Dr. Flávio Gikovate

O Homem Sexualmente Livre

Numa avaliação inicial, pode parecer que o homem livre é aquele que mantém intimidades eróticas com todas as mulheres possíveis, que não se sente comprometido com nenhuma delas e que busca o sexo no maior número de circunstâncias possíveis. Penso que este é o típico escravo do machismo, o que não tem nem uma gota de liberdade. Continue Lendo →

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Para onde caminha o amor

Tudo nos leva a crer que a capacidade das pessoas viverem sozinhas esteja aumentando. Ou seja, é cada vez maior o número de homens e mulheres que se sentem razoavelmente em paz consigo mesmos, que são capazes de se entreter com seus afazeres e interesses, que sabem ir a um cinema ou bar sem se sentirem humilhados pela falta de companhia. Aliás, o aspecto social, também muito importante, começa a ser alterado.

Até pouco tempo atrás, a pessoa solteira era discriminada e rejeitada. Quem não estivesse casado era visto como portador de status social inferior. Havia, portanto, uma forte pressão na direção do casamento. Sempre que constato esse tipo de pressão sou tentado a desconfiar das “delícias” do objetivo que se pretende impor. Se fosse tudo tão bom não seria necessário pressionar tanto! Continue Lendo →

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Where Relationships Are Going

People’s ability to live alone, it seems, is on the rise, that is, more and more men and women seem to feel reasonably at peace with themselves, are able to keep busy, and know how to go to the movies or to a bar without feeling crushed because they’re alone. The social aspect, which is very important, is starting to change. Until not so long ago, society looked down on and discriminated against singles. Unmarried people, it was inferred, were socially inferior, so there was a strong pressure to get married. Well, whenever I notice this kind of social demand, I tend to not trust the “delights” of whatever is being so forcefully pushed; if it were so good, it wouldn’t have to be an imposition. Continue Lendo →

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Será que é preciso amar a si mesmo antes de amar aos outros?

Sempre me surpreendo ao ouvir as pessoas falarem, com convicção, frases conhecidas, tidas como verdades, sobre as quais pouco refletiram. Elas correspondem às crenças, pontos de vista que herdamos daqueles que nos antecederam. Temos o dever de repensar tudo, uma vez que novos conhecimentos podem criar maneiras mais sofisticadas de encarar os temas que tanto nos interessam. Esta é uma destas frases: “se eu não conseguir me amar primeiro, não serei capaz de amar ninguém”. Isso é dito e pensado a propósito da possibilidade de estabelecermos um relacionamento íntimo, estável e de boa qualidade. Não se está falando em termos genéricos, de modo que ela não está diretamente ligada ao ditame bíblico de que devemos “amar ao próximo como a nós mesmos”. O “próximo” do texto bíblico é qualquer pessoa com a qual estabelecemos algum tipo de relação e não aquele ser especial com quem queremos estabelecer um relacionamento íntimo, de preferência estável e definitivo. Além disso, penso que a ideia religiosa diz respeito ao tratamento e aos direitos, ou seja, de que devemos considerar os outros como portadores de direitos iguais àqueles que atribuímos a nós. Continue Lendo →

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Must We First Love Ourselves before Loving Someone Else?

I am always surprised when I hear people repeat, with utter conviction, well-known sentences that are regarded as truth, even though not much thought is given to them. These are beliefs, inherited points of view. We have a duty to rethink everything, as new knowledge can create more sophisticated ways of looking at subjects that interest us deeply. This is one of those sentences: “If I can’t love myself, I can’t love anybody else.” It is said and thought in the context of having a good and stable romantic relationship. It is very specific, unlike the biblical command to “love thy neighbor as thyself.” The biblical “neighbor” is anyone we encounter, and not a special person with whom we want to have a romantic relationship, hopefully stable and eternal. Besides, I agree with religion, when it comes to how we should treat others: we must all believe that everyone else has the same rights as we do. Continue Lendo →

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Educação Moral

Educar, formar um novo membro de um determinado grupo social, é tarefa complexa e que envolve inúmeros aspectos. O primeiro, muito relevante, consiste na transmissão dos usos e costumes próprios daquela dada comunidade. A etapa seguinte consiste na instrução, ou seja, na transmissão do conhecimento acumulado pela humanidade ao longo dos milênios que antecederam à chegada daquele novo membro. Passar essa informação é tarefa penosa e difícil, especialmente nos tempos atuais em que as crianças estão habituadas a se relacionar com equipamentos eletrônicos bastante mais interessantes do que o que acontece numa sala de aula. Ali, até hoje os professores se valem do giz e de um quadro negro e tratam de passar às crianças e adolescentes um resumo dos capítulos anteriores da “novela da vida”. Isso para que possam acompanhar melhor o que acontecerá ao longo de suas vidas. Continue Lendo →

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Moral Education

Raising a new member of a social group is a complex endeavor that involves several different elements. The first job, of utmost importance, is the transmission of that community’s customs. The next step is their schooling, that is, transmitting information humanity had accumulated during the millennia before the child’s arrival. Teaching is an arduous, difficult task, especially nowadays, when children are more used to learning through electronic devices, which are more interesting than what goes on in a classroom. There, even today, teachers still use chalk and blackboard to try and give children a recap of the “episodes” they’d missed. Education is meant to give children the tools to better keep up with whatever happens in their lives. Continue Lendo →

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Como definir a amizade?

