muito menos não tratar de evitá-las. A boa tolerância às dores da vida implica certa docilidade, capacidade de absorver os golpes e mais ou menos rapidamente se livrar da tristeza ou ressentimento que possa ter sido causado por aquilo que nos contrariou. Continue Lendo →

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Mudar é Difícil

Muitas pessoas dizem querer mudar, mas é só da boca para fora. Algumas se satisfazem em pensar e falar que “todo o mundo tem defeitos; eu também tenho os meus” como se isso as desobrigassem de batalhar para deixar de tê-los. A verdade é que as mudanças exigem grande determinação e disciplina, além de que o usual é que a pessoa tenha que passar por um período de privações ou de algum tipo de sofrimento e renúncia.

Os que desenvolveram certas fobias, medos irracionais que os impedem de andar em elevadores, aviões, transitar por estradas lotadas sem saídas colaterais, ir a eventos públicos onde há muita gente etc. certamente desejam se livrar delas. O entendimento das razões que os levaram a desenvolver esses medos não será suficiente para que se livrem deles: terão que enfrentá-los! Terão que passar pela difícil experiência de vivenciá-los, condição em que serão capazes de perceber que suas forças são maiores que os medos. Isso aumenta muito a autoestima daqueles que aceitam se submeter a esse sofrimento, de modo que costumam ocorrer vários outros avanços e benefícios pessoais derivados da vivência bem sucedida. Continue Lendo →

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Why Are Bad Boys so Attractive?

Bad boys, those daring womanizers who easily proclaim their love and promise the moon, tend to be very sexually attractive to women, much more so than reticent, polite and subtle men. The latter are jealous of these seductive men because they are unable to act with the same persistence and disregard for truth, which seems to be a philanderer’s main approach. Continue Lendo →

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Good Men Are More Afraid of Love

The main reason why good people (people who are more generous, genuine, laid-back and unable to say NO to others) are more afraid of falling in love than takers (people more prone to selfishness, less genuine, unable to handle frustration, aggressive and solely devoted to their self-interest) is that the former are capable of truly loving, while the latter just really enjoy being loved. The fear of diving headfirst into this feeling is larger for those who are more fascinated and attracted to it. It is the fear, among others, of “diluting” ourselves into another person and losing our identity. Continue Lendo →

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Does Everyone Have a Good Side?

Upon deeper reflection on some popular adages, we often realize some of them just do not hold up and seem to exist solely to lead us to error; one of them is in the title. I have always been outraged by the concept that, deep down, aggressive and cruel people have a “heart of gold,” one that is rarely seen. I think that what happens deep down in these people is very important, but their day-to-day behavior matters even more. Continue Lendo →

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Individualism is not Selfishness

Individualism is a word that can generate controversy and misunderstandings.

When it happens, I believe it is because the word has several meanings and evokes different emotions for different people, according to their understanding of it.

Individualism has a negative connotation when used as a synonym for selfishness and also when it’s used to describe a person who is unable to commit to a romantic relationship or to relate to other people in society. Continue Lendo →

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O machismo é o maior inimigo do homem

A tese da superioridade masculina esteve em vigor ao longo dos séculos e só passou a enfrentar resistência feroz e crescente a partir do século XX.

Além de fisicamente mais fortes, os homens sempre se acharam mais inteligentes, criativos e portadores de maior bom senso. Isso lhes dava o direito de mando sobre toda a família. Continue Lendo →

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Trust in Each Other is Essential to a Mature Relationship

Love implies dependence, being vulnerable. So, loving someone we don’t trust is being reckless with ourselves.

Very few couples live well together and have a relationship conducive to emotional and intellectual growth. But exactly because some couples do live happily together, we should do our best to be a part of this exclusive club. Continue Lendo →

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Our Qualities Attract Hostility

We grow and form our personal convictions based, mostly, on what we hear from our parents and teachers. Because of them, we are led to believe that if we are decent, kind, steadfast and hardworking, other people will like and accept us.

One of the most unpleasant surprises we get as teenagers is when we learn that these qualities actually attract hostility more often than love. It does, however, seem logical that being virtuous will make people love us, so most of us work hard to get there. Continue Lendo →

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O que caracteriza a paixão?

26 de fevereiro de 2015 por Flávio Gikovate | 0 comentários

Deve haver um certo rigor no uso da palavra paixão, que não está relacionada ao erotismo, mas ao romantismo.

A paixão é um sentimento amoroso forte e intenso, mas que também causa medo, o responsável pela ansiedade.

“O coração não bate por amor, bate por medo…”

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Just How Important is Compatibility in a Relationship?

Compatibilities in temperament, character, taste and interests in a relationship are a very relevant issue these days, but it was not always so. About a century ago, Freud, in “On Narcissism – An Introduction,” claimed that the ideal was a complementary couple, in which each had qualities the other lacked; this would make the couple stronger and give them better conditions to face life’s adversities. These days, we talk about soul mates; before, we used to say, “Opposites attract.” Why did we rethink these concepts? Continue Lendo →

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What Is Emotional Maturity?

