Dr. Flávio Gikovate

Os ingredientes de um casamento duradouro

17 de maio de 2013 por Flávio Gikovate | 0 comentários

Os elos amorosos duradouros se beneficiam muito da presença de grandes afinidades: de caráter, de gostos, de interesses e de projetos de vida em comum. Quanto mais parecidos, maior é a chance de longevidade da união.

Especialmente num mundo em rápidas transformações, não é fácil manter essa sintonia. Por isso é preciso levar em conta que o casamento tem várias etapas: a dos filhos pequenos, deles adolescentes, deles indo embora…Existe a fase da luta pela vida, a da estabilização profissional e financeira de cada um, a da aposentadoria com predomínio da fase de lazer. Não espanta que tantos casais se percam um do outro em alguma dessas transições.

O fundamental para a renovação dos projetos e manutenção das afinidades é o diálogo: as boas conversas perpetuam a convergência das rotas.

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Há outros modos de aprender que não pela experiência?

17 de maio de 2013 por Flávio Gikovate | 0 comentários

O melhor modo de aprender, apesar de não ser o único, é através das nossas próprias experiências: se forem boas, repetimos; se forem ruins, as evitaremos ou tentaremos aprimorá-las até que os resultados nos agradem.

O processo de aprendizado pode ser construído através de muitos caminhos e todos eles podem sofrer influência negativa do medo e das convicções que desprezam os maus resultados.

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Gikovate defende mundo unissex e sem preconceitos

Para Gikovate, as pessoas devem ser orientadas pelo amor, e não só pelo desejo

Para Gikovate, as pessoas devem ser orientadas pelo amor, e não só pelo desejo

Um livro contra qualquer tipo de preconceito. É assim que o médico psiquiatra Flávio Gikovate define seu novo livro, “Sexualidade sem fronteiras”. Autor de mais de 30 livros, terapeuta e apresentador do programa “No Divã do Gikovate”, da rádio CBN, Gikovate defende que o ideal seria apenas falar de sexualidade, pondo fim ao uso dos termos hétero, homo ou bissexual.

Preconceito

É um livro, antes de tudo, contra o preconceito, qualquer tipo de preconceito. É impressionante como as questões sexuais ainda mobilizam preconceitos de toda ordem. Hoje vejo que até os homossexuais possuem preconceito contra Continue Lendo →

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Café de Ideias 2013 – Palestra: Sexualidade sem fronteiras

17 de abril de 2013 por Flávio Gikovate | 1 Comentário

Evento: Café de Ideias 2013

Palestra: Sexualidade sem fronteiras

Realizada no Centro Cultural Oscar Niemeyer no dia 5 de abril de 2013, em Goiânia

Embora no século XX o surgimento da psicanálise e a revolução sexual tenham contribuído para aumentar as discussões em torno da sexualidade, poucos avanços ocorreram de fato nesse campo da existência humana. Preocupados com o desempenho; o número de relações sexuais por semana; a quantidade de orgasmos; a competência; a exuberância; homens e mulheres se perderam. Regras, dicas e normas se acumulam sem que percebamos que liberdade e obrigação definitivamente não combinam.

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Entrevista do dr. Flávio Gikovate para a Revista São Paulo, encarte da Folha de S.Paulo, publicada no dia 10 de outubro de 2010.

Gikovate no Divã

ADRIANA KÜCHLER
COLUNISTA DA REVISTA São Paulo

O psiquiatra Flávio Gikovate, que ataca de ator em “Passione”, não revela nem na terapia o segredo de Gerson, mas conta aqui seus medos, brochadas e frustrações.

No ar na novela das oito da Globo, “Passione”, Flávio Gikovate diz: “Com medo de ficar louco, resolvi virar psiquiatra”.
Foto: Christian von Ameln/Folhapres

Foi uma criança feliz?
Minha infância foi complicada. Minha mãe era esquizofrênica, tinha ideias de grandeza, de perseguição. Na adolescência, por causa dela, era difícil trazer amigos pra casa. Isso contribuiu pra eu ser mais reservado. Nunca fui popular.

Teve complexo de Édipo?
Não, o que eu tive foi uma influência fóbica. Assim como algumas pessoas que têm medo de avião viram pilotos, eu, com medo de ficar louco, resolvi virar psiquiatra. Mas também não servia pra muita coisa. Não tenho Continue Lendo →

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Quando os parentes invadem nossa intimidade

- “Família é pra essas coisas” é um tema perigoso, pois permite que nossa privacidade seja devassada, criando situações embaraçosas e impedindo uma relação mais sadia e madura.

Somos educados para distinguir muito claramente os parentes dos amigos e das pessoas em geral. Desde crianças, aprendemos que a família é composta por criaturas sui generis que terão conosco um nível de relacionamento especial, governado por um código próprio, diferente daquele que Continue Lendo →

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Tendência gregária em nossa espécie

Arthur Koestler, no seu livro “Jano”, aponta para uma pecularidade do ser humano muito pouco estudada pela psicologia. Ele a chama de “tendência integrativa”, através da qual cada um de nós se perde – como individualidade – muito facilmente, nos tornando parte de uma unidade maior, uma coletividade. E mais, que tal coletivo, quando sujeito a uma liderança adequada – e que se alicerça em alguma meia verdade -, pode ser capaz Continue Lendo →

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Quem tem medo da solidão?

- Muitos casais só evitam a separação porque temem o isolamento de uma vida solitária. Nossa sociedade centrada no núcleo familiar, estimula a dependência entre as pessoas.

O que é preferível: ficar só ou mal acompanhado? A esta pergunta a grande maioria das pessoas responde de duas maneiras diferentes. Quando se trata de uma situação hipotética ou da vida dos outros, elas dizem que Continue Lendo →

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Quando Mãe e Filho Não se Amam

Durante a vida intra-uterina, o nosso cérebro se forma cercado de uma sensação de aconchego, paz e harmonia. Vivemos no paraíso – e o nascimento corresponde a sermos expulsos dele. A partir daí, passamos a experimentar aqueles que talvez sejam os piores tempos da nossa vida: temos frio, fome e sede; nos sentimos desamparados, realmente desesperados, quando não somos atendidos imediatamente por nossas mães. A hipótese que Continue Lendo →

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As relações, no futuro, serão mesmo do tipo “poliamor”?

3 de maio de 2013 por Flávio Gikovate | 0 comentários

A expressão “poliamor” é mal utilizada atualmente. Na realidade, ela substitui um termo antigo, do fim dos anos 60, que referia-se ao que se chamava de “casamento aberto”, ou seja, um relacionamento afetivo estável que permitia uma certa liberdade sexual com outros parceiros. Assim, o termo correto seria “polissexo”.

Fazia muito sentido numa época em que as pessoas vinham de uma educação e cultura repressoras, onde muitas haviam casado cedo, algumas moças ainda virgens enfrentando a experiência do casamento, inexperientes sexualmente e, portanto, vinham com alguma frustração a respeito da sua história sentimental e sexual.

O “amor livre” acompanhava a sensação de resgatar momentos importantes da vida, que as pessoas haviam perdido, com a possibilidade de não romperem os vínculos sentimentais e conjugais já estabelecidos.

A ideia mostrou-se ineficaz à época, será que hoje faz algum sentido resgatá-la?

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