A amizade corresponde a um elo sentimental forte e que surge entre duas pessoas, ao que parece, em função de alguns dos ingredientes que nem sempre estão presentes no processo do encantamento sentimental. A simpatia costuma acontecer mais ou menos rapidamente, um achando graça no modo de ser, de falar, de rir e de pensar do outro e isso é parecido com o que acontece no amor.

As afinidades intelectuais surgem mais ou menos rapidamente à medida que o relacionamento se aprofunda e é a principal causa dessa intimidade crescente que caracteriza esse que talvez seja o encontro sentimental mais maduro e mais distante dos elos sentimentais infantis. Pena não estar presente na maioria das relações ditas amorosas. Continue Lendo →

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What Is Friendship?

Friendship is a strong emotional bond between two people, which happens for reasons that are not always present in romantic attachments. When two people enjoy how the other acts, laughs and thinks, they connect fairly fast; in this regard, friendship is similar to love.

The intellectual compatibilities that are quickly noticed when people grow closer are the foundation of friendship, which might be the most adult emotional connection one can have. Sadly, this element can’t be found in most so-called romantic relationships. Continue Lendo →

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Como aceitar as diferenças

Tenho tentado mostrar como nosso relacionamento com as outras pessoas é, na realidade, uma espécie de monólogo no qual esperamos encontrar no outro um espelho de nós mesmos.

Isso só ocorre porque somos inseguros e toleramos mal as diferenças de opinião – que nos deixam em dúvida sobre nossas próprias posições – e nos lembram a condição de solidão, da qual tentamos fugir o tempo todo. Continue Lendo →

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Amizade é Mais que Amor

É sempre muito difícil comentar de uma forma nova um assunto que já conhecemos. Temos uma forte tendência conservadora, que nos leva a rejeitar, ao menos num primeiro instante, qualquer ideia que não esteja em concordância com o que já sabemos. Vou falar de amor e, então, parece mais difícil ainda que as pessoas consigam ver seus aspectos menos simpáticos.

O amor corresponde a uma busca de completude. Todos nós, desde o início da vida, temos a sensação de sermos incompletos. Parece que só nos sentimos inteiros e em paz quando estamos com o nosso eleito. Assim, é óbvio que nosso primeiro amor é nossa mãe, e todos os outros objetos de amor que venhamos a ter ao longo das nossas vidas serão substitutos dela. Continue Lendo →

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As Controladoras

Elas querem saber onde estão seus companheiros e o que seus filhos fazem “a esta hora ainda fora de casa”; preocupam-se excessivamente com a saúde dos seus pais e de outros parentes queridos. As mulheres controladoras temem que qualquer titubeio ou desatenção traga consequências desastrosas. Acreditam que as coisas estão calmas graças ao empenho que têm em se concentrar o tempo todo nelas. Sabem que gastam enorme energia nesse esforço, mas acham que seu sacrifício é responsável pela conquista de longos períodos de concórdia e bem-estar. Continue Lendo →

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Educar é preparar para a vida

Um dos filmes mais bonitos e comoventes dos últimos anos, Cinema Paradiso, que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Foi um grande sucesso de bilheteria em muitos países e também no nosso. Quase todas as pessoas que conheço choraram em algumas partes do filme. A cena que provocou lágrimas no maior número de espectadores é aquela na qual o velho, que é o pai espiritual e sentimental do rapaz, que lhe ensinou quase tudo o que sabia da vida até então, diz a ele que se prepare para partir do vilarejo rumo à cidade grande: “Vá e não olhe para trás; não volte nem mesmo se eu te chamar”. O pai manda embora o filho adorado e “ordena” a ele que vá em busca do seu caminho, do seu destino, dos seus ideais. Continue Lendo →

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Entendendo os Mecanismos da Culpa

O sentimento de culpa pode ser entendido como uma espécie de freio interno, nascido da capacidade que desenvolvemos, entre os 6 e 7 anos, de nos colocarmos no lugar do outro e podermos imaginar o que ele sente. Se percebemos que ele está sufocado por uma forte dor, e nos reconhecemos como causadores desta sensação, uma grande tristeza nos invade. É como se vivêssemos a mesma dor que pensamos estar causando ao outro, associada à amargura de termos sido os responsáveis por ela.