I believe a person is emotionally mature when they reach a point in which they are better at handling life’s troubles and, therefore, have more time to enjoy its pleasant and recreational aspects.

Perhaps the main trait of a mature person is their tolerance to the inevitable frustrations and setbacks that happen to us all. Tolerating frustration well does not mean it doesn’t cause suffering, or even not doing our best to avoid it. A high tolerance to life’s pain requires docility; an ability to absorb blows as quickly as possible, to be free of sadness or resentment over the event. Continue Lendo →

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The discourse of romantic separation

One of the most common feelings after a breakup is of curiosity about the other’s fate. Even the one who actually initiated the breakup will do all they can to know how their ex-partner is faring. Seldom does this interest come from genuine empathy, though. More often than not, it comes from an ambivalence that reminds me of a seesaw. On the one hand, seeing someone so close to us suffer makes us sad; on the other, it’s good for our vanity. Continue Lendo →

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A Few Predictions for 2030

Making predictions is always difficult and risky; after all, unexpected technological advances can alter our world and we, interactive creatures that we are, will adapt to it. However, I feel like most of the advances that affected our quality of life already happened in the past 25 years. Of course, there have been improvements in technology; we can now easily access the Internet from our cell phones, for instance and we might yet see other developments; but the main changes have already happened. Continue Lendo →

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Algumas previsões para 2030

Fazer previsões é sempre difícil e perigoso; isso porque avanços tecnológicos inesperados podem alterar nosso habitat e nós, seres interativos, teremos que nos adaptar a isso. Porém, minha impressão é a de que os maiores avanços qualitativos foram feitos ao longo dos últimos 25 anos; de lá para cá temos visto aprimoramentos, facilitação do uso da internet em celulares e talvez ainda vejamos alguns outros. Continue Lendo →

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Para melhor conhecer as pessoas

A primeira condição para conseguirmos conhecer melhor as pessoas diz respeito a tratarmos de evitar o erro usual de buscarmos avaliá-las tomando por base a nós mesmos. Ou seja, um erro grave é o de pensar assim: “eu no lugar dela faria isso ou aquilo”; a verdade é que eu não sou ela e a forma de ser e de pensar não acompanha obrigatoriamente a nossa. Temos de nos afastar da nossa maneira de pensar e tentar, com objetividade, entender como funciona o psiquismo de quem queremos conhecer. Continue Lendo →

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How to Understand People Better

To understand how people truly are, you first must avoid the mistake of assessing them taking ourselves as a frame of reference. It’s a huge mistake to think, “In her place, I’d act in this way or that.” The truth is, you’re not her and the way each of you are and think are not necessarily the same. We have to keep away from this course of thought and be objective when trying to understand someone else’s psyche. Continue Lendo →

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When Words Are an Act of Aggression

There are differing opinions about people who express their point of view in a careful and gentle manner, especially when the subject is controversial. Some will say these people are fakes and hypocrites, because they choose their words to please other people; as a result, their honesty is doubted.

Others, however, don’t agree with this assessment. They believe that these people are just more attentive and shy away from intrusiveness and asperity. Yes, they are careful with their choice of words, because they wouldn’t ever want to hurt other people. Continue Lendo →

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A Truly Strong Person

We often hear that strong-willed people, who react forcefully when displeased, are strong. However, strong-willed people are only calm and peaceful when everything goes according to their wishes. At any other time, they react explosively and their outbursts can be scary; maybe those who are afraid of them are the ones responsible for calling out-of-control people strong, because they always submit to their will. Headstrong people are considered strong mainly because they impose their will on others, usually through fear of their anger and their ability to create drama. Continue Lendo →

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The Mistake of Raising a Child on Unconditional Love

It’s easy to understand why almost all of us lose our way when raising our children. The psychoanalytic discoveries regarding the importance of children’s development in their early years made us afraid to cause irreparable trauma to our children. So we choose to err on the side of excessive lenience. We even fear that disappointing and frustrating our children might “traumatize” them; children, however, see this behavior as weakness and take advantage of our insecurities. Continue Lendo →

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When Relatives Have No Boundaries

“That’s what family is for” is a dangerous saying, because it opens the door to invasion of privacy and awkwardness, all while preventing us from building healthier and more mature relationships.

We’re taught, from childhood, that our relatives are unlike other people; we learn, early on, that our family members are unique and our relationship with them is special, following rules that do not apply to outsiders. Continue Lendo →

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Solitude is Good, Too

Many of us fear being alone, for reasons that can be somewhat inconsistent. This fear is sometimes associated with the pain we feel right after a breakup and, of course, losing the comfort that comes from a relationship, even a problematic one, is difficult. However, the hurt caused by a breakup does not come from loneliness, but from the transition between one situation to another. Loneliness comes later, after we go through that first turmoil that can sometimes be very painful and is typical of a transition that, initially, seems to lead to a worse place. Continue Lendo →

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What Is Friendship?