Como o sofrimento decorrente da dor que provocamos costuma ser intenso, evitamos nos expor a ele. Assim, a culpa se torna um importante freio moral, limitador de nossas ações. Não podemos maltratar alguém – já que seremos castigados interiormente da mesma forma – nem ter condutas que possam ferir os direitos alheios, pois isso também nos faz sofrer. Muitos se contêm pelo medo de represálias – terrestres ou divinas. Essas pessoas possuem freios externos, enquanto as que sentem culpa são limitadas por razões internas. Agem de modo mais rigoroso e são moralmente mais sofisticadas. Tendem a ser menos agressivas e mais controladas em suas ações, com o objetivo de não provocar dor nos outros. Continue Lendo →

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Fim de Ano: Hora de Fazer um Balanço de Nossas Vidas

Dezembro costuma ser um mês diferente. Algumas pessoas ficam particularmente felizes, mas um grupo maior fica triste e outro ainda se sente profundamente deprimido. É o período do ano em que há maior incidência desse estado terrível, no qual as pessoas veem tudo negro, perdem as forças físicas e também as esperanças. Esse sentimento pode ter várias causas. A mais comum é a sensação de desamparo e abandono que muitos experimentam.

Pessoas com a vida sentimental mal resolvida sentem até alguma inveja daqueles que vivem em família, ainda têm os pais vivos, inúmeros irmãos e primos. É claro que a inveja nem sempre está justificada, pois a maior parte daqueles que têm o convívio familiar mais estreito padece de inúmeras situações de rivalidade, disputa e conflito. Continue Lendo →

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Jovens Violentos

Os jovens têm falado muito em dinheiro e em pessoas famosas. As moças gostam de sair com os rapazes mais populares, o que tem significado muito variado e pode inclusive querer dizer que tais moços são mais competentes para atividades ilícitas. São frequentes as notícias sobre violências cometidas por jovens de boa condição econômica – e não raramente contra seus próprios pais ou parentes próximos. Na maioria dos casos, o que está em jogo é o dinheiro: eles sempre exigem mais, enquanto seus pais decidem regular a quantia a eles destinada. Sentem-se indignados, como se estivessem sendo roubados! Reagem com agressividade a essa impressão que, claro, não corresponde à realidade. Continue Lendo →

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Medo, vergonha e culpa

Uso sempre uma comparação polêmica para tentar definir a condição humana: somos um mamífero parecido com o macaco, mas possuímos um computador sofisticado instalado no cérebro. Não sabemos muito bem como utilizar o computador, como ele funciona. Fizemos progressos, mas ainda temos um longo caminho a percorrer.

O mamífero homem tem múltiplos desejos. O principal freio à realização de alguns deles é o medo, exatamente como ocorre nas outras espécies. Trata-se de uma defesa que faz parte do “instinto” de autoconservação, processo inato cuja finalidade é afastar o animal dos perigos reais. Assim, quando um cachorro está com fome, o desejo o impulsionará na direção de algum alimento. Se, no entanto, uma onça estiver por perto, ele fugirá, pois o medo é maior do que o desejo de comer, maior do que a fome. Um homem sem recursos pretende as¬saltar um transeunte. Nota, porém, que um carro da polícia se aproxima. Tenderá, então, a desistir do roubo para evitar ser preso. Nos seres humanos, o receio da represália (ou da punição divina) às vezes constitui a única barreira entre fazer e deixar de fazer. Continue Lendo →

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Não sabemos lidar com divergências

Uma das contradições mais graves que carregamos é esta: gostamos de ser únicos e originais, mas esperamos que todos pensem como nós e até que sintam o que sentimos. Nossa imagem de liberais e democratas vai por água abaixo assim que enfrentamos uma opinião divergente sobre os temas mais banais – um filme que amamos ou uma música que detestamos. De futebol à religião, expressamos essa intolerância: queremos que as pessoas não só creiam no mesmo deus, mas que o concebam da mesma forma.

Do ângulo da razão, desconfiamos dos que se mostram diferentes, de todos aqueles com quem não nos identificamos e das coisas que não compreendemos. Do ponto de vista emocional, não toleramos as diferenças porque nos fazem sentir sozinhos, desamparados. Uma simples divergência sobre um assunto irrelevante pode causar a separação de duas pessoas, especialmente se elas acreditam sinceramente nos seus pontos de vista e têm a convicção de que estão certas. Continue Lendo →

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O erro de educar ensinando amor incondicional

É fácil compreender as razões pelas quais quase todos nós nos perdemos como educadores. As descobertas da psicanálise acerca da importância dos primeiros anos de vida nos deixaram com muito medo de provocar traumas irreparáveis em nossos filhos. Preferimos, então, errar por falta de rigor do que por excesso de rigor. Para não “traumatizarmos” as crianças, passamos a temer até mesmo decepcioná-las e frustrá-las, coisa que elas percebem como fraqueza e tratam de abusar de nossa insegurança. Continue Lendo →

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O Que é se Colocar no Lugar do Outro?

Uma das operações psíquicas mais sofisticadas que aprendemos, lá pelos 7 anos, é esta, de tentarmos sair de nós mesmos para imaginar como se sentem as outras pessoas. De repente podemos olhar para a rua num dia de chuva e imaginar – o que, de certa forma, significa sentir – o frio que um outro menino pode passar por estar mal agasalhado.

Nossa capacidade de imaginar o que se passa é como uma faca de dois gumes. Continue Lendo →

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Otimismo e Pessimismo

Não deixa de ser curioso observar as diferentes reações do ser humano frente a certos obstáculos. Ao adoecer, algumas pessoas só pensam na recuperação; outras sentem que jamais voltarão a ter saúde. Diante de uma situação de risco, os otimistas decidem enfrentá-la, pois acham que as chances de sucesso são boas; os pessimistas recuam, antevendo a catástrofe. Para começar um namoro, o otimista se aproxima de alguém que despertou seu interesse; o pessimista evita o primeiro passo, imaginando uma rejeição inevitável. Continue Lendo →

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Pensar, um ato sem censura

Quase todas as pessoas se assustam com certos pensamentos “proibidos” que afloram à mente de forma espontânea. Chegam a sonhar que mataram a própria mãe ou o irmão e acordam angustiadas. Não se conformam com o fato. Experimentam culpa, vergonha e não têm coragem de contar o sonho nem para os mais íntimos.

Ocorre o mesmo quando, acordadas, reconhecem que não gostam de um filho, que não sentiriam a mínima falta do companheiro se ele morresse. Isso sem falar das fantasias sexuais extravagantes. É enorme o constrangimento causado por alguns desejos sadomasoquistas ou de sexo promíscuo. Continue Lendo →

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Quando falar é agredir

Há opiniões discrepantes em relação às pessoas que são muito cuidadosas e delicadas quando expressam seu ponto de vista, especialmente sobre temas polêmicos. Alguns as julgam falsas e hipócritas, pois escolhem as palavras com o intuito de agradar o interlocutor. Resultado: desconfia-se de sua sinceridade.

Outros, porém, pensam de forma diferente. Acham que são espíritos mais atentos, preocupados em não ser invasivos e grosseiros. Tomam cuidado, sim, porque não gostariam, em hipótese alguma, de magoar a pessoa com a qual estão conversando. Continue Lendo →

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Quando Mãe e Filho Não se Amam

Durante a vida intra-uterina, o nosso cérebro se forma cercado de uma sensação de aconchego, paz e harmonia. Vivemos no paraíso – e o nascimento corresponde a sermos expulsos dele. A partir daí, passamos a experimentar aqueles que talvez sejam os piores tempos da nossa vida: temos frio, fome e sede; nos sentimos desamparados, realmente desesperados, quando não somos atendidos imediatamente por nossas mães.
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Quando os parentes invadem nossa intimidade

- “Família é pra essas coisas” é um tema perigoso, pois permite que nossa privacidade seja devassada, criando situações embaraçosas e impedindo uma relação mais sadia e madura.

Somos educados para distinguir muito claramente os parentes dos amigos e das pessoas em geral. Desde crianças, aprendemos que a família é composta por criaturas sui generis que terão conosco um nível de relacionamento especial, governado por um código próprio, diferente daquele que empregamos no trato com estranhos. Com esses últimos, temos um relacionamento cordial e mais formal, respeitoso e que pressupõe reciprocidade nas atitudes. Por isso, nos ofendemos rapidamente quando somos invadidos em nossa privacidade. Continue Lendo →

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Respeite a si mesmo e ganhe autoestima

Só existe autoestima quando uma pessoa vive de acordo com suas ideias, sem ofender o código de valores que ela construiu ao longo da vida. Uma pessoa para quem a honestidade é fundamental poderá ficar rica se aceitar suborno, mas sua autoestima cairá, inevitavelmente. Não é possível alguém gostar de si mesmo, ter um bom juízo de si, se estiver agindo em desacordo com seus princípios. Continue Lendo →

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Respeite o meu direito de não querer te ouvir ou ver

O fato de alguém querer muito a nossa atenção não nos obriga a aceitar sua aproximação. Ao insistir em seu objetivo, mesmo que nos ame, ela estará sendo prepotente e egoísta.

Um senhor me acusou de desrespeitoso e mal-educado. Motivo? Não quis falar com ele ao telefone. Não o conheço, sabia que ele queria fazer críticas — “construtivas” — ao meu trabalho. Não me interessei em saber quais eram.

Uma colega me conta que sua mãe lhe diz: “Sua amiga de infância esteve aqui e está louca para revê-la. Quando posso marcar o encontro?” Minha colega não tem interesse em saber como está essa pessoa, nem deseja reencontrá-la.