Friendship is a strong emotional bond between two people, which happens for reasons that are not always present in romantic attachments. When two people enjoy how the other acts, laughs and thinks, they connect fairly fast; in this regard, friendship is similar to love.

The intellectual compatibilities that are quickly noticed when people grow closer are the foundation of friendship, which might be the most adult emotional connection one can have. Sadly, this element can’t be found in most so-called romantic relationships. Continue Lendo →

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Como definir a amizade?

A amizade corresponde a um elo sentimental forte e que surge entre duas pessoas, ao que parece, em função de alguns dos ingredientes que nem sempre estão presentes no processo do encantamento sentimental. A simpatia costuma acontecer mais ou menos rapidamente, um achando graça no modo de ser, de falar, de rir e de pensar do outro e isso é parecido com o que acontece no amor.

As afinidades intelectuais surgem mais ou menos rapidamente à medida que o relacionamento se aprofunda e é a principal causa dessa intimidade crescente que caracteriza esse que talvez seja o encontro sentimental mais maduro e mais distante dos elos sentimentais infantis. Pena não estar presente na maioria das relações ditas amorosas. Continue Lendo →

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Is Everyone Supposed to Have Children?

Even these days, as hard to believe as it may be, couples who choose not to have children are still regarded with suspicion, as if they were betraying society and the human species. The criticism is very much directed at women, based on the need to satisfy their maternal instinct. “Only a heartless woman doesn’t listen to her natural instincts,” say the people who follow the rules set by our ancestors, without once questioning if this is how everyone should live their lives. Continue Lendo →

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Envy in Intimate Relationships

Nobody likes to admit they feel envy, much less of someone who is close to them. However, it’s actually most common precisely between people who know each other well.

Envy comes from our habit of comparing ourselves to others; we feel diminished when they have more than we do. The feeling will be even more intense if we are comparing ourselves to peers in age or social standing. Continue Lendo →

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Vanity, Significance and Usefulness

We need to take a look at how vanity interferes with the way we evaluate people and their importance. In our current cultural environment, people who stand out are considered important. Attracting attention, as we know, brings a much-wanted form of erotic pleasure, and many people find it a source of great bliss, although it condemns them, in truth, to unhappiness, the burn of envy and the endless search of notoriety through any possible means. But the fact is that a person’s true social significance is completely unrelated to the level of attention they attract. Continue Lendo →

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Respect My Right to Not Want to Interact with You

Just because someone wants our attention, it doesn’t mean we have to give it to them. It’s an arrogant and selfish attitude to insist on an unwanted interaction, even when coming from a place of love.

A man said I was disrespectful and rude. Why did he say such a thing? Because I didn’t want to talk to him over the phone. I don’t know him; all I knew was that he wanted to make “constructive” criticism of my work, but I couldn’t care less about it.

A colleague tells me that her mother said: “Your childhood friend came over and she can’t wait to see you! When can we schedule a meeting?” My colleague has no interest in knowing how this person is, or in meeting her again.

A daughter answers the phone and tells her father, “So-and-so wants to talk to you.” The father answers, “tell him I’m not here.” “But he really wants to talk to you.” The father says, “yes, but I don’t want to talk to him!”

So, who’s right? Is it the person who is offended because they didn’t get the attention they wanted, or is it the one who believes they’re entitled to choose whom they want to meet or listen? Continue Lendo →

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What Does It Mean to Be Good in Bed?

There seems to be a current belief that human sexuality is a subject that has already been fully understood and settled, to such an extent that there are almost no more books being written about it and very few sexologists left. I don’t believe that’s the case. We live in a time strongly influenced by the porn industry, which makes us see sex as a form of strenuous exercise. These movies and scenes, widely available on the internet, have brought back some old concerns and ideas that were supposedly outdated – men worry, once more, about the size of their penis, while women feel they must all have vaginal orgasms to really enjoy sex and to be “good in bed”. Surely, these elements bring interest to a film, but they’re not particularly useful concepts for real life. Continue Lendo →

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O que é ser “bom de cama”?

Muita gente acha que a questão da sexualidade está equacionada e “resolvida”. Tanto isso é verdade que os livros sobre o assunto escassearam e os sexólogos praticamente desapareceram. Não compartilho desse ponto de vista. Acho que temos vivido uma época fortemente influenciada pela indústria pornográfica; isso nos leva a pensar o sexo de uma forma curiosa, como algo parecido com os exercícios físicos mais exigentes e rigorosos. A influência desses filmes que estão, aos milhares, disponíveis pela internet, tem sido tal que voltaram algumas das antigas preocupações e preconceitos: agora, de novo, os homens têm se preocupado com as dimensões de seus pênis; o orgasmo vaginal parece ter voltado a ser fundamental para que uma mulher se satisfaça de verdade e seja realmente “boa de cama”. Suponho que esses ingredientes sejam muito interessantes do ponto de vista das filmagens; porém, na vida real não têm maior serventia. Continue Lendo →

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