Uma filha atende o telefone e diz ao pai: “Fulano quer falar com você”. O pai responde: “Diga que não estou”. “Mas ele diz que quer muito falar com você.” O pai: “Sim, mas eu não quero falar com ele!”

Afinal de contas, quem está com a razão? Aquele que se sente ofendido por não ser ouvido ou recebido? Ou quem se acha com o direito de só receber as pessoas que lhe interessam? Continue Lendo →

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Sobre estar sozinho…

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar. Continue Lendo →

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Ter ou Não Ter Filhos?

É incrível, mas até hoje os casais que decidem não ter filhos são olhados com desconfiança, como se estivessem traindo a sociedade e a espécie humana. O argumento que sustenta as críticas – e atinge principalmente a mulher – é o da necessidade de satisfação do instinto materno: “só mesmo uma mulher muito desalmada não tenderia a exercer seus impulsos naturais.” Assim se manifestam as pessoas que seguem os passos de nossos ancestrais, sem nunca refletir sobre o modo como devemos conduzir nossas vidas. Continue Lendo →

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Uma Pessoa Verdadeiramente Forte

A gente costuma ouvir que uma pessoa é forte, que tem gênio forte, quando ela reage com grande violência em situações que a desagradam. Ou seja, a pessoa de temperamento forte só está bem e calma quando tudo acontece exatamente de acordo com a vontade dela. Nos outros casos, sua reação é explosiva e o estouro costuma provocar o medo nas pessoas que a cercam. Talvez essas pessoas sejam responsáveis por chamar o estourado de forte, porque acabam se submetendo à vontade dele. Ele é forte porque consegue impor sua vontade, quase sempre por conta do medo que as pessoas têm do seu descontrole agressivo e de sua capacidade para fazer escândalo. Continue Lendo →

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Individualismo não é Egoísmo

Individualismo é uma palavra que provoca polêmicas e mal-entendidos.

Penso que, quando isso acontece, é porque o termo está sendo usado com múltiplos significados, o que desencadeará emoções diferentes de acordo com o modo como cada um o entenda.

Individualismo é palavra que determina juízo negativo quando é usada como sinônimo de egoísmo. Continue Lendo →

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Sofrimento produtivo e improdutivo

Podemos tentar classificar nosso sofrimento íntimo como normal ou patológico. Trata-se de uma avaliação complexa e difícil. Podemos pensar em tristeza com causa objetiva determinante e estados depressivos (tristeza e depressão são, hoje em dia, usados como sinônimos) definidos antes de tudo por alterações na química cerebral. Não se deve subestimar a dificuldade presente neste tipo de divisão, pois estados de alma interferem sobre a química e vice-versa.

Penso que é muito mais útil separar os estados depressivos em sofrimento construtivo e produtivo ou improdutivo e pouco útil – senão completamente inútil. Do ponto de vista prático, esta é a classificação que determina o tipo de interferência do profissional de saúde. Continue Lendo →

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Vaidade, Importância e Utilidade

A reflexão sobre a interferência da vaidade no modo como avaliamos as pessoas e as funções que elas exercem na sociedade merece especial consideração.

No nosso ambiente cultural, as pessoas consideradas importantes são as que conseguem se destacar, chamar a atenção sobre si. O destaque, sabemos, é gerador de um prazer erótico muito valorizado e não são poucas as pessoas que consideram este tipo de conquista como a grande fonte de felicidade. É importante ressaltar que, se isso for verdade, a grande maioria da humanidade está condenada à infelicidade eterna, a arder de inveja e a buscar meios moralmente pouco legítimos para alcançar algum tipo de notoriedade.

O destaque tem muito pouco a ver com a efetiva utilidade daquela dada pessoa na vida em sociedade. Continue Lendo →

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Palestra Sexualidade Sem Fronteiras

8 de agosto de 2013 por Flávio Gikovate | 1 Comentário

Embora no século XX o surgimento da psicanálise e a revolução sexual tenham contribuído para aumentar as discussões em torno da sexualidade, poucos avanços ocorreram de fato nesse campo da existência humana.

Preocupados com o desempenho; o número de relações sexuais por semana; a quantidade de orgasmos; a competência; a exuberância; homens e mulheres se perderam.

Regras, dicas e normas se acumulam sem que percebamos que liberdade e obrigação definitivamente não combinam quando o assunto é sexo.

No livro Sexualidade sem fronteiras, lançamento da MG Editores, Flávio Gikovate propõe um novo paradigma no que se refere à sexualidade.

O primeiro passo é entender que o caráter lúdico do erotismo desvincula o sexo do compromisso social. É o clima lúdico que deve prevalecer nas relações sexuais.

Cada um de nós deve escolher e vivenciar os tipos de carícia — consentida — que mais lhe agradarem; cada um de nós deve ser livre para (re)direcionar nossos interesses eróticos da forma como bem nos aprouver.

Só assim os rótulos se tornarão descabidos e desnecessários, e em vez de falarmos em hétero, homo, bissexualidade etc. falaremos em sexualidade — e sem fronteiras.

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Ser, Ter, Parecer, Aparecer

Em 1976, Erich Fromm publicou um livro cujo título, “Ter ou Ser”, indicava que estava em curso uma mudança fundamental. As alterações nos valores culturais acompanham, em geral com certo atraso, as que acontecem no plano dos avanços da tecnologia – especialmente quando eles estão diretamente ligados ao cotidiano da maioria dos cidadãos. Nosso “habitat” vem mudando drasticamente principalmente a partir da II Grande Guerra. Nós, humanos, interferimos continuadamente sobre o ambiente que nos cerca; depois temos que nos adaptar às mudanças que nós mesmos provocamos. Por vezes, levamos um susto com o que nos acontece, como se não fôssemos nós os causadores de tudo! Continue Lendo →

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Hábitos, Compulsões e Vícios

Falta muito para que possamos dizer que conhecemos os detalhes do funcionamento do psiquismo humano. O que é fato é que uma boa parte das nossas ações parecem governadas por um “piloto automático”: em muitos casos, agimos de forma automática; e reagimos a determinadas situações sem que necessitemos pensar acerca do que fazer.

Os movimentos que fazemos ao dirigir o carro são todos sincronizados e não exigem reflexão, assim como as reações que temos diante de um problema inesperado no meio do percurso que estamos realizando. Muitas vezes só nos conscientizamos de algo depois do ocorrido, como se, diante do susto, o piloto automático tivesse se desligado! Fazemos o mesmo ao escovar os dentes, ao nos movimentarmos durante o banho, nos enxugarmos, assim como em tantas outras condições que se repetem com regularidade em nossas vidas. Continue Lendo →

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O consumismo da elite é desespero – Revista Época Negócios

“O consumismo da elite é desespero”

O psiquiatra Flávio Gikovate fala sobre as angústias da elite que frequenta seu consultório e o estresse do mundo moderno


9 mil pacientes atendidos, 1 milhão de livros vendidos e programa na cbn (Foto: João Mantovani)

Flávio Gikovate não tem um divã. Quando um paciente chega ao consultório dele, num dos endereços mais caros de São Paulo (a Rua Estados Unidos, nos Jardins), encontra primeiro uma fachada de cimento queimado com portas altas de correr. Depois, pode tomar café na recepção térrea, entre um jardim interno envidraçado e telas coloridas de Claudio Tozzi. Na hora da consulta, sobe por uma escada sem paredes laterais até a sala do psiquiatra e se senta: ou num sofá, ou numa poltrona bem confortável de couro preto. Mas divã, como no nome de seu programa semanal na rádio CBN (No Divã do Gikovate), não tem. “Sempre trabalhei assim, prefiro olho no olho”, diz. Talvez seja o olho no olho, talvez seja o método da “psicoterapia breve” e a promessa de alta em seis meses – que faz com que ele atenda 200 pacientes por ano. Fato é que Gikovate se tornou o confidente de alguns dos empresários e executivos mais bem-sucedidos do país. Nesta conversa, ele fala sobre a gastança dos brasileiros ricos, a cabeça do bom líder e outros temas atuais, mas de um ponto de vista diferente. Ou você já tinha ouvido que a culpa do consumismo é da pílula anticoncepcional?

Dinheiro anda comprando mais felicidade ou infelicidade?
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A Inveja nas Relações Íntimas

Ninguém gosta muito de pensar que possa sentir inveja, muito menos de alguém que lhe seja bem próximo. Porém, a realidade nos ensina exatamente o inverso: o sentimento ocorre mais frequentemente entre os que têm convívio íntimo.

A inveja deriva da nossa tendência a nos compararmos: nos sentimos diminuídos, humilhados, quando alguém tem algo a mais que nós. Ela costuma ser mais intensa quando consideramos que o outro não deveria ter mais, pois é da mesma faixa etária, da mesma origem social… Continue Lendo →

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Solidão também é bom

O pavor da solidão é algo presente em muitos de nós por razões que nem sempre são muito consistentes. Em primeiro lugar, ela costuma estar associada à dor que sentimos nos primeiros tempos depois de uma separação amorosa. É claro que nos habituamos ao aconchego que deriva de uma união, mesmo que problemática.

A dor derivada da ruptura não corresponde à solidão e sim a uma tristeza que deriva da transição de uma condição para a outra. A solidão corresponde ao estágio posterior, ou seja, ao modo como vivemos depois de ultrapassar Continue Lendo →

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Muitos homens têm medo de mulheres fortes

A grande maioria dos homens só se sente confortável ao lado de uma mulher que eles consideram mais fracas – ou menos – do que eles. Os critérios para esta avaliação são subjetivos e dependem da hierarquia de cada um.

A maioria gosta de ter controle financeiro sobre as suas mulheres, condição na qual sentem menos medo de serem abandonados. Muitos gostam de se sentir mais inteligentes, mais preparados e cultos, afora, é claro, a superioridade física. Continue Lendo →

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Como definir maturidade emocional?

Penso que a maturidade emocional se caracteriza pelo atingimento de um estado evolutivo no qual nos tornamos mais competentes para lidar com as dificuldades da vida e por isso mesmo com maior disponibilidade para usufruir de seus aspectos lúdicos e agradáveis.

Talvez a principal característica da pessoa madura esteja relacionada com o desenvolvimento de uma boa tolerância às inevitáveis frustrações e contrariedades a que todos nós estamos sujeitos. Tolerar bem frustrações não significa não sofrer com elas e muito menos não tratar de evitá-las. A boa tolerância às dores da vida implica certa docilidade, capacidade de absorver os golpes e mais ou menos rapidamente se livrar da tristeza ou ressentimento que possa ter sido causado por aquilo que nos contrariou. Continue Lendo →

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Mudar é Difícil

Muitas pessoas dizem querer mudar, mas é só da boca para fora. Algumas se satisfazem em pensar e falar que “todo o mundo tem defeitos; eu também tenho os meus” como se isso as desobrigassem de batalhar para deixar de tê-los. A verdade é que as mudanças exigem grande determinação e disciplina, além de que o usual é que a pessoa tenha que passar por um período de privações ou de algum tipo de sofrimento e renúncia.

Os que desenvolveram certas fobias, medos irracionais que os impedem de andar em elevadores, aviões, transitar por estradas lotadas sem saídas colaterais, ir a eventos públicos onde há muita gente etc. certamente desejam se livrar delas. O entendimento das razões que os levaram a desenvolver esses medos não será suficiente para que se livrem deles: terão que enfrentá-los! Terão que passar pela difícil experiência de vivenciá-los, condição em que serão capazes de perceber que suas forças são maiores que os medos. Isso aumenta muito a autoestima daqueles que aceitam se submeter a esse sofrimento, de modo que costumam ocorrer vários outros avanços e benefícios pessoais derivados da vivência bem sucedida. Continue Lendo →

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Why Are Bad Boys so Attractive?

Bad boys, those daring womanizers who easily proclaim their love and promise the moon, tend to be very sexually attractive to women, much more so than reticent, polite and subtle men. The latter are jealous of these seductive men because they are unable to act with the same persistence and disregard for truth, which seems to be a philanderer’s main approach. Continue Lendo →

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Good Men Are More Afraid of Love

The main reason why good people (people who are more generous, genuine, laid-back and unable to say NO to others) are more afraid of falling in love than takers (people more prone to selfishness, less genuine, unable to handle frustration, aggressive and solely devoted to their self-interest) is that the former are capable of truly loving, while the latter just really enjoy being loved. The fear of diving headfirst into this feeling is larger for those who are more fascinated and attracted to it. It is the fear, among others, of “diluting” ourselves into another person and losing our identity. Continue Lendo →

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Does Everyone Have a Good Side?

Upon deeper reflection on some popular adages, we often realize some of them just do not hold up and seem to exist solely to lead us to error; one of them is in the title. I have always been outraged by the concept that, deep down, aggressive and cruel people have a “heart of gold,” one that is rarely seen. I think that what happens deep down in these people is very important, but their day-to-day behavior matters even more. Continue Lendo →

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Individualism is not Selfishness

Individualism is a word that can generate controversy and misunderstandings.

When it happens, I believe it is because the word has several meanings and evokes different emotions for different people, according to their understanding of it.

Individualism has a negative connotation when used as a synonym for selfishness and also when it’s used to describe a person who is unable to commit to a romantic relationship or to relate to other people in society. Continue Lendo →

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O machismo é o maior inimigo do homem

A tese da superioridade masculina esteve em vigor ao longo dos séculos e só passou a enfrentar resistência feroz e crescente a partir do século XX.

Além de fisicamente mais fortes, os homens sempre se acharam mais inteligentes, criativos e portadores de maior bom senso. Isso lhes dava o direito de mando sobre toda a família. Continue Lendo →

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Trust in Each Other is Essential to a Mature Relationship

Love implies dependence, being vulnerable. So, loving someone we don’t trust is being reckless with ourselves.

Very few couples live well together and have a relationship conducive to emotional and intellectual growth. But exactly because some couples do live happily together, we should do our best to be a part of this exclusive club. Continue Lendo →

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Our Qualities Attract Hostility

We grow and form our personal convictions based, mostly, on what we hear from our parents and teachers. Because of them, we are led to believe that if we are decent, kind, steadfast and hardworking, other people will like and accept us.

One of the most unpleasant surprises we get as teenagers is when we learn that these qualities actually attract hostility more often than love. It does, however, seem logical that being virtuous will make people love us, so most of us work hard to get there. Continue Lendo →

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O que caracteriza a paixão?

26 de fevereiro de 2015 por Flávio Gikovate | 0 comentários

Deve haver um certo rigor no uso da palavra paixão, que não está relacionada ao erotismo, mas ao romantismo.

A paixão é um sentimento amoroso forte e intenso, mas que também causa medo, o responsável pela ansiedade.

“O coração não bate por amor, bate por medo…”

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Just How Important is Compatibility in a Relationship?

Compatibilities in temperament, character, taste and interests in a relationship are a very relevant issue these days, but it was not always so. About a century ago, Freud, in “On Narcissism – An Introduction,” claimed that the ideal was a complementary couple, in which each had qualities the other lacked; this would make the couple stronger and give them better conditions to face life’s adversities. These days, we talk about soul mates; before, we used to say, “Opposites attract.” Why did we rethink these concepts? Continue Lendo →

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What Is Emotional Maturity?

I believe a person is emotionally mature when they reach a point in which they are better at handling life’s troubles and, therefore, have more time to enjoy its pleasant and recreational aspects.

Perhaps the main trait of a mature person is their tolerance to the inevitable frustrations and setbacks that happen to us all. Tolerating frustration well does not mean it doesn’t cause suffering, or even not doing our best to avoid it. A high tolerance to life’s pain requires docility; an ability to absorb blows as quickly as possible, to be free of sadness or resentment over the event. Continue Lendo →

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The discourse of romantic separation

One of the most common feelings after a breakup is of curiosity about the other’s fate. Even the one who actually initiated the breakup will do all they can to know how their ex-partner is faring. Seldom does this interest come from genuine empathy, though. More often than not, it comes from an ambivalence that reminds me of a seesaw. On the one hand, seeing someone so close to us suffer makes us sad; on the other, it’s good for our vanity. Continue Lendo →

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A Few Predictions for 2030

Making predictions is always difficult and risky; after all, unexpected technological advances can alter our world and we, interactive creatures that we are, will adapt to it. However, I feel like most of the advances that affected our quality of life already happened in the past 25 years. Of course, there have been improvements in technology; we can now easily access the Internet from our cell phones, for instance and we might yet see other developments; but the main changes have already happened. Continue Lendo →

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Algumas previsões para 2030

Fazer previsões é sempre difícil e perigoso; isso porque avanços tecnológicos inesperados podem alterar nosso habitat e nós, seres interativos, teremos que nos adaptar a isso. Porém, minha impressão é a de que os maiores avanços qualitativos foram feitos ao longo dos últimos 25 anos; de lá para cá temos visto aprimoramentos, facilitação do uso da internet em celulares e talvez ainda vejamos alguns outros. Continue Lendo →

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Para melhor conhecer as pessoas

A primeira condição para conseguirmos conhecer melhor as pessoas diz respeito a tratarmos de evitar o erro usual de buscarmos avaliá-las tomando por base a nós mesmos. Ou seja, um erro grave é o de pensar assim: “eu no lugar dela faria isso ou aquilo”; a verdade é que eu não sou ela e a forma de ser e de pensar não acompanha obrigatoriamente a nossa. Temos de nos afastar da nossa maneira de pensar e tentar, com objetividade, entender como funciona o psiquismo de quem queremos conhecer. Continue Lendo →

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How to Understand People Better

To understand how people truly are, you first must avoid the mistake of assessing them taking ourselves as a frame of reference. It’s a huge mistake to think, “In her place, I’d act in this way or that.” The truth is, you’re not her and the way each of you are and think are not necessarily the same. We have to keep away from this course of thought and be objective when trying to understand someone else’s psyche. Continue Lendo →

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When Words Are an Act of Aggression

There are differing opinions about people who express their point of view in a careful and gentle manner, especially when the subject is controversial. Some will say these people are fakes and hypocrites, because they choose their words to please other people; as a result, their honesty is doubted.

Others, however, don’t agree with this assessment. They believe that these people are just more attentive and shy away from intrusiveness and asperity. Yes, they are careful with their choice of words, because they wouldn’t ever want to hurt other people. Continue Lendo →

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A Truly Strong Person

We often hear that strong-willed people, who react forcefully when displeased, are strong. However, strong-willed people are only calm and peaceful when everything goes according to their wishes. At any other time, they react explosively and their outbursts can be scary; maybe those who are afraid of them are the ones responsible for calling out-of-control people strong, because they always submit to their will. Headstrong people are considered strong mainly because they impose their will on others, usually through fear of their anger and their ability to create drama. Continue Lendo →